Profundo
Duas coisas me enchem o coração de profundo orgulho e gratidão, quanto mais constante e habitual essa idéia se completa: a benção de Deus sobre mim e a tua amizade dentro de mim.
É no silêncio do quarto que nos encontramos com o mais profundo no nosso ser. Quando ninguém nos vê e não há aparências, quando o coração fica exposto... vemos quem realmente somos e entendemos que é no silêncio que ouvimos os gritos da alma. Por isso é pela graça e pelo perdão de Deus que encontramos o caminho de volta a realidade daquilo que vivemos e daquilo que realmente somos.
A angústia na alma, traz um nó na garganta e lágrimas internas que inundam o mais profundo do nosso ser. Pensamos em desistir de tudo e logo o Espírito fala conosco dizendo: não desista!
Todos podemos viver algo assim, mas saiba que os tempos de angústias passarão e virá a alegria.
Não existem doença pior do quer da Alma.
É preferível a dor física do quer sentir o profundo imenso vazio da Alma.
Quando a Alma não está bem, mesmo que o meu físico esteja 100% saudável a dor se transfere de uma forma inexplicável a adoecendo cada membro do corpo como uma árvore que apodrecendo a raiz todos os galhos morrem e assim não dão mais frutos.
O nosso espírito ( Alma ) tem quer está sempre, medicado, cuidado, para que possa sempre ter um bom diagnóstico e poder sustentar nosso corpo.
A luz que está em nós tem que brilhar de dentro pra fora!
Na ansiosa vida
dos tempos líquidos
não raro esquecemos
do respiro profundo
do toque que nos dissolve humanos
do aroma do café
do beijo na boca
dos pés na terra
do olhar nas estrelas
de morrer por um instante
no oceano
não raro esquecemos
de viver
Mergulhe no azul de Deus
No mais profundo dessa piscina,
Nade o máximo possível, e quando achar que chegou no seu máximo limite,mergulhe mais.
Eu já naufraguei tantas vezes e tão profundo... que não é qualquer dor que vai me tirar o fôlego ou fazê-lo doer. Como dizem: "Cada um tem de mim exatamente o que cativou."
Fiel à missão outorgada pelo Pai, Jesus manifestou coragem, sabedoria e um profundo senso de propósito em cada passo de Seu ministério terreno.
Se jogou em um abismo profundo de melancolia, pobre garoto solitário. Não se sentiu ligado a rotina da felicidade. Preferiu ser derrotado por pensamentos conturbados e sentimentos vazios. Era assim que ele se sentia, não importava como estava cheio, nem o tanto de pessoas queridas em volta. Pois o sentimento de tristeza era sua morada, era como ele gostava.
Colocou em sua mente que tristeza era tudo que lhe restava, é que não importava mais nada. Como pode ser tão tolo? Aos poucos não lhe restou nada, oque ele sonhava lhe aguardava, a tristeza junto a ele era oque lhe restava.
Quando fala comigo eu sinto um vazio
Profundo, que faz gemer minha alma.
É inevitável não que as lágrimas não sai do meu rosto.
Zélia Gamel 💞
A Importância da Liberação do Perdão
Autoria: Diane Leite
Tenho vivenciado um processo profundo de transformação, a ponto de sentir que uma versão antiga de mim morreu para dar espaço a uma nova existência. Essa mudança começou no âmago do meu ser, mesmo que, inicialmente, eu não tivesse plena consciência disso. Foi apenas quando essas transformações começaram a refletir no meu mundo exterior que percebi os primeiros sinais. Afinal, somos espelhos do nosso interior — de nossas dores, abandonos e da forma como nutrimos nossa autoestima. Nossa alma habita este templo chamado corpo e, por muito tempo, negligenciei essa morada divina. Em vez de agradecer por esse presente sagrado, mergulhei em um ciclo de autossabotagem que, pouco a pouco, o desgastava.
Ao nos aprofundarmos em nós mesmos, invariavelmente nos deparamos com questões pendentes a serem resolvidas. Eu mesma enfrentei desafios muito particulares — um dia, talvez, compartilhe essa história completa, mas, por ora, basta dizer que suportei provações que moldaram quem sou hoje. Para lidar com esses obstáculos sem me deixar sucumbir, frequentemente recorri a estratégias inconscientes, como "comer" minhas emoções. Em certo sentido, destruí o templo da minha alma, acumulando cicatrizes emocionais.
O problema de ser uma pessoa considerada forte é que, muitas vezes, a solidão se torna uma companheira silenciosa. Não por falta de pessoas ao nosso redor, mas porque nossa força nos faz assumir um papel de responsabilidade, nos impedindo de abraçar a vulnerabilidade. Talvez seja por isso que superei tantas batalhas internas, mas, ao mesmo tempo, acumulei emoções que agora necessitam de libertação.
Uma etapa essencial desse processo foi buscar todas as pessoas que magoei e pedir perdão genuinamente. Para aquelas com quem não desejo mais contato, escrevi cartas e, em um ato simbólico, as queimei. Essa prática tem um poder transformador: permite que você extraia do subconsciente a dor reprimida, expresse-a com clareza, sinta-a e, enfim, a transforme em cinzas. Para pessoas importantes, escolhi enviar as cartas ou me desculpar pessoalmente. Elas mereciam ouvir de mim que reconheço meus erros e lamento profundamente tê-las ferido.
Contudo, o perdão não é apenas para os outros; ele é, sobretudo, um presente que oferecemos a nós mesmos. Muitas vezes, precisamos nos perdoar por permitir que alguém nos machucasse, por aceitar menos do que merecíamos ou por ignorar os limites que deveríamos ter imposto. Escrever e queimar cartas pode parecer um gesto simples, mas é um ato de coragem e autocompaixão.
Recentemente, percebi que esse trabalho interno intenso me levou a um estado de paz que nunca imaginei alcançar. É como se, ao liberar o rancor, eu tivesse aberto espaço para um amor-próprio mais puro e autêntico.
Convido você a refletir: e se as correntes que a prendem estivessem trancadas por um cadeado cuja chave já está em suas mãos? Essa chave é o perdão. Ao abrir o cadeado e retirar as correntes, você se liberta — não apenas do peso das mágoas alheias, mas também das que carrega dentro de si.
Esse processo não é linear nem imediato. Ele exige paciência, autoconhecimento e disposição para olhar para si mesma com honestidade. Comece pequeno: escolha uma pessoa ou situação por vez. Escreva sobre suas emoções, leia em voz alta, chore se necessário. Depois, liberte-se.
Olhe para cada pessoa e experiência com gratidão, reconhecendo que todas tiveram um propósito na sua jornada. Não se trata de esquecer ou justificar o que aconteceu, mas de permitir que sua alma siga em frente, livre e inteira.
Acredite, a sensação de libertação é indescritível. Ela não apenas ressignifica sua história, mas inaugura a melhor fase da sua vida.
Vazio. Silêncio. Suspiro profundo . Alma errante que volta dessa viagem insólita e se encarcera nesse corpo denso que amarra e ao mesmo tempo solta.
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
E ela pediu licença para buscar a existência que partiu...e entre um suspiro profundo e outro que chora a dor da saudade da alma que não retorna deixando essa lacuna dentro de mim nesse corpo vazio que não acho inicio, meio e fim.
