Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Eu irei
Vou-me embora
Embora, irei
Para o mundo agora
Ainda não sei.
Irei para onde?
Onde o vento me levar
Sei que em algum lugar
Irei chegar.
Maravilhoso será
Quando ali chegar
Onde os pássaros e o verde
Têm liberdade para reinar.
Na casinha,
Ao pé da serra
A paz irei encontrar.
Já faz algum tempo, mas eu simplesmente não esqueço.
Já faz algum tempo, mas eu ainda te amo da mesma forma, na verdade, te amo muito mais.
Já faz algum tempo, mas ainda lembro do dia em qhe você se foi.
Já faz algum tempo, mas eu simplesmente não consegui desistir de nós...
"Se a fé é uma esperança naquilo que ainda não se ver (Heb. 11,1).Construa a sua fé na esperança do "SE" como a hemorroíssa, que na fé acreditou dizendo a si mesma: SE EU APENAS O TOCAR FICAREI CURADA. Como está a visualização do seu Se?..."
“Julgo por mim!
Acredito que a única coisa que não deu certo, entre nós humanos ainda é,
essa tal incapacidade, de “achar” algo,
o qual não se sabe quem perdeu...”
Se você plantar uma semente hoje no seu quintal,no dia seguinte, ainda não haverá uma árvore grande e bonita.
Os investimentos não são diferentes, o longo prazo possibilita que você desfrute de uma árvore no futuro, a árvore da liberdade financeira,mas para isso é necessário tempo!
Eu...eu...ainda estou aceitando, que sou só um, sou só um humano, não sou especial, não nasci para um propósito ou destino, sou apenas um conjunto de células com várias incertezas; que existe coisas tão grandes como planetas, estrelas e galáxias que faz a minha existência ser insignificante; que o que eu faço ou deixo de fazer é culpa minha e só minha, eu sou responsável pela minha felicidade, tristeza, fracasso e o meu futuro; que estou aqui por nada, e á nada, que nada á um sentido, que sou apenas mais uma coisa existindo.
Senhor,
Me castiga no meu pecado,
Me ajuda ser aquilo que não sou ainda,
Não quero tristeza ao meu redor,
As lágrimas que brotam dos meus olhos
Afogam minha a alma.
Meu corpo tem enfermidades e dores,
Minha língua muitas vezes maliciosa
Palavras imundas nascem
Meu Espírito impuro manifesta
Tantas aflições renascem
Adormeceu a minha alegria em um sono profundo
Minha fome atormentada e ingrata
Enfraquecendo as minhas vestes carnais.
Depressa vem me acudir,
Envia anjos aqui para eu não desistir,
Nesse mundo de desterro de ilusões
Não quero mais existir se não for pra ti.
RUDNEY VENTURA
Onde Jaz a Borra Fria
Vou fazer um mau negócio,
Mas ainda assim vou fazer
E não sei porquê, é contra o ócio.
Vou pegar na caneca
De café frio de ontem
Que deixei por beber.
Tiro da lapela cem por conter,
Mais um comprimido pra me erguer,
Pra aumentar a dócil doze
Do meu amargo pró renascer.
Vou contra-indicar a indicação
Do concelho médico e a merda de ética.
Aproveitar a deontologia da vida,
Rasgar em mil a bula,
Só para não ter saída.
O traço de ilusão, desfaço
Em pó sem dó nem contemplação.
Vou senti-lo no meu coração,
Bater de mentira e fantasia.
Vou sobrevoar sobre este dia
E o tempo irá pairar sobre mim.
Jogar do bordo da mente que apavora,
Atestado de alucinação.
Arritmia da chuva fria que cai lá fora,
Que cai como lamina na minha audição.
Da guilhotina destravada
Pelo carrasco do desgosto,
Sem saber que ceifa
Do mundo uma alma pelo pescoço.
O beneplácito da justa injustiça...
Pior não é ser mista, é ser zarolha.
O pior é que a cabeça é roliça
E rola o mundo e a visão da vista.
Minhas mãos atadas no grilhão,
Ainda podem sufocar o carrasco,
Só não podem dar mais ao cão,
Um ensanguentado osso
Nem à mulher aquele libido desgosto.
Findo posto, crânio rola
E tudo vejo, tudo sou e me consola.
A cada amasso que levo, tombo.
Crânio estala, escalpe hematoma.
Sinto tudo, parece ate ter visto um pombo!
Mas estalar-se-me um dentre no duro
Paralelepípedo negro de granito.
De tão sarcasmo escarrado que foi,
Não me sinto mal nem aflito.
Só sei que estou para aqui
Olhando para um lado nenhum,
Como quem deita na relva enamorado.
Ainda que corpo já não tenha,
Mesmo assim ninguém me apanha.
Pelos vistos já não estou nem sou,
Sou só coisa pendida com é leve a teia de aranha.
Ai que manha, esta vida!
De invólucro tão comprimida,
Como pra culatra do revolver
Num ápice envolve alma aturdida.
Carrasco por onde andas?
Quero para mim esse capuz preto!
Pois da minha alma é certo
Que ando aqui porque vegeto.
Carrasco... Responde!...
Ou tenho que esbracejar?
E se o faço... sou lagarto a quem cortaste o rabo.
Mais tarde ou mais cedo vou-te apanhar.
Esbracejo, esbracejo, bocejo...
E vejo parede por todo lado.
É que é uma merda de um cubículo
Onde tenho esbracejado.
Tenho quatro paredes abstractas,
Vê lá tu como te tratas.
Que do carrasco precisaste,
Ca porra do amor arrastasse,
Para este findo dia à falta de ética.
Já não mais me faz companhia.
Pois minha alma se repleta,
Da caneca de outro dia onde jaz a borra fria.
Ficou alguma coisa por dizer ao carrasco?
Aguarda que uma borrasca de água se faça,
Tira da lapela mais cem por conter.
Na ética do carrasco há um capuz preto
E na deontologia, lâmina que faz chover!
Ainda quis
Além dos olhos tênues,
dentro do colchão guardado,
menor do que vejo,
maior não minto.
A coisa da coisa
é tempo de menos
e vontade demais.
Ainda que os meus braços não possam te tocar, o meu coração te abraça e te mantém bem pertinho de mim.
Se os jardins ainda tivessem vida
não seria justiça,a alegria
ler os verdadeiros significados das rosas”??
