Profundo

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Navegamos em águas turvas onde o maior pesadelo na ignorância é um mar revolto e profundo, fazendo da vida um naufrágio que logo esquecem. A pressa do mundo é rasa; as pessoas só querem ver a superfície e se esquecem que há algo valioso seu que afundou.

⁠O amor é como o mar, imenso e profundo,
Com ondas que nos envolvem sem aviso,
E nos levam em direção a um mundo
De sensações incríveis, sonhos e sorrisos.
O amor é como o sol, quente e brilhante,
Que nos aquece mesmo nos dias frios,
E ilumina nosso caminho adiante
Com uma luz que vem do coração.
O amor é como a flor, delicada e bela,
Que nasce em meio às pedras do caminho,
E perfuma a vida de quem dela cuida
Com um aroma doce e suave como mel.
O amor é a força que nos move e inspira,
Que nos faz sentir vivos e mais humanos,
E que nos une numa só harmonia
Com tudo o que há de bom nesse enorme universo.
Por isso, que o amor seja sempre celebrado,
Em todos os cantos e recantos da vida,
Como uma luz que jamais se apaga,
E uma fonte de esperança renovada

Sou tua


Sou tua mais que fui de mim outrora.


Algo em mim, secreto e tão profundo,
ao ver-te, abandonou seu próprio mundo
e em teu olhar fez sua morada.


Sou tua por amor
e por querer.


Se me busco, volto a te encontrar:
que já não sei se vivo em mim
ou se apenas respiro
em te amar.

Tu és o verso mais profundo da minha existência, a poesia viva que se desenha no silêncio dos meus dias, e eu sou apenas o leitor perdidamente rendido, aquele que percorre, uma e mil vezes, as tuas curvas e contracurvas com a alma em suspenso, descobrindo em cada detalhe do teu ser um mistério que me encanta, um ritmo que me guia e a única história que eu desejaria ler e reler até que o tempo, finalmente, se esquecesse de passar.

O medo de perder o controle muitas vezes impede que você experimente um nível mais profundo de entrega. No entanto, ao investigar esse medo, você percebe que o controle sempre foi parcial e ilusório. A entrega não é um risco real, mas a liberação de uma tensão que já não se sustenta.

No nível mais profundo, não há separação entre você e a experiência que está acontecendo. A ideia de um “eu” separado observando o mundo é útil funcionalmente, mas limitada em termos de percepção. Quando essa separação começa a se dissolver, o que resta é uma experiência mais direta, mais viva e menos fragmentada da realidade.

Quando você permanece com uma emoção sem rotulá-la ou reagir automaticamente, algo profundo acontece: a emoção começa a revelar sua estrutura energética, em vez de sua narrativa. Você deixa de viver a história e passa a sentir diretamente o movimento interno, e isso por si só inicia um processo natural de harmonização.

No ponto mais profundo, não há nem mesmo liberdade, porque nunca houve aprisionamento. A noção de libertação só faz sentido enquanto há alguém que se percebe preso. Quando essa base desaparece, não resta conquista, nem estado, nem realização - apenas o que nunca começou e nunca terminará.

No silêncio mais profundo, não há experiência sendo registrada, nem alguém para testemunhar. Ainda assim, há uma evidência inegável de existência, sem forma, sem história e sem necessidade de confirmação. É um reconhecimento que não acontece no tempo — é o colapso da própria necessidade de reconhecer.

"Na vastidão que me abraça, num silêncio profundo,
Busco o rastro da tua luz, em cada segundo.
Estás nas brisas que tocam, nas estrelas que brilham?
Ou és o próprio espaço, onde as galáxias trilham?"

O fato é que, quanto mais nos afundamos no oceano que somos, quanto mais profundo, mais escuro, quando chegamos na parte em que mais evitamos, os espinhos da rosa que somos se mostram cada vez maiores e pontiagudos, uma vez que eram pequeninos, quase que imperceptíveis, agora estão mais visíveis do que nunca, manchados com sangue, algumas gotículas se mostram mais secas que as outras, depende da necessidade com que atravessamos nossas águas, se foi por puro tédio, provavelmente o sangue estará seco, caso tenhamos puxado os espinhos para fora da água, mostrado eles ao mundo, certamente perfurando um certo alguém, se mostrará com sangue fresco, e então, após chicotear-se por todo o ambiente, retorna para onde pertence, carregando com si o todo o rubro que roubou por onde passou.

VAZIO


Profundo e raso,
barulhento e silencioso,
sutil e inquietante,
cheio e vazio.


É imensurável a profundidade de nossos sentimentos
e como, às vezes, enxergamos nosso corpo como um recipiente
que guarda momentos, lembranças, histórias e, principalmente, sentimentos.


Sentimentos esses que, por vezes, nos calam, suprimem,
e de forma silenciosa nos consomem. como num vazio existencial
inquietante, inconstante e avassalador,
como se nos corroesse o coração.


Somos recipientes,
mas há dias em que estar cheio
é só mais uma forma de estar vazio.
Eu acredito que, ao doar nossos sentimentos,
conseguimos, enfim, nos encher e transbordar.


Talvez, não tenhamos sido criados apenas para conter,
mas para derramar.
Se doar como se, dessa maneira, pudéssemos nos sentir mais completos.
Talvez, precisemos tirar do nosso recipiente e colocar em outro,
para que, então, o vazio se transforme.


Não em ausência,
mas em sentido.

Entre a verdade proclamada e a liberdade prometida, instala-se um hiato profundo preenchido, muitas vezes, por narrativas que mais iludem do que esclarecem.

Você chegou e bagunçou meu mundo
Sendo Doce como um limão
Fala com força, tudo profundo
Calma e tranquila como um furacão
Me pego com frequência vendo suas fotos, você é linda, não me arrependo..
No fundo eu me imagino no seu mundo, no futuro quem sabe assim,
Sem querer, querendo

⁠"A solidão, embora possa ser uma companhia melancólica, é também um retiro profundo onde a alma encontra espaço para refletir, autoconhecer-se e florescer na quietude do próprio ser."

Quando eu olhar nos teus olhos, quero sentir o silêncio mais profundo no meio do caos.

​Intercalar o silêncio profundo da natureza com o coro vibrante dos pássaros; sentir a brisa fustigar a pele enquanto as ondas se desmancham na areia; deslumbrar-se com o drapejar das aves e, em prece, reverenciar o mistério inefável da vida e as leis eternas que regem este equilíbrio em absoluta harmonia.

Sua fala e gesto têm um impacto extremamente profundo na minha alma.
Vejo que nosso mundo não é igual, não é algo que me assuste, mas é algo que me traz dúvida.
O seu amor seria o mesmo que o meu? Ou seria uma idealização de quem você conheceu?
Eu sinto suas dores dentro de mim, pois elas fazem parte de mim também.
Mas será que nosso mundo pode colidir e causar uma explosão cósmica na qual não sobre nada além de poeira?

Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.


A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.


Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”


Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.


Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.


O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.


Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.


A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:


que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?

Escrever é esvaziar o peito encharcando o papel com os sentimentos mais profundo da alma.
A poesia torna -se um berço para os corações cansados.


PauloRockCesar