Profundo
RELEVO SENTIMENTAL
Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.
O eco de um pensamento profundo pode, por vezes, tornar-se insuportável. A mente se sobrecarrega, o ânimo enfraquece e, neste cenário, a fuga passa a parecer necessária.
Existem múltiplas formas de fuga, especialmente quando pessoas não conseguem conviver consigo mesmas, buscando refúgio em prazeres efêmeros.
E amar o mundo, o universo profundo,
O corpo desnudo do ser e a energia dos frutos,
O processo de se autoconhecer...
É amar o útero
Que o Ano Novo não seja apenas a troca silenciosa de um calendário, mas o sopro profundo de um recomeço consciente, onde o tempo deixa de ser pressa, as feridas se tornam aprendizado, os sonhos recuperam coragem, e cada amanhecer nos encontre mais inteiros, mais humanos e mais fiéis àquilo que, em silêncio, sempre soubemos que nascemos para ser.
De mãos dadas enfrentamos o mundo, nosso amor é forte, é puro e profundo. – Frase da música Eu te amo e te amo do dj gato amarelo
O xamanismo não é fuga da realidade, é um mergulho tão profundo nela que o espírito reaprende a caminhar em harmonia com o invisível.
No Olhar do Sábio
No olhar profundo de um sábio, calmo e raro,
Não há respostas, nem um simples amparo.
Há um silêncio que é prece e é perguntas,
Onde o Eterno e o humano levantam suas pontas.
De um lado, o Homem, feito de terra e temor,
Com o peso na alma e um quieto fervor.
Do outro, o Infinito, a voz sem qualquer som,
Que desenha mundos no mais fundo dom.
É neste abismo, nesta fronteira estreita,
Que a alma se perde e, perdida, se aceita.
O sábio não fala, apenas contempla a trilha
Onde a alma e a razão, enfim, se encontram.
Não é um debate, nem um duro questionário,
É o suspiro da terra buscando o seu sólio.
É a mão que se abre, vazia e serena,
Aguardando a resposta que acalma ou que envenena.
No olhar do sábio, a dualidade cessa:
D'us e o Homem na mesma quietude acesa.
E quem o encara, por um instante breve,
Vê a ponte impossível que o silêncio tece.
Cristina Santana
POESANDO
Quando falamos de poesia
A alma se veste de louvor
Num profundo sentimento
Esquecemos qualquer dor.
A poesia é o verdadeiro encontro
Na beleza do encantamento
São fragmentos, são versos
Poesando o momento.
Ela extravasa a juventude
Viajamos na imaginação
Da mente e do coração.
Nas suas múltiplas faces
Na ausência da identidade
A poesia grita com liberdade.
Irá Rodrigues
Minha mãe, meu mundo
Meu universo, meu tudo
Meu pensamento mais profundo
Meu maior anseio é oferecer-te o mundo
O amor é bom de viver,
difícil de entender,
largo demais para abraçar,
profundo demais para sobreviver,
único demais para morrer,
lindo demais para se perder.
"Dizem que as canções nos arrebatam ao mais profundo de nossas almas. Mostrando as lagrimas que estão armazenadas para serem liberadas.
E por fim, da o alivio a "Alma".""
