Primeiros Passos
CONTRIÇAO
Se aos primeiros passos , adivinho
Que o erro vem de um passo mal pisado,
Eu pisaria o chão com mais carinho,
Calculando o valor de cada passo...
Para viver em paz com o meu passado,
Procuraria andar devagarinho:
Um passo a menos no caminho errado
Um passo a mais no bom caminho
Sem aspirar as glórias da subida
Mas sem sentir tambem tanto embaraço
Quando eu chegasse ao fim da grande lida
Sem angustias, sem tédio, sem cansaço
Com que alma serena e comovida
Eu não daria o derradeiro passo.
Joao Batista de Oliveira
Minha mãe ao me dar à luz, você se fez presente.
Antes mesmo dos meus primeiros passos,
Eu te descobri, mas não te entendi.
Aprendi a andar e comecei a correr.
Havia um mundo a ser descoberto.
Foi ai então que eu comecei a te entender, e então brincamos muito...
Você esta sempre comigo, por onde quer que eu vá.
Caminhamos sempre juntos, lado a lado, às vezes você vai à frente, outras vezes você me segue...
Na escuridão não te vejo, você desaparece no breu, então sinto que nesse momento somos únicos...
Primeiros Passos
Não cabe a mim dizer: esta é a forma certa ou aquela é a forma errada de amar. Errado mesmo é não amar por medo de amar errado. A gente tenta acertar, tenta diminuir as chances de erros, tenta se preservar e acabamos errando por pensar demais no que na verdade deveria ser simplesmente sentido. E sabe qual é a pior parte disso tudo? É que a gente acredita que tem algum tipo de controle sobre o amor, mera ilusão... A gente tenta, tenta, tenta, tenta racionalizar o amor, mas ele sempre encontra uma forma de burlar as nossas armaduras e contrariar a lógica dos que um dia prometeram nunca mais amar. O amor, às vezes, parece aquelas crianças sapecas que a gente repreende após uma dessas molecagens achando que elas entenderam a lição, mas que cinco minutos depois já estão fazendo as mesmíssimas coisas. Só que o tempo do amor é diferente, até porque o amor não tem nenhum tipo de comprometimento com o tempo, ele transita entre o passado, presente e futuro de forma magistral, fazendo por vezes o passado ser presente nos corações daqueles que aprenderam a amar sozinho.
Talvez o amor seja como uma criança mesmo: ingênuo, sincero, teimoso e desastrado. É isso mesmo! D-E-S-A-S-T-R-A-D-O, igual àquelas crianças que aprenderam a andar há pouco tempo e vivem quebrando as coisas e se quebrando também. É que elas precisam de apoio e nem sempre escolhem o apoio certo. Sabe como é, né? Elas não fazem isso por mal, elas estão apenas aprendendo. E talvez o amor seja isso mesmo: um eterno aprendiz. A gente acha que já fez uma longa caminhada, quando na verdade estamos dando os nossos primeiros passos. Porque cada experiência é única e assim deve ser vivida. O amor é esta criança fantasiada de sentimento que mesmo sem ter a menor noção de certo ou errado vai crescendo dentro da gente sem que a gente possa o conter.
"O que difere o amor das crianças, é que nós podemos educar as crianças. O amor é indomável".
Não crescemos sozinhos, não aprendemos a galgar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém...
E nós, que pensamos que já sabemos andar sozinhos tropeçamos, muitas vezes quando abandonamos a mão amiga e julgamos crescidos de mais...
Os primeiros passos daquele que trilha um novo caminho é sempre mais difícil do que aquele que vem atrás.
Meus primeiros passos em direção ao (des)conhecido...
Um horizonte de beleza estonteante...
Mas não tenho pressa...
À minha frente, tenho o infinito e sou eu o construtor desta jornada...
Com essa imensidão me vejo sem limites...
Não quero um objetivo nesta caminhada... quero apenas a trilha e dela retirar a sede da conquista...
Passo a passo, me encontro a caminhar...
Com essa infinitude em minha frente não há retorno, não questiono o que se passou...
Se olhar para o lado e você estiver caminhando comigo...
Abrirei logo um sorriso, te oferecerei minha mão para andarmos juntos...
Frente a um mundo...
Que se abre a cada segundo...
A cada andar, sem querer chegar a um fim...
Quando nossos olhares se cruzaram e chamou-me para junto de ti...
Sem contestar eu vim!
Minha família sempre foi humilde. Lembro-me que meus primeiros passos foram no chão "vermelhão" onde me via refletida. Observava desde pequena o empenho daquela mulher brava que passava horas na enceradeira deixando o chão brilhando.
Minha mãe é um exemplo de força!
A casa era pequena, de madeira, com um quintal grande e uma goiabeira que eu amava me pendurar. Certa vez desabei da goiabeira. Fixei os pés em um dos galhos e comecei a cantar Roberto Carlos. O galho quebrou e eu fui cantando para o chão. Me ralei toda e cantei até o fim; mas também, tinha medo dos seus galhos quando fazia alguma "arte". Era a primeira coisa que minha mãe pegava: a varinha para dar nas pernas. Já fui para o parquinho da primeira infância com vergões. Eu não era fácil.
Quando eu sabia que tinha feito algo errado, me escondia atrás da casa. Como se não houvesse amanhã, esperava passar a braveza da mãe para escapar da varinha, ou fazia desenhos com declarações de amor para amolecer o coração daquela mulher...
Quando a noite caía, meu pai sentava na área da frente e me ensinava a contar estrelas... Meu pai é um poeta calado que nunca escreveu ou declamou seus poemas. Eu o entendo. Olhávamos o céu juntos e de fundo eu ouvia a vinheta do Jornal Nacional.
Em dias de faxina, minha mãe colocava os discos do Roberto Carlos, (eu sabia todas), Abba, Altemar Dutra, Júlio Iglesias, que até hoje sei de cor a sequência das faixas. Fora os sucessos dos anos 80 num disco de coletânea. Era sensacional!
Sozinha, com o socador de alho (que pegava escondido), eu cantava no fundo do quintal. Criava as próprias coreografias, tinha público e tudo. (Imaginário, claro!).
Eu imitava meus pais porque nas missas e casamentos os via cantando juntos. Observava aquelas pessoas que os abraçavam no final dos eventos. Eu sorria e achava lindo! (...)
Memórias, delicadezas do tempo. Sou nostálgica e me alegro ao sentir tanto amor nessas lembranças. Tanta coisa aconteceu depois disso...
Gosto imenso de bordar detalhes. A beleza da vida se encontra naquilo que o tempo nunca apaga. Eterniza.
Eu tive uma infância feliz...
Engatinhando, dando os primeiros passos para chegar ao topo. A vida pode te marcar por ser o que não escolheu, mas depende de você ser o que quiser.
Tudo nessa vida é aprendizado, desde os primeiros passos até hoje na caminhada da vida, percebemos que ainda há muito o que se aprender...
Entre conflitos de gerações, a base do passado, acaba sendo o alicerce para os primeiros passos no futuro.
Eu a vi dando seus os primeiros passos.
Pezinhos pequenos e perninhas compridas… E não faz tanto tempo assim, quanto as fotos mostram!
Nas melhores lembranças, as brincadeiras.
Antes a arte era assistir desenhos animados biblicos, usar fantoshes pra imitar a vida. Começamos a guardar os brinquedos e passamos a cantar, ai a desenhar e até pular na cama e ficar de cabeça pra baixo era arte. Marina sempre foi engraçada.
Gastavamos um tempão dançando, inventando passos de Ballet que já existiam, e minha nossa, Como ela se esticava!
Sobrava até pra Esperança (a cachorrinha) dançar com laçinho rosa na cabeça.
Conforme o tempo passava, quase que imperceptível, as brincadeiras começavam a ser tornar responsabilidades... Pra mim o trabalho e o colegial, pra ela a escolinha e o dever de casa…
Agora na casa nova, em outra cidade, as brincadeiras de final de semana, se tornaram brincadeiras de férias no quintal, lá no Rio de Janeiro.
Mudamos do play-grand de São Paulo, para a grama e a Orla carioca. Agora tinha espaço, pra guerra de bexiga cheia de agua, e pra jogar futebol com o Mateus.
E foi nessas férias, que ela me contou, quase que como uma inocente opinião sobre o destino, o que seria quando crescesse… Eu apostaria em cantora, porque o dom pra música vem de berço e é uma pratica constante. Mas ainda não. Com seus 5 aninhos, Marina já sabia e estava certa. Marina seria Ginasta!
Marina Talentosa Santos Cordeiro. Sinto orgulho e saudades.
Nada nos passa mais segurança e coragem que alguém segurando nossa mão,
seja nos primeiros passos, nos relacionamentos ou no fim da vida.
Faça escolhas que te levem mais perto dos seus sonhos; os primeiros passos já mudam a rota, a chegada é consequência.
Bom dia, mãe
Bom dia, pai
Bom dia, a minha gratidão
Por me ensinar em meus primeiros passos
Por me entregar régua e compasso
Bom dia, ao fim e ao recomeço
De uma linda grande história
Bom dia, o antes e o depois
E pra quem viver agora
Coração na mão sem saber o que fazer, que caminho seguir, pra que lado darei meus primeiros passos e o mais difícil que é escolher entre a razão ou o sentimento. Bate um medo de seguir caminhos não muito bons que não me completem por inteiro. Às vezes eu acho que ambos brigam para tomar posse de mim, um diz: ”pense nas consequências, se for pra sofrer melhor não arriscar” e o outro diz: ”vá antes que seja tarde, dê uma chance pro amor, vai ser feliz”. Nessa batalha seja quem for que vença só peço, seja qual for, me faça feliz.
pai,
crece com a jente.
ensina os primeiros passos,lindo para nos,outro nunca vai poder ocupar o lugar de um pai por so um pai e um pai de verdade.
o pai,
conhece melhor da vida do que outro,e o melhor pai do mundo,nao a igual.
por isso um pai tem que ser perdoando pois ele te ensinou tudo.
ele te castigou pelo bem,te bateu pra voçe aprender.tente conveçar e resoverar tudo!
"Como e por que me tornei professora?"
COMO ?
Estava nos primeiros passos ...
brincadeiras com sucatas!
com suas cores e formas ...
desconsertavam e voltavam ao compasso!
objetos que construía,
que só pra mim sentido faria.
Com outra percepção se deu
quando as letras eram desenhos
que surpresa:
os coloridos representavam sons.
Nas mãos da mamãe as figuras brincavam:
cortava, colava e dava outros tons.
Chamou-as de sílabas
e brincávamos de rir.
Vi que sozinhas,
as vogais tristonhas
com essas tais consonantes
precisavam interagir.
E sobre o papel sem cor
a mãe me provocaria
e eu coloria, a sorrir.
Certo dia papai chegou
e um grande presente na parede fixou.
De tão verde parecia a mata
Com seus bastões coloridos
que no quadro verde podia tingir.
De tão alto me obrigava
nas pontas dos pés ficar
e de joelhos eu descia
para desde sua base
as minhas letras começar a desenhar.
Crianças chegavam de lá e de cá.
Vizinhos e primos queriam brincar.
Os colocava sentados no chão
e ali começava a brincar de ensinar.
E assim foi...
pela descoberta das letras com a mãe colorindo,
montando e desmontando pra ler
por meio do pai a brincadeira completava
quando as crianças amontoavam
e dali eu dizia que ensinava a escrever.
POR QUÊ ?
Na escola aprendia
conversando com a “tia”
que a todo tempo me chamava
porque parada eu não ficava.
Seu tom de voz, medo não causava
porque tia Heralda, tranquila sempre estava.
Me pedia para ajudar na sala
e no recreio eu podia ter minha fala.
Assim descobria uma nova ação
entre professor-aluno uma relação.
De origem não genética
mas de natureza dialética.
Então pude conhecer
que “todo professor é sempre aluno
e todo aluno, professor, pode ser” 68
Estas palavras do Seu Antonio
que em suas cartas eu pude ler
para me preparar e entender
sobre as inquietações deste universo do saber.
Assim com Gramsci um pouco mais entendi
por que docente eu me vi
e tão logo o coração aquiesci.
Poema publicado no livro "Fragmentos de Inspiração: versos e poesias."
