Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei

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Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.


_ Mafalda⁠

⁠Aos que brigaram em defesa de políticos-influencers, talvez ainda seja cedo — cedo demais — para fazer as pazes.




Não porque o rancor seja nobre, mas, porque, ainda não reconhecemos a dimensão do estrago causado pelas paixões emprestadas.


O cheiro medonho de enxofre da polarização já volta a subir, reinventando-se com a mesma esperteza de sempre, à espera de corações inflamáveis, mentes exaustas e sequestráveis.


E no ano que se avizinha, quando o espetáculo reabrir suas cortinas, eles vão precisar muito mais da nossa chama do que da nossa lucidez.


Pois, paixão, quando sequestrada, vira munição nas mãos dos que nunca lutaram realmente por nós.


Talvez defender uma ideia — um posicionamento — sem paixão, seja a arte mais rara e mais corajosa do debate.


Porque, é sim, muito fácil incendiar-se; difícil é manter o fogo no tamanho certo.


É fácil berrar certezas; difícil é defendê-las sem ferir.


Mas há uma escolha ainda muito mais sombria:
Desumanizar quem pensa diferente.


Nada inviabiliza o debate com mais perfeição do que transformar pessoas em inimigos, divergências em crimes e opiniões contrárias em afrontas pessoais.


Quando fazemos isso, deixamos de debater com gente — e passamos a lutar contra caricaturas que nós mesmos pintamos.


No fim, talvez a verdadeira paz não seja aquela feita entre lados irreconciliáveis,
Mas a paz que fazemos conosco:
a de não entregar nossa humanidade ao primeiro que exigir fervor,
a de não perder a lucidez para quem vive de paixões alheias,
a de não permitir que o debate morra pela ausência de coragem
ou pelo excesso de convicções.


Porque não há independência mais urgente e necessária do que a da mente que se recusa a ser incendiada — ou sequestrada e desumanizada — em favor ou desfavor de qualquer bandeira que pintem por aí.

⁠O maior problema dos que alugam o próprio juízo é seguir acreditando que ainda pensam com as próprias cabeças.


Há um silêncio curioso na mente de quem terceiriza o próprio juízo: o da ilusão de autonomia.


Acreditam pensar por conta própria, quando apenas repetem ideias decoradas, opiniões emprestadas, certezas embaladas para consumo rápido.


Alugar o juízo não exige contrato nem assinatura — basta abrir mão da dúvida, do desconforto de refletir e da coragem de discordar sem desrespeitar.


Em troca, recebe-se o conforto de pertencer, a sensação enganosa de clareza e um discurso pronto para qualquer ocasião.


O maior problema, porém, não é a dependência intelectual em si, mas a convicção de independência.


Pois, quem reconhece que não pensa, ainda pode reaprender.


Mas quem se julga livre enquanto ecoa vozes alheias, já não percebe as correntes que carrega.


Pensar de verdade cansa, isola e, às vezes, até dói.


Talvez por isso tantos prefiram alugar a própria cabeça — desde que possam continuar acreditando que ela ainda lhes pertence.

⁠Ainda que o coração se esqueça de bater, jamais se esquecerá daqueles que o aceleraram.

⁠Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.


Há algo de profundamente humano no destino da bola.


Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.


A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.


E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.


Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.


No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.


A bola não aceita trapaças por muito tempo.


Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.


Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.


E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.

Apesar do carinho de alguns discentes que ainda resistem à Indiferença — entre o Descuido do Estado e a Romantização do Ofício — o Dia do Professor se sustenta mais em Reivindicações que em Comemorações.

⁠Glória pra mim é ter conhecido a bíblia e ainda conseguir ser amigo do autor.

O Cristo glorificado ainda carregava as cicatrizes.⁠

“O Sangue que Ainda Corre”

Há momentos em que a vida deixa de pedir explicações.
Ela apenas nos coloca diante do espelho.
E talvez seja justamente diante dele que começam as confissões mais difíceis: quando já não podemos culpar o tempo, os outros, as circunstâncias ou os caminhos que escolheram por nós.
Eu também jurei verdades que eram mentiras.
Prometi permanências quando dentro de mim já existiam despedidas. Defendi certezas nas quais eu mesmo já não acreditava. Rompi acordos, abandonei caminhos, traí algumas versões de mim e carreguei durante anos a estranha sensação de que havia deixado pedaços da minha alma espalhados pelos lugares por onde passei.

Talvez viver seja também isso:
uma longa coleção de fidelidades e traições contra nós mesmos.
Existem ventos que chegam tarde.
Existem ventos que sopram com toda a força e, ainda assim, não conseguem mover aquilo que dentro de nós já deixou de girar.
Foi assim que descobri que nem todo vento é capaz de mover um moinho.
Há coisas que simplesmente param.
Amores.
Sonhos.
Convicções.
Amizades.
E até algumas partes de nós.
Mas o coração possui uma teimosia quase incompreensível: mesmo cercado pelos escombros daquilo que perdeu, continua batendo.
Carrego comigo os meus mortos.
E não falo apenas daqueles que a terra recebeu.
Existem mortos que continuam caminhando conosco.
São pessoas que partiram, amores que terminaram, cidades que abandonamos, juventudes que não voltam, abraços que ficaram presos na memória e versões de nós mesmos que jamais encontraremos novamente.

Somos um pouco cemitério.

Mas somos também nascimento.

Porque dentro do mesmo homem que enterra seus mortos existe outro tentando nascer todas as manhãs.

Eu venho de caminhos tortos.
Nunca consegui acreditar muito nas estradas perfeitamente desenhadas. Talvez porque minha própria existência tenha sido feita de desvios, quedas, retornos e perguntas.

Minha história não foi escrita com régua.
Foi escrita com cicatrizes.
Há sangue correndo dentro de mim que nasceu muito antes de mim.
Sangue de gente que amou, sofreu, atravessou oceanos, enterrou sonhos, criou filhos, perdeu pessoas, rezou em silêncio e continuou caminhando mesmo quando não havia nenhuma certeza esperando na próxima esquina.

Carregamos nossos antepassados sem perceber.
Talvez por isso algumas saudades não tenham nome.
Talvez certas dores sejam antigas demais para sabermos exatamente onde começaram.
Existe dentro de cada homem uma pátria invisível.
Uma terra que ele carrega mesmo quando vive longe dela.
Uma língua que continua morando dentro da boca.
Uma música que desperta lembranças.
Um cheiro que abre uma porta esquecida.
Uma palavra que, de repente, nos devolve à infância.

Podemos atravessar fronteiras, trocar de endereço, aprender outras línguas e envelhecer sob outros céus.
Mas há raízes que viajam conosco.
E talvez o verdadeiro exílio não seja viver distante da terra onde nascemos.
Talvez seja viver distante de quem realmente somos.

Durante muito tempo tentei obedecer aos ritos.
Depois rompi alguns deles.
Quebrei minhas próprias lanças.
Questionei minhas certezas.
Gritei contra aquilo que me prendia.
E percebi que existem gritos que não são revolta.
São nascimento.
Às vezes um homem precisa gritar para finalmente ouvir a própria voz.
Porque chega um momento em que já não importa parecer perfeito.

Importa permanecer inteiro.
Não importa quantas vezes a vida tenha nos derrubado.
Não importa quantos tratados tenhamos rompido com nossos sonhos.
Não importa quantos caminhos tortos existam atrás de nossos passos.

Existe uma diferença enorme entre estar ferido e estar vencido.
Feridas sangram.
Cicatrizes permanecem.
Lágrimas caem.
Mas nenhuma dessas coisas significa derrota.
A verdadeira derrota talvez aconteça somente quando entregamos a alguém ou ao medo, à culpa, ao passado o direito de decidir quem ainda podemos ser.
Por isso continuo.
Com meus mortos.
Com minhas lembranças.
Com minhas contradições.
Com meus caminhos tortos.
Com tudo aquilo que perdi e tudo aquilo que ainda espero encontrar.
Minha alma talvez tenha conhecido muitas prisões.
Mas meu sangue ainda corre.
E enquanto houver sangue correndo, haverá alguma coisa dentro de mim dizendo que a história ainda não terminou.

Talvez seja apenas um gemido.
Talvez seja um grito.
Talvez seja uma oração.
Não sei.
Sei apenas que ainda estou aqui.
E às vezes, depois de tudo o que atravessamos, permanecer de pé já é uma das formas mais bonitas de liberdade.

Há homens que trabalham para viver; eu trabalho para descobrir se ainda estou vivo.

Cai serena a tarde nublada
com a sua luz acetinada,
O meu coração ainda
que tímido encosta
no seu para cabermos
num objetivo ainda maior
que só o futuro dirá
se o seu amor é todo meu.

2405 📜 "Sem querer ofender o Asno (animal) li, vi e ouvi, ainda ontem e novamente, aquelas Asneiras já gastas, de que 'Coca-Cola faz mal' ou que 'vão acabar com a Globo' ou que 'o homem nunca esteve na Lua'. Como pode isso? Essa Filosofia de Boteco? Como pode? Isso é oqmetoca... oqmetoca.top!"

2418 📜 "Ainda existem aqueles que, sem qualquer constrangimento ou dúvida, 'garantem' que todos que conseguiram Sucesso é porque fizeram 'pacto com o Fedorento' Isso é 'tocante', não é? Outro caso inacreditável da Categoria oqmetoca ... oqmetoca.top!"

2422 📜 "Não estou certo, mas estou desconfiado: Elvis, o Presley, foi e ainda é Sucesso não Relativo, mas Absoluto. E, pelo que sei, sem jamais ter Duas ou Mais Contas em Redes Sociais (com objetivo de tirar vantagem). Estou desconfiado e também isso é oqmetoca... oqmetoca.top!"

2478 📜 "Oxalá eu ainda tenha mais (outros) 100 Anos de Vida, por aqui. Apesar de tudo, de tudo desagradável que há, apesar disso adoro este Planeta mais do que qualquer outro que já conheci (ou ainda não)!"

1467 📜 "Mesmo com demonstração de caráter reprovável, ainda há quem se apropria de textos e outras criações de terceiros. Dizem que é atividade rentável e que, por isso, não abala os que têm caráter reprovável."

1906 📜 "Nem tudo o que agrada e se adequa a Uns serve para Outros. Intrigante é ainda existirem os que não aceitam isso!"

0819 📜 "O que teremos para hoje? De Minha parte prometo Ainda Mais Fatos, Alegria e Bom Humor!"

2547 📜 "Ainda sobre Eufemismo... Se eu estiver a ponto de partir, digam exatamente isso. Não digam que eu subi no telhado, por favor e obrigado!"

2627 📜 "Segundo a Lenda, eram duas as Irmãs: Frau (a mais velha) e Falc (a ainda mais velha). Os nomes são abreviaturas, respectivamente, de Fraude e Falcatrua.
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Lenda é (ainda é) uma das Minhas Governantas. Ela é Especialista (Sênior) em Ficção, como esta aqui."