Prima Distante
Só que a solidão é tão sozinha,
que o que dói, dói tão distante
e o seu sorrir voa no tempo
e sua face some assim,
assim consome
como se o descompor-se e a razão
fosse o mesmo pilar
a sustentar e a nos deixar ruir...
Que as eras nos separem e os confins do universo nos ocultem; ainda assim, um coração distante encontrará o eco do seu, rompendo as barreiras do tempo e do espaço em nome de um elo eterno.
O perfume de algumas flores é semelhante ao carinho de boas amizades. Mesmo distante, exalam um doce aroma.
Sensação de que estás tão distante
Numa tamanha diferença de pensamentos
refletindo sobre tal dúvida constante
Que envolve esses confusos sentimentos
Esse receio e medo de se apegar
Sensação exaustiva de sentir
Dificuldade repentina de demonstrar
Talvez por ausência de clareza
Ocasionador de por esse sofrimento?
Mesmo que tivesse a certeza
Não anularia a intensidade desse sentimento
Talvez não seja o bastante
Insistir se não houver sentido
Incógnita que martela constante
Sobre o real motivo de tudo isso
Me sentindo como trem desgovernado com vagões seguindo em rumos diferentes
Querendo a cada pedaço meu encontrar
Pra finalmente consegui seguir em frente
Sem buscar valoração ou reconhecimento
Mas aceitaria pelo menos paz sentir
E diminui essa sensação por um momento
E me sentir verdadeiramente feliz ao sorrir✨
Fragrância dos ventos...
E distante além…. De onde vêm os ventos
Persegue-me a marcha do tempo...
E as palavras morrem nas entranhas do céu
A calma descreve esta inércia dos sentires...
Somente a fragrância dos ventos...
Cheiro que me enchem as narinas de lembranças
Tão lacônica...tão minhas...
E eu sussurro na brandura dos versos que escrevo
Todos os dias***nos selvagens coloridos dos horizontes
da cor deste mar que são os olhos teus*
...e no silencio da noite
que demora a amanhecer as rimas surgem sem ecos...
de um poema que não consigo escrever...
***No silencio da noite... Despida de mim...***
Versos por escrever...
Meu caminhar perde-se
No amontoar dos destroços de um passado distante
E meus passos vagam por estas paisagens
Assistindo o desabrochar de uma flor...
Porque o querer deve sempre ser o mais profundo
Da essência...
E sigo admirando o voejar de uma gaivota...
Pouso a visão sobre à tarde do mundo enquanto meus olhos se perdem
Num belíssimo horizonte azul num sem fim
E respiro... E me inspiro... E atiro ao mar todas as minhas magoas...
E em meus passos incertos rumo ao infindo...
No meu coração exorcizo a dor que marca cada gota salgada das lágrimas
Que escorrem em meu rosto qual um sonho destroçado
Silenciando o brado induzido e rouco que na garganta se figura flébil
Busco forças para caminhar só mais um pouco
Por todos os versos que ficaram por escrever...!
Nunca perca o sorriso por um instante.
Mas de Deus receba o falar,
Cujo raio troveja distante
Ao primeiro olhar!
Que na terra, tua amizade
Seja a mais bela!
Cujo sorriso imprime verdade,
Sabendo que sois a única aquela.
Então, entendas que Deus te colocou
Para tua missão cumprir.
Foi ele que mandou
O teu tesouro reunir.
O tesouro a reunir
É de grande valor!
Basta ele abrir
E encontrar o amor!
A constante repressão à fala de um indivíduo, ocasiona na criação de um ser dissociado,distante e desconexo da realidade. Eis a razão de tamanha infelicidade nos relacionamentos humanos!
O amor está distante das idiossincrasias dos homens. Ele é simples, descomplicado das confusões humanas!
Nostálgicos eventos
Me deixam com saudade
Uma saudade distante
Distante idade
Um engasgo poético
Nessa fatídica sociedade
Seria um engasgo profético
Provocado pela dor aguda
De quem fora o vilão responsável
Por toda patética pontiaguda
A uma população que não aguenta mais
A idiotice de um Governo que não ajuda
E escreves por um pecado lastimável
Causado por um tresloucado
Que endoidecido das loucuras
Usa das palavras armamento pesado
Contra uma população indefesa
Condena um pobre desavisado
Que nesta próxima ação
Entre em cena a dor
A mesma vilania provocada
Que se ache no conforto o favor
Que se detone a mina explosiva
No colo do mais infame amor
Num reino distante, bem lá no sertão,
Viviam duas irmãs de grande ambição,
A tal Demagogia, esperta e astuta,
E a Burocracia, com sua face oculta.
Viviam brigando, em pura vaidade,
Pra ver quem enganava mais a comunidade.
Uma com promessas, cheia de emoção,
Outra com papéis e muita enrolação.
A Demagogia se fez a primeira:
"Eu sou a rainha da fala certeira!
Prometo o futuro com brilho no olhar,
Faço o povo sonhar, sem nem precisar dar.
Minha arte é o verbo, que engana e embala,
Conquisto corações com minha fala.
Dou risada e abraço, me faço tão boa,
Mas por trás dos panos, minha trama ressoa."
A Burocracia não ficou calada:
"Tu iludes o povo, mas eu tenho a estrada!
Papéis, carimbos, e filas sem fim,
Confundo as mentes e mantenho assim.
Quem tenta comigo jamais vai vencer,
Regras e normas pra tudo envolver.
Meu poder é eterno, bem mais do que o teu,
Pois quem cai nos meus laços nunca se perdeu!"
O embate acirrado logo começou,
E o pobre do povo no meio ficou.
Demagogia vendia um mundo encantado,
Enquanto a outra fazia o futuro atrasado.
Uma dizia: "Eu prometo progresso!"
Outra gritava: "Tudo é só processo!"
O povo cansado, com tristeza no olhar,
Perguntava quem poderia os salvar.
E assim, as irmãs seguiram brigando,
Cada qual ao seu modo, o povo enganando.
Mas a lição que fica, no cordel contado,
É que o valor do trabalho não está no falado.
Cuidado com promessas ou com o excesso de normas,
O que faz diferença são ações que transformam.
Que o povo se una, buscando a verdade,
Pra fugir dessas irmãs que só trazem maldade.
Eu não esqueço de você nem um minuto...
Eu vivo em você
Você vive em mim
E mesmo distante
Eu não esqueço de você
Nem você esquece de mim.
A qualquer hora do dia
Conversamos por telepatia
Com o poder da mente
O amor te faz presente,
Pois, quando eu fecho os olhos
Eu enxergo nós dois.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
ALMAS SECAS
Trago no peito
Amarras de um passado distante
Lembranças simples
Como de um carro de boi.
Tudo era tão saudável
Que até as tristezas duravam pouco
Bastava alguns dias para esquecê-las
O relógio demorava, e o sol se ponhava lento.
Hoje as tristezas duram, e o sol se põe rápido
Não observamos mais o luar
Nem contamos as estrelas
Os rios no silêncio da noite
Ouvia se os sons das correntezas.
Hoje nem mais rios existem
Só as pedras secas
Até as avencas sumiram da beirada do barranco
Minha alma também secou
Junto com tudo que se acabou.
Busco prazer nas lembranças
Mas elas me ferem o peito
E me causam melancolias
O velho pilão, não mais existe
Nem o moinho que exalava o cheiro puro do café, torrado no fogão a lenha.
Minha mente virou um museu
Que ninguém pode visitar
Meu poema é estranho para muitos
Só para aqueles que lá viveu.
Hoje tudo é diferente, inclusive eu.
As procissões pelas estradas empoeiradas
Carregavam a santinha
"Hó virgem Maria"
A mulecada a barulhar
Era para pedir a chuva
Pras nossas roças molhar.
Deus estava tão presente
Que parecia nos falar
Vocês são abençoados
A chuva não tardará.
Hoje na modernidade
É difícil acreditar
Que Deus esteja presente
Pra fazer o povo sarar
As tristezas são mais longas
E o povo se perdeu.
Deus não se moderniza, assim como o povo quer
Pra quem já viveu na roça
É difícil acreditar
Que os milagres sumiram
Nem sabemos se vai voltar.
O povo ficou incrédulo
De Deus a se envergonhar
Saudades daquele tempo
Que nunca mais vai voltar.
Por. Otávio Mariano
Poeminha do passado
O passado está tão distante
que por mais que ele estique seus braços
e mãos
com seus finos dedos
não consegue me alcançar!
Frio. Desapegado. Distante.Foi o que disseram. Mal sabem… a solitude me salvou.Não é falta de amor, é excesso de alma.Cansaço de se doar demais e receber de menos.Alívio de descobrir que a melhor companhia… sempre foi a minha.Quem aprende a ser feliz sozinho, não aceita migalhas.A solitude é a cura de quem já se perdeu tentando agradar.Hoje, eu escolho paze isso assusta.
Palavras ao vento, que varrem para tão distante mas também são capazes de trazer para bem mais perto quando se permitir compreende-las.
Tão distante, ainda que nos resta tocar a mesma lua em nossa pequenice observância, vejo que da lua restaram as fotos trocadas. A lua parece triste, implora insistentemente para se esconder em sua dor: Amanheça, por favor!
