Primavera
Primavera em Cinzas
Por que você me abandonou?
Meu coração não aguenta mais...
Arrancarei esses sentimentos esdrúxulos
Deixarei minha alma vazia...
É triste esses sentimentos não serem correspondidos,
Uma carta sem resposta...
Eu cansei!
Eu cansei!
De você!
Do jeito que você parou de me responder,
Meu coração e minha alma já deixaram de ter esperança...
Apenas me deixe em paz,
Será melhor para mim...
Me arrependo de cada momento que olhei para você, de cada conversa,
Por que fizeste isso?
Me arrependo amargamente de gostar de você,
Eu poderia nunca ter te conhecido,
Seria até melhor...
Eu cansei!
Eu cansei!
Eu peço cada traço, cada desenho do meu corpo...
Me sinto vazia
Nenhum toque na mão,
Só o vento junto da desilusão
Se entrelaçando em meus dedos.
Minha primavera se foi,
As flores que me deste morreram,
Me sinto imersa em uma irrealidade controversa
Cansei!
Cansei!
De fingir o que sinto,
Por isso queimei a carta junto de meus sentimentos no fogo ardente...para que não voltem mais.
Retorne a si
As andorinhas voltam
na primavera.
As tartarugas retornam
às praias onde nasceram.
A vida é um retorno:
um retorno à vida
que ainda está por vir,
não à que passou.
A vida é um retorno,
um retorno àquilo
que te faz ser quem és.
A vida é um retorno:
às boas memórias,
às boas risadas,
às boas companhias.
Retorne.
Retome.
Reajuste.
Sem dúvida, a tua visita é aguardada, alegra, é benquista à semelhança da primavera que com sua chegada, as flores florescem graciosamente, comparo também a um luar apaixonante que deixa a noite mais bela ou a um lindo amanhecer que permiti que o dia comece simplesmente exultante ou ainda a um incrível pôr do sol ao entardecer anunciando a vinda da noite.
Sendo assim, fica evidente que a tua presença é grandiosa, enriquece vivamente todos a tua volta com teu sorriso resplandecente como ricos raios solares que adentram e iluminam árvores frondosas, isto é apenas uma parte da tua beleza que começa de dentro pra fora, uma existência abençoada e bastante calorosa.
Não é à toa que a tua importância só aumenta, és uma pessoa encantadora, uma linda mulher intensa que traz serenidade na alma, uma postura coesa com sua notória simplicidade, ter-te por perto é uma benção, é receber vitalidade, então, com certeza, graças a Deus, és uma riqueza de detalhes.
No inverno,
São os flocos de neve.
Na primavera,
As gotas de chuva.
No verão,
As pétalas de flor.
No outono,
As folhas.
Todas essas coisas caem em algum momento,
Mas nenhuma delas tem uma queda igual
A que tenho por você...
O cheiro da primavera é vento
O saber de todos os mares é remo
Linguagem de pedra é toque
A veste da tarde é benção.
Você pode cortar todas as flores, mas não pode impedir a chegada da primavera.
Primavera é quando a natureza se despe do cinza e se exibe em seu vestido verde bordado de flores.
Benê Morais
Somos a primavera que nunca se cansa,
O livro que se abre, sem ter mais final.
No tempo, pairamos, em terna dança,
Um amor que a vida não pôs no portal.
Somos jovens demais para a dor que nos toca,
Para o adeus que o futuro insiste em soprar.
A alma, ingénua e forte, ainda se choca
Com o cinza que a aurora há de nos mostrar.
Éramos a promessa, o brilho sem fim,
Agora, a saudade que o hoje não sente.
Eternos amantes, neste jardim,
Jovens demais para sermos... ausentes.
Teu sorriso chegou como primavera,
silencioso e cheio de vida,
transformando dias comuns
em lembranças inesquecíveis.
MANHÃ DE PRIMAVERA
Sempre bela,
a primavera em flor
ilumina esta manhã.
Com vento suave,
perfumes se exalam
por entre seus passos.
Parece até que falam
palavras de amor
ao meu coração.
Cores, flores,
ventos e amores
colorem a vida
e nos enchem de esperança.
Como aquela criança
que corre e se deita,
plenamente feliz,
neste jardim.
Sandro Sansão da Silva Costa
Sou o nascer das flores,
o perfume leve que anuncia a PRIMAVERA.
Sou a brisa morna
que encosta de leve no fim das tardes de VERÃO.
Sou o ouro das folhas,
os tons castanhos do tempo,
o cheiro da chuva que antecede o OUTONO.
Sou o silêncio que se espalha pelas ruas,
as noites longas,
o abrigo quente das cobertas no INVERNO.
Sou o movimento invisível dos dias,
dos meses, dos anos —
o tempo em marcha constante, indiferente.
Sou aquele que muitos dizem
ter a sorte de encontrar.
Mas sou, sobretudo,
o que passa.
