Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Que império restaria ao inferno, se até as almas condenadas ainda encontrassem, no silêncio dos sonhos, uma centelha de esperança? O verdadeiro abismo não é o fogo eterno, mas a noite onde nem mesmo os sonhos ousam nascer
Até onde tua liberdade te conduzirá? Ainda distingues o ciúme da traição, ou ambos já se confundem na penumbra da tua alma?
Disseste que tua liberdade valia mais do que o amor. Mas conheceste, de fato, o amor? Ou apenas vestiste a luxúria com o nome que ele nunca mereceu?
A cada desejo saciado, tornaste-te mais faminta; a cada noite, mais distante de ti mesma. A carne prometeu infinitos, mas entregou apenas o eco do vazio.
E assim, governada pelos próprios impulsos, caminharás até que teus dias se tornem insuportáveis. Então compreenderás, tarde demais, que nem toda corrente é forjada de ferro: algumas são tecidas pelos próprios desejos.
Foi nesse instante que se lançaram às chamas, não como vítimas, mas como quem confunde o incêndio com a luz. E a luxúria, faminta e silenciosa, perseguiu tua alma como um leão que fareja uma gazela perdida na noite, enquanto as sombras sorriam, pois sabiam que o verdadeiro abismo sempre nasce dentro do coração.
O tempo seguiu sua trilha, mas, dentro do meu coração, meu pai ainda caminha com seus trinta e poucos anos — firme, invencível, como se os calendários jamais tivessem ousado tocá-lo. Talvez por isso a realidade doa tanto: vê-lo ser tratado como um velho. Não é apenas a idade que pesa, mas o abismo entre a memória e o presente, entre o homem que permanece vivo em seu coração e aquele que o tempo, silenciosa e inevitavelmente, marcou.
Releitura de Jack Vigarista + Alegoria Poética Ficcional
O Nome que a Cidade Ainda Vai Lembrar
Criação da Releitura e Alegoria Poética Ficcional
Criada por: James Richard Ferreira Pantoja
Compositores da Canção Original
João Vitor de Oliveira Santos & Patrick Schmid
Seu nome é James — mas não se deixe enganar;
por trás desse nome engraçado, há muito a contar.
De tolo não tem nada, nem vive de aparência;
carrega no olhar, nas costas, nas mãos e na face
as marcas de uma longa experiência.
Vigarista nas histórias, de passado incerto,
entre o medo e o romance, segue pelo caminho deserto.
Bandido nas lendas, mestre em blefar,
faz da própria má sorte mais um motivo para arriscar.
No baralho, porém, há algo a seu favor:
o acaso lhe sorri com estranho fervor.
Quando a fortuna lhe fecha uma porta,
James embaralha as cartas e outra chance encontra.
Entre ases e reis, seu semblante permanece sereno;
guarda a própria mão como quem guarda um segredo.
O acaso espalha suas cartas diante de seus olhos,
mas James não revela o jogo antes do momento.
Pode perder uma rodada, sentir o azar se aproximar,
mas nunca deixa o medo seu pulso controlar.
Pois aprendeu uma verdade que poucos conseguem entender:
não é preciso ter as melhores cartas —
é preciso saber o que fazer com elas ao receber.
E nessa cidade, que hoje desconhece sua história,
amanhã seus feitos farão parte da memória.
Pois há façanhas que o tempo não consegue apagar —
e o grande feito de James ainda está por chegar.
Quando os sinos da catedral anunciarem o que o futuro escreveu,
todos saberão, enfim, por que seu nome sobreviveu.
Não será apenas fama, nem simples consagração;
será James transformado em lenda pela força de uma última mão.
E quando alguém perguntar quem foi aquele homem, afinal,
talvez a resposta pareça simples, quase banal:
um homem que aprendeu a sorrir diante da adversidade
e transformou cada revés em nova oportunidade.
Porque James jamais precisou controlar o baralho;
aprendeu a jogar com aquilo que o acaso lhe entregou.
Ninguém escolhe todas as cartas que recebe,
mas cada um decide como as coloca sobre a mesa.
"Ainda que um dos pais falhem em seus deveres
e obrigações, toda a gratidão à quem
cumpriu o amor sublime de te dar um corpo.
Dar a vida a alguém é um dom supremo e
IM PA GÁ VEL!"
Haredita Angel
28.10.21
"A vida cataloga tudo, tudinho...
Nada passa batido aos seus olhos.
E a danada ainda senta na primeira fila,
com pipoca e balas, para assistir
ao filme da lei do retorno!"
Haredita Angel
06.04.25
Ainda sou a menina flor!
Aquela por quem um dia você se apaixonou.
Em teus braços me fiz mulher.
Entre os lençóis do amor me fiz mãe.
Entre passos no tempo me fiz vó.
Fostes o homem que me viu crescer.
És o homem que eu sonhava ter.
Desde que a flor era menina...
Flor menina.
☆Haredita Angel
Boa noite!
O dia acabou
A noite chegou
Mas ainda dá tempo
Te ofertar uma flor.
☆Haredita Angel
Khirbat al-Zababida
O vento ainda canta a antiga
canção beduína,
Cestos com cereais e frutas
cítricas e a poesia
de Khirbat al-Zababida,
O direito de regresso
é uma das leis da vida.
Estou nas flores de Jenipapo
desabrochadas em novembro,
Percebo que sem pedir licença
ainda ocupo o seu pensamento.
Passei a ser todo aysú na sua
mente, alma, corpo e coração,
Não conhece mais na vida
na visa nenhuma outra direção.
Versos Intimistas que ainda
hei de declarar para celebrar
a tua amorosa e doce vinda
sob a Sapucaia toda florida.
...
Versos Intimistas sob o Ingá
e eu olhando nos teus olhos,
É assim que dois boas-vindas
para você que mora nos sonhos.
...
Versos Intimistas sobre nós dois
sem clichês, sem mistérios
e sem deixar nada para depois,
declamações sob o Jequitibá-branco.
...
Versos Intimistas como buquê
eterno presenteado bem debaixo
do Jequitibá-rosa e uma história
surgindo entre nós toda venturosa.
A sua silhueta que foi feita sob
medida ainda que enigmática,
surpreende com beijos potentes,
que pouco a pouco vem sendo
capturados, raptados e sem devolução,
Deixando na minha que é sua
geografia incontáveis rastros
sensuais em adoráveis formatos,
Teus apelos que viram poemas totais
e labaredas plenas e inapagáveis.
Um abandono tem provocado
da minha própria consciência,
não tenho mais noção de nada,
sem noção da essência real se é
ou não é de fato para nós pecado,
nutro a imagem e sensação
como se aqui já tivesse chegado.
Um mistério crescente, envolvente
uma fantasia total e evidente,
exposta publicamente para dizer
que estou pronta para viver a gente.
Quando as sapucaias florescerem
ou derem frutos sou eu a sua poetisa
que estará de alma e coração presente
lembrando que se é para vir que venha,
romântico, indecoroso e avassaladoramente.
É perceptível que o apego ao valores da Ditadura por parte de uns aqui no Brasil ainda é contemporâneo que eles censuram com desqualificação os filmes premiados e o carinho a sociedade que manifestam alegria pelas premiações.
O espírito de Paineira-rosa
ainda se conserva nesta
terra que só pode contar
com os próprios olhos
para o nosso céu vigiar.
O desamparo austral é
um fato que ninguém mais
pode fingir que não há,
Não é de hoje que tem
gente fingindo que não
tem sido da própria conta,
este mal de ponta a ponta.
Aperte forte a minha mão,
que aos poucos vou te contar
sobre estes tempos que são
próprios para moldar o ter e o ser,
para ninguém -- nos derrubar.
Se o apelo é erótico sob a luz
do dia, das auroras e da noite,
digo as respostas conhecidas,
Porque em aspectos internos,
temos muitas coisas parecidas.
Somos feitos de terra, água e ar,
e o poder de fogo para o jogo,
é preciso por contar conosco
mesmos para unidos forjar,
para do que distrai nos preservar;
A glória inextricável pertence
somente a quem busca se alinhar.
Nada retira a autoridade
de ter visto ou vivido,
Ainda é bem vívido
como se tivesse ido
agora para encontrar um
povo gentil que sabia
receber a qualquer hora,
Sem marcar parecia
estar esperando desde
a aurora matutina.
Ali lado a lado de nós,
sem questionar --
e sem importar da onde
veio ou para você onde vai,
olhar para o relógio
não estava em questão.
Nostalgia de Ardósia
bruta ou em placa --
de quem tem memória
estradeira até chegar
de longe em Paraobepa,
Sem mesmo atentar
que ía pavimentando-se
o tempo naquela terra,
e trazer à tona a poeta.
Folia de Carnaval
anunciada no silêncio
citadino de Rodeio,
Antecipando do que
ainda para nós não veio,
e que não pede freio.
Do teu amor não
terei nenhum receio,
E o seu coração
com o meu terá jeito.
Sob a Lua de Neve
por dois escrevo,
O sutil encanto que
ilumina o romance
bonito que preludia
com gala e magia.
Se você procurar por aqui ainda
se encontra alguma Festa Julina,
enquanto alguns escrevem poesia.
Recordar que no mês de julho
aqui na Rodeio tranquila que fica
no abençoado Médio Vale do Itajaí
a tranquilidade e muita alegria
têm endereço certos até neste inverno.
Muitos se preparam para dançar
e se encontrar no Baile do Vinho,
enquanto uns são escritos pela poesia.
Com toda a tradição a festa se faz
para o colono e o motorista,
que desfilam com muito orgulho
os seus carros e tratores pela cidade,
e sem saber que eles também
escrevem a poesia dos dias na realidade.
Agosto acenou para mim
com pétalas de Ipê-amarelo
logo que saí de casa cedo,
o quanto ainda te espero
foi o que carreguei comigo.
Não nego que aos quatro
ventos sussurei o meu desejo,
Mesmo sentindo a mudança
de estação no corpo
a cada cinco minutos;
Do jeito que você virá não
tenho nenhum receio,
porque virá para mim inteiro.
O Sol que ainda estava
meio desgosto por aqui
na minha cidade de Rodeio,
fiz dele o meu intercessor
para que me guie pelo teu
bonito caminho de amor.
