Primavera
Não custa lembrar
que ainda é Primavera
no Hemisfério Sul,
Estamos em novembro,
é tempo de floração
de Tucaneiro do achado,
dizer que sinto do amor
não ter encontrado.
Não há nenhuma regra
teoria da conspiração
segredo ou que eu esteja
buscando o inatingível;
Quero o quê é simples que
tem a força diária de fazer
o quê for preciso para ser.
Estou buscando por você
que é tão humano quanto,
querendo acertar o passo,
o amoroso sentimento
no afã de um acordo perene
e cúmplice com o tempo.
Contemplar o curvar-se
para beijar o meu ventre
cheio de Primavera
até a altura onde se pisa,
Sem precisar rastejar
sem implorar e sem haver
o tal obedecer sem pestanejar.
Porque torná-lo possuído,
e, ao mesmo tempo, render-se,
para entregar as rédeas,
é de poesia, e nos é imperativo;
para alinhar planetas,
acordar cidades inteiras
e românticos tocar cometas.
Admito ser a tua Rainha,
e tu és o meu Rei escrito;
Somos donos do destino,
onde a sedução é soberana,
é deusa, senhora, ama,
a guarda-chaves e a Lei,
por nós ser obedecida,
com sabor de Jacaratiá e folia.
A explicação que desafia,
e que só ao amor se aplica;
É primavera que não passa,
e não passará despercebida.
O desejo de trazer mais cor
à nossa vida, a aliança divina.
Unida com as auroras outonais
no meio do nada, e iluminada;
A Canela-amarela, a mente
e a alma em plena revoada.
O apego e amor ao chão,
o coração, a nossa paixão.
Sem dizer sequer uma palavra,
do teu coração feito para o meu,
Há estrelas em nosso céu,
e a inefável mútua devoção fiel.
Antes de chegar, quem somos,
nós dois bem sabemos;
Que não há nada capaz de fazer
com que nos distanciemos.
Somente a maravilha dos beijos,
é capaz de fazer com que calemos.
PRIMAVERA DA ALMA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a aurora borda a frágil ramaria,
Desperta o vale em cândida harmonia.
Cada flor, qual prece à luz do Criador,
Abre o cálice banhado de esplendor.
Vai cantando o regato entre os vergéis,
Como um coro de celestes menestréis.
E o perfume, em delicada mansidão,
Vai semeando esperança em cada chão.
Manso vento de boníssima feição,
Leva aromas em feliz peregrinação.
Beija o lírio, a roseira e o jasmineiro,
Como um pai afaga o filho por inteiro.
Toda ave faz do bosque um santuário,
Transformando cada ramo em relicário.
Seu gorjeio, doce hino matinal,
Ergue ao Céu um jubiloso madrigal.
Veste o campo sua túnica viçosa,
Toda folha se faz página formosa.
Cada broto rompe o barro em quieta luz,
Como a fé quando o sofrimento seduz.
Se o inverno conservava o coração,
Sob a cinza da calada solidão,
Vem alegria com sua bênção redentora,
Restituindo a esperança que aflora.
Toda lágrima que a noite fez rolar,
Vira orvalho para a flor desabrochar.
Toda dor que o peito um dia conheceu,
Faz-se estrela sob o amparo lá do Céu.
Primavera não é só estação amena,
É a virtude que floresce calma e plena.
É o jardim que Deus cultiva interior,
Com as sementes eterníssimas do amor.
Quem contempla essa divina renovação,
Já não teme a passagem da estação.
Pois descobre, entre perfumes e clarões,
Que as mais belas primaveras são os corações.
Chegou à primavera
Com perseverança e amor
Vingou sobre o lixo da terra
Mesmo que dure somente um dia
Mas com a esperança de ser eterna.
Amore in Venezia.
Manhã romântica de primavera, eu estava sozinha na linda Praça São Marcos, esperando a minha irmã. Eu deveria ter ido com ela, mas, meus pés já estavam cansados demais. Naquele instante eu pensei que Veneza é mais atraente para passarmos uma lua de mel e não para fazermos pesquisa de trabalho. Sei que muitos gostariam de está no meu lugar e ver os pombos voando, os casais apaixonados fazendo juras eternas, o sol pairando no azul das águas que se confundem com o brilho do céu. Mas, tudo o que desejava naquele momento era estar na minha casa no Rio de Janeiro.
Depois de quase uma hora, eu fui surpreendida por um belo jovem veneziano, de olhos verdes, com sorriso e olhar um tanto conquistador. Ele se aproximou lentamente e lançou algumas palavras:
- Oi senhorita, como está? – Confesso que o achei um pouco atrevido e ao mesmo tempo atraente e educado. Por isso fui bastante educada.
- Estou bem, só um pouco cansada.
Nesse dia conversamos pouco. Apenas nos apresentamos, ele disse se chamar Luigi, e quando eu disse que me chamava Carolina, ele achou lindo.
Passaram-se alguns dias sem que nos víssemos, até que houve um romântico baile para comemorar a primavera. Foi nesta noite mágica que o reencontrei. Ele estava lindo, com um sorriso inebriante, seus olhos pareciam um lago banhado de amor. Depois do baile saímos para passear sobre a nevoar daquela noite quase irreal. Tive sorte, pois, minha irmã voltou cedo para o hotel e eu fiquei na doce companhia do jovem veneziano.
Caminhamos silenciosamente pelas ruas enfeitadas de flores, com cheiro de jasmins cobrindo toda a cidade. Parecíamos sem destino algum, como se não houvesse o futuro e logo eu tivesse que retornar para a realidade do meu lar. Fomos guiados pelas batidas dos nossos corações.
Quando a madrugada deu lugar a uma luminosa e preguiçosa manhã, pois, a cidade inteira ainda dormia. Abraçamo-nos sobre a Ponte de Rialto, ele me presenteou com um beijo apaixonado, típico de um veneziano e me fez juras de amor. Namoramos ao balanço das gôndolas naqueles canais apaixonantes. Mas, eu sabia que na tarde daquele mesmo dia eu teria que partir.
Por alguns instantes senti vontade de largar tudo no Brasil e viver aquele sonho de amor. Comprar uma casinha com flores na janela, de frente para as águas solitárias, que já viram amores nascer e depois partir. Infelizmente, eu precisava voltar para o meu mundo real, menos colorido, mas, que me fazia sentir com os pés firmes no chão.
No fim da tarde, eu me despedi daquele que foi o meu amor por uma única noite e permanecerá dentro de mim a vida inteira. Talvez na próxima primavera, ou, quem sabe em um dia qualquer eu torne a encontra-lo. Afinal, a vida sempre pode nos surpreender.
Tão natural quanto as flores que aparecem na primavera, quanto o nascer e o por do sol, é o sentimento bom que me envolve diariamente, que me faz pensar e lembrar de você em cada detalhe do dia, a partir do momento em que abro os olhos.
Tempestades e tormentas controlei a 100%
Fui eu que trouxe a Primavera quando só havia chuva e vento.
...floresça em mim a primavera de minh'alma.
E brotem novos sonhos
novas forças,
nova vontade de sonhar...
A flor ausente.
Novamente primavera
O tempo voou
Já se foi o ano
O que foi ontem
É agora
Do meu jardim a mais bela flor
Foi embora.
Nem a rosa,nem a camélia,
A margarida ou, a hortência
Conséguem suprir a sua ausência...
