Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Encontrei!
me perdi, me perdi nas suas palavras, caras, e bocas
de vez em quando eu não entendia nada, ficava perdido
mas ali estava você, crente que eu estava me divertindo
me perdi dos meus pais, minha mãe não me quer por perto
meu pai insiste em viver comigo, mas não quero
enfim, no momento estou a mercê, mercê do destino
O qual eu espero, do fundo do coração, seja bom para comigo
me perdi na minha mente, quantas vezes tentei me matar?
não sei, só sei que nada sei, só sei que quando a lágrima cai
o corpo quer cair junto, enfiar a cara no chão, talvez pular de uma ponte
enfim, estou perdido e, sinceramente, nem sei mais o que é ser encontrado
só lhes digo uma coisa; eu encontrei, encontrei um “eu” oculto
ele passa como vulto, sinto de vez em quando, uma autoridade maligna
seria eu um receptáculo de Satanás? Bem, me perdi na leitura da bíblia também
Não sei exatamente, mas os sacerdotes não expulsam demônios, por que não tiram os meus?
"Que sirva de alerta: encontrei um Sr. 52 anos, com problema sério de saúde: quase não consigo respirar, 38 anos fumando, morador de 1 casa de 7 quartos e 4 banheiros, em área nobre, perguntei-lhe como está a saúde? Ele me respondeu, daria tudo que tenho para alguém sofrer no meu lugar. Recebi muitos alertas: larga de fumar, mas não atendi, hoje não há retorno. PODE SERVIR COMO LIÇÃO PARA VOCÊ. AINDA HÁ TEMPO". Ademar de Borba
Ao Deus Desconhecido
Olhei para esquerda e não te encontrei
Olhei para direita e tampouco me achei
Olhei para baixo e quase me afoguei
Olhei para cima e cego fiquei
Somente após perdido, sem ar e cego ficar
Pude a tua glória contemplar
Esta glória que ilumina meu caminhar
Esta glória que me faz andar mesmo sem enxergar
E mesmo sem enxergar
Tenho certeza que não estou só no meu caminhar
Por isso sigo a peregrinar
Sabendo que o Deus Desconhecido está a me esperar
Eu lamentava o peso das minhas memórias, até que encontrei alguém que não possuía sequer um ontem para carregar.
Se amar você é sonho, não quero acordar, pois encontrei em teus braços o meu lugar.
DeBrunoParaCarla
Cada “não” que ouvi me empurrou para dentro, lá dentro encontrei razões para persistir, fiz delas alavanca.
Minha melancolia não é desistência, é o modo que encontrei de olhar o abismo sem negociar minha humanidade.
A negligência que encontrei na infância não terminou quando deixei de ser criança. Ela aprendeu a crescer comigo. Mudou de rosto, de voz, de silêncio, mas nunca deixou de caminhar ao meu lado.
Há dores que não gritam; elas se infiltram na arquitetura da alma e passam a sustentar tudo o que somos. A minha fez do afeto um território estrangeiro. Nunca aprendi a reconhecê-lo sem antes procurar a ausência que costuma vir depois.
Por isso, amar, para mim, nunca foi um gesto espontâneo. É uma travessia sobre uma ponte construída com tábuas podres. Cada passo parece anunciar uma queda.
Mas existe algo ainda mais difícil do que amar.
É permitir que alguém me ame.
Há uma parte de mim que permanece escondida, como se tivesse sido convencida, ainda menino, de que carinho sempre cobra um preço e de que toda permanência é apenas um atraso para o abandono. Quando alguém tenta atravessar essa distância, meu primeiro impulso não é abrir a porta. É procurar a saída.
Talvez a pior herança da negligência não seja a solidão.
Seja a incapacidade de acreditar que um dia alguém possa olhar para todas as minhas ruínas e, ainda assim, decidir ficar.
Porque existem infâncias que não acabam. Apenas aprendem a respirar dentro do adulto que sobreviveu.
- Tiago Scheimann
Passei tanto tempo procurando um motivo para a minha dor que, quando não encontrei nenhum, comecei a inventá-los. Não para enganar os outros. Para conseguir olhar para mim mesma sem sentir que estava enlouquecendo.
Para estar aqui, não cheguei sozinho.
No caminho encontrei a preguiça,
a desmotivação,
as vozes da dúvida,
o medo
e a falta de dinheiro.
Todos eles tentaram fazer-me parar.
Mas eu continuei fazendo.
Porque quem espera pelas condições perfeitas nunca começa. Quem insiste, mesmo nas dificuldades, aproxima-se do seu objetivo.
— Binilson Quissama
Você não é apenas uma escolha é a certeza de que tudo que sempre busquei encontrEi no exato momento em que meus olhos encontram os seus._Enzo Ruchell _
Quando eu procurei um abraço para me acalmar não encontrei,
A chuva forte veio e me pegou em cheio,
O frio, o medo e a solidão tomaram conta de mim,
os pensamentos intrusivos e as verdades não ditas me sufocaram,
mas,
O tempo mudou não permite que tais coisas permaneçam agindo sem receberem suas devidas cobranças no ávido momento,
De joelhos rezei, de pé acreditei, de longe enxerguei e passei a entender como reagir,
Passo a passo fui saindo do meu próprio eu enterrado,
Aquela luz que me deu forças, também tem me guiado e me protegido do ferro e do fogo,
Olho para trás e vejo o tanto que sofri, olho para trás e vejo o quanto aprendi, da escuridão veio a luz, do vazio veio a fé e do medo veio a vontade de vencer.
Toda noite eu acordo
Te procurando
Não te encontrei
Vou clamando
Eu sei que vou Te encontrar
Eu sei que vou Te encontrar.
Meu coração diz
Vou buscar até me cansar
Vou Te chamar até ver Tua face
Não importa se eu morrer
Só quero Te ver
Como Moisés na fenda da Rocha
Como João diante da Tua glória
Se eu cair como morto
Se eu cair como morto
Sei que Tu vai me ressuscitar!
Poesia Desalinhada
Te encontrei quando meu coração já não seguia um caminho certo. Você chegou como um vento leve, bagunçando meus pensamentos e colocando esperança onde antes havia silêncio.
Desde então, cada sorriso seu se tornou um motivo para eu acreditar que o amor também nasce no inesperado.
Meu coração é uma poesia desalinhada:
Às vezes tropeça nas palavras, outras vezes se perde no brilho dos teus olhos. Mesmo sem rimas perfeitas, cada verso carrega a verdade de um sentimento que cresce a cada instante, como uma canção que insiste em permanecer.
Se um dia o tempo tentar apagar nossos passos, ainda assim levarei você em cada lembrança. Porque existem amores que não precisam ser perfeitos para serem eternos; basta que sejam sinceros. E, no meio do meu caos, você sempre será o verso mais bonito da minha poesia.
Minha conversa com Heráclito
Encontrei Heráclito sentado à margem de um rio. Não sei se era o mesmo rio de que tanto falaram depois dele, mas isso pouco importava. A água passava silenciosa, indiferente à nossa presença, levando consigo folhas, reflexos e alguma coisa do tempo.
Sentei-me ao seu lado e perguntei:
— É verdade, Heráclito, que ninguém entra duas vezes no mesmo rio?
Ele olhou para a água antes de responder:
— Olhe para ela. Quando seus olhos voltarem ao mesmo lugar, aquela água já terá partido.
— Então tudo muda?
— Tudo se transforma.
Fiquei algum tempo em silêncio. Depois pensei no mundo que conheço, nas cidades enormes, nos homens trabalhando até o cansaço, na riqueza acumulada em poucas mãos e na pobreza atravessando gerações.
— Se tudo muda — perguntei —, por que algumas injustiças parecem nunca mudar?
Heráclito abaixou os olhos para uma pedra junto aos seus pés.
— Porque mudança não significa justiça.
A resposta me perturbou.
— Então podemos mudar para pior?
— Naturalmente. O rio corre, mas não pergunta ao homem para onde ele deseja chegar.
— Nesse caso, de que nos serve saber que tudo se transforma?
Ele finalmente me olhou.
— Para compreender que aquilo que existe não possui o direito de chamar-se eterno.
Pensei nos impérios. Pensei nos reis. Pensei nos homens que, em diferentes épocas, acreditaram que suas riquezas, suas fronteiras e seus poderes durariam para sempre. Pensei também naqueles que vivem embaixo, sustentando silenciosamente aquilo que outros chamam de ordem.
— Há uma coisa que sempre me incomodou — disse a ele. — Quando uma sociedade produz tanta riqueza, por que alguns possuem tanto e outros precisam lutar pelo mínimo?
Heráclito não respondeu imediatamente.
— Essa pergunta pertence mais ao seu tempo do que ao meu.
— Talvez. Mas a desigualdade é antiga.
— Sim. E exatamente por ser antiga, muitos cometem o erro de imaginá-la natural.
Olhei novamente para o rio.
— Eu não acredito nisso. Não consigo aceitar que a miséria de um homem seja necessária para o conforto de outro.
— Então não aceite.
— Parece simples quando você diz.
— Eu não disse que seria simples.
Sorri.
Heráclito continuou:
— Os homens confundem frequentemente aquilo que existe há muito tempo com aquilo que deve existir para sempre.
A frase ficou dentro de mim.
Talvez seja assim que tantas injustiças sobrevivam. Primeiro tornam-se hábito. Depois tradição. Mais tarde recebem outro nome: normalidade.
E finalmente aparece alguém para dizer que sempre foi assim.
— Mas você dizia que os contrários fazem parte do mundo — provoquei. — Rico e pobre também seriam contrários necessários? Oprimido e opressor? Fome e abundância?
Heráclito franziu a testa.
— Cuidado para não transformar filosofia em desculpa.
Fiquei surpreso.
— Explique.
— Reconhecer que existem tensões entre os contrários não significa declarar justa toda contradição criada pelos homens.
Aquilo me pareceu importante.
Há uma diferença enorme entre compreender o mundo e ajoelhar-se diante dele.
— Então a filosofia também pode ser perigosa?
— Toda ideia pode tornar-se perigosa quando alguém a utiliza para justificar aquilo que não deseja transformar.
O rio continuava passando diante de nós.
Perguntei:
— E o Logos? Essa ordem que você dizia existir por trás das coisas? Onde está essa ordem quando uma criança sente fome diante de uma mesa onde sobra comida?
Heráclito permaneceu em silêncio.
Dessa vez fui eu quem respondeu:
— Talvez aí não exista ordem nenhuma. Talvez exista apenas uma ordem construída pelos homens para favorecer alguns homens.
Ele sorriu discretamente.
— Então você começou a fazer filosofia.
— Porque discordei de você?
— Porque perguntou.
Olhei para minhas mãos.
Talvez a filosofia começasse justamente ali: quando deixamos de aceitar uma resposta simplesmente porque alguém importante a pronunciou há dois milênios.
— Heráclito, eu ainda acredito que o mundo pode ser mais justo.
— Mesmo depois de tudo o que já viu?
— Talvez justamente por causa de tudo o que já vi.
Ele pegou uma pequena pedra e lançou-a no rio.
A água abriu-se por um instante, formou círculos e depois continuou seu caminho.
— Veja — disse ele. — Uma pequena pedra não impede o rio.
— Mas modifica a água.
— Por um instante.
— Às vezes um instante é suficiente para começar alguma coisa.
Heráclito sorriu.
Levantei-me.
Antes de partir, fiz minha última pergunta:
— Se tudo passa, Heráclito, o que devemos fazer enquanto estamos aqui?
Ele olhou novamente para o rio.
Não respondeu.
Talvez porque algumas perguntas precisem permanecer abertas.
Comecei a caminhar e, depois de alguns passos, voltei os olhos para trás. Heráclito continuava sentado diante da água.
Foi então que compreendi alguma coisa que talvez ele nunca tivesse dito:
se o mundo está sempre mudando, nossa responsabilidade não é impedir a mudança.
É disputar a direção dela.
Porque o rio do tempo continuará correndo conosco ou sem nós.
Mas enquanto estivermos em suas margens, ainda podemos decidir que espécie de humanidade desejamos colocar dentro de suas águas.
“Se o mundo está sempre mudando, nossa responsabilidade não é impedir a mudança. É disputar a direção dela.”
HERÁCLITO — A MUDANÇA
Heráclito me mostrou que nada permanece. Somos feitos de passagem, contradição e transformação. Por isso, não temo tanto a mudança. Se tudo muda, aquilo que é injusto também pode mudar e nós podemos participar dessa transformação.
