Profundo
Na ansiosa vida
dos tempos líquidos
não raro esquecemos
do respiro profundo
do toque que nos dissolve humanos
do aroma do café
do beijo na boca
dos pés na terra
do olhar nas estrelas
de morrer por um instante
no oceano
não raro esquecemos
de viver
Mergulhe no azul de Deus
No mais profundo dessa piscina,
Nade o máximo possível, e quando achar que chegou no seu máximo limite,mergulhe mais.
Fiel à missão outorgada pelo Pai, Jesus manifestou coragem, sabedoria e um profundo senso de propósito em cada passo de Seu ministério terreno.
Se jogou em um abismo profundo de melancolia, pobre garoto solitário. Não se sentiu ligado a rotina da felicidade. Preferiu ser derrotado por pensamentos conturbados e sentimentos vazios. Era assim que ele se sentia, não importava como estava cheio, nem o tanto de pessoas queridas em volta. Pois o sentimento de tristeza era sua morada, era como ele gostava.
Colocou em sua mente que tristeza era tudo que lhe restava, é que não importava mais nada. Como pode ser tão tolo? Aos poucos não lhe restou nada, oque ele sonhava lhe aguardava, a tristeza junto a ele era oque lhe restava.
Quando fala comigo eu sinto um vazio
Profundo, que faz gemer minha alma.
É inevitável não que as lágrimas não sai do meu rosto.
Zélia Gamel 💞
A Importância da Liberação do Perdão
Autoria: Diane Leite
Tenho vivenciado um processo profundo de transformação, a ponto de sentir que uma versão antiga de mim morreu para dar espaço a uma nova existência. Essa mudança começou no âmago do meu ser, mesmo que, inicialmente, eu não tivesse plena consciência disso. Foi apenas quando essas transformações começaram a refletir no meu mundo exterior que percebi os primeiros sinais. Afinal, somos espelhos do nosso interior — de nossas dores, abandonos e da forma como nutrimos nossa autoestima. Nossa alma habita este templo chamado corpo e, por muito tempo, negligenciei essa morada divina. Em vez de agradecer por esse presente sagrado, mergulhei em um ciclo de autossabotagem que, pouco a pouco, o desgastava.
Ao nos aprofundarmos em nós mesmos, invariavelmente nos deparamos com questões pendentes a serem resolvidas. Eu mesma enfrentei desafios muito particulares — um dia, talvez, compartilhe essa história completa, mas, por ora, basta dizer que suportei provações que moldaram quem sou hoje. Para lidar com esses obstáculos sem me deixar sucumbir, frequentemente recorri a estratégias inconscientes, como "comer" minhas emoções. Em certo sentido, destruí o templo da minha alma, acumulando cicatrizes emocionais.
O problema de ser uma pessoa considerada forte é que, muitas vezes, a solidão se torna uma companheira silenciosa. Não por falta de pessoas ao nosso redor, mas porque nossa força nos faz assumir um papel de responsabilidade, nos impedindo de abraçar a vulnerabilidade. Talvez seja por isso que superei tantas batalhas internas, mas, ao mesmo tempo, acumulei emoções que agora necessitam de libertação.
Uma etapa essencial desse processo foi buscar todas as pessoas que magoei e pedir perdão genuinamente. Para aquelas com quem não desejo mais contato, escrevi cartas e, em um ato simbólico, as queimei. Essa prática tem um poder transformador: permite que você extraia do subconsciente a dor reprimida, expresse-a com clareza, sinta-a e, enfim, a transforme em cinzas. Para pessoas importantes, escolhi enviar as cartas ou me desculpar pessoalmente. Elas mereciam ouvir de mim que reconheço meus erros e lamento profundamente tê-las ferido.
Contudo, o perdão não é apenas para os outros; ele é, sobretudo, um presente que oferecemos a nós mesmos. Muitas vezes, precisamos nos perdoar por permitir que alguém nos machucasse, por aceitar menos do que merecíamos ou por ignorar os limites que deveríamos ter imposto. Escrever e queimar cartas pode parecer um gesto simples, mas é um ato de coragem e autocompaixão.
Recentemente, percebi que esse trabalho interno intenso me levou a um estado de paz que nunca imaginei alcançar. É como se, ao liberar o rancor, eu tivesse aberto espaço para um amor-próprio mais puro e autêntico.
Convido você a refletir: e se as correntes que a prendem estivessem trancadas por um cadeado cuja chave já está em suas mãos? Essa chave é o perdão. Ao abrir o cadeado e retirar as correntes, você se liberta — não apenas do peso das mágoas alheias, mas também das que carrega dentro de si.
Esse processo não é linear nem imediato. Ele exige paciência, autoconhecimento e disposição para olhar para si mesma com honestidade. Comece pequeno: escolha uma pessoa ou situação por vez. Escreva sobre suas emoções, leia em voz alta, chore se necessário. Depois, liberte-se.
Olhe para cada pessoa e experiência com gratidão, reconhecendo que todas tiveram um propósito na sua jornada. Não se trata de esquecer ou justificar o que aconteceu, mas de permitir que sua alma siga em frente, livre e inteira.
Acredite, a sensação de libertação é indescritível. Ela não apenas ressignifica sua história, mas inaugura a melhor fase da sua vida.
Vazio. Silêncio. Suspiro profundo . Alma errante que volta dessa viagem insólita e se encarcera nesse corpo denso que amarra e ao mesmo tempo solta.
Suspiro profundo e olho pro céu e aí observo o pássaro que parece ser cúmplice dessa minha introspecção e parece dizer-me que as vezes no silêncio também se vive...
E ela pediu licença para buscar a existência que partiu...e entre um suspiro profundo e outro que chora a dor da saudade da alma que não retorna deixando essa lacuna dentro de mim nesse corpo vazio que não acho inicio, meio e fim.
O amor é a coisa mais linda que existe, e também a mais irreal. É o sentimento mais profundo e ao mesmo tempo mais mentiroso que existe. Vivemos em busca dele, e quase nunca o encontramos. Quando o temos, finge que é eterno, mas foge assim que pode. Quando não o vemos, jura que vai aparecer na próxima esquina. Quando chegamos lá, o vento sussurra: é naquela outra esquina. E assim a vida passa, dobrando esquinas e fazendo promessas.
RECIPROCIDADE
O amor é como a água
Em um poço bem profundo:
Se ela é farta, dá para todo mundo,
Se é escassa, para quase ninguém.
Ame -- com imenso amor-- contudo,
Se não quiser ficar sozinho, triste e mudo
Não tente tirar água
De um poço que não tem.
(Maria do Socorro Domingos)
E então, estou aqui, entre o espaço e a verdade, cortada tão bruscamente do meu eu mais profundo, de um tempo no espaço que insistiu em me trazer do fundo para a realidade crua e nua que eu deveria viver. Aqui, o meu eu sonhador que adormeceu entre o tempo e o espaço desse meu eu de hoje, que insiste simplesmente em ser feliz.
As vezes me parece que estou em um profundo mausoléu, preso em boas lembranças do passado; Que o hoje e o amanhã jamais substituirá. E tenho dito!
Um homem quando toca
O profundo da alma de uma mulher
Torna- se capaz de tê-la até os últimos dias da sua vida
Você é do jeitinho que sonhei
Sorriso largo
Olhar brilhante e profundo
Pele cheirosa e macia
Enfim você é a pessoa certa
Que quero ter do meu lado
