Preto
perda
Tons de preto misturados ao branco pensamento de um interminável lamento, como quem esconde, como quem mascara.
A luta diária com o luto, a dor da perda só aumenta com o tempo. A vivência com o que sinto me deixa cada vez mais vulnerável, aquilo já julgado inevitável.....
nada é claro, tudo é escuro e é o preto que eu o chegou sem branco.
Sinto alguma coisa a me puxar com mais, e mais força ao decorrer do tempo.
Eu não posso contar pra ninguém como eu me sinto realmente "drama" é que os mesmos vão dizer, então eu guardo os meus sentimentos para mim e o meu reflexo que vejo em meu quarto.
Dói saber que está sem um abraço calorento e só apenas um fundo do quarto frio que pode ter, e um punço com cicatriz de alívio.
"Quando te fizerem escolher entre preto e branco como únicas opções, pense antes sobre a possibilidade de existir um cinza..."
Vila Rica de Ouro Preto
Terror
De
Singularidades
Blocos
De pedra
Em êxtase
Magia
Encantamento
Em Cantaria
Você me disse que sua cor favorita era o preto.
Eu comecei a apreciar a mesma cor.
Porque quando eu fechava os olhos no calar da noite escura para lembrar de você, era o preto que eu via.
A escuridão era como você, linda e irresistível.
Mistérios
Meu mundo é em preto e branco,
Alegrias envoltas em prantos,
Castigos e descanso,
Mesmo assim,prossigo e avanço.
O tempo, tudo explica,
O certo jamais se complica,
Mistérios de uma voz que grita,
Para um coração surdo e duro como brita.
Há um tempo pra tudo,
Tempo de começar e de terminar,
Algo implícito e profundo,
Algo que temos que aceitar.
Pra quê chorar,
Na despedida desse último beijo,
Caminhar e sempre acreditar,
Nas asas do insensato desejo.
Desejo de sempre ser feliz,
Não importando a companhia,
Vivendo como um aprendiz,
Abandonando as velhas manias.
Então,vista sua melhor roupa,
Para a festa no paraíso,
Viver sensações loucas,
Com dedicação e muito juízo.
Choro ou sorriso?
Qual vai ser?
O amor é um feitiço,
Simplesmente, pode crer.
Lourival Alves
Branco e preto
De todos os medos e receios que a vida me deu , só quero poder aproveitar cada segundo.
Só quero poder acompanhar cada passo ,cada tropeço, cada tombo.
quero poder sentir o gosto do sorriso, a suavidade de uma lágrima.
Quero poder sentir o peso de uma inchada e a leveza de uma caneta .
Quero poder sentir em cada espaço que a em meu corpo um sentimento diferente, poder dizer o que me falam que sei o que é realmente .
Quero poder lá na frente dizer que tudo isso foi bom.
poder dizer aos meus netos que o amor dói e o nascimento nos fortalece .
Quero poder dizer que a cura de tudo e o tempo e que ele também e traiçoeiro.
quero poder dizer em cada ruga em minha face tem uma história com sensações diferentes e que graças a elas sou gente.
Gente que amou ,foi amada , que odiou e foi odiada.
que sofreu e fez sofrer, que machucou e se machucou.
que sorriu e fez sorrir.
que chorou em todas as etapas possíveis que a vida forneceu.
quero poder dizer em um ápice de minha morte que vivi intensamente .
Foda se a sociedade
Talvez eu não seja normal
Gosto da solidão, e do preto em qualquer estação
Cheio de defeitos, mas quem é perfeito?
A cada dia mais ao fundo do poço
Sorriso no rosto
Ninguém viu
Enquanto sofria ou sofro
Sociedade cruel
que nos empurra um pedaço de papel
Que nos dão um nome e uma religião e
Nos engana com mentiras
Prometendo nos, uma vaga no céu
Foda-se
Essa sociedade que julgou e julga
Que prega a liberdade de expressão
A uma população educada a ser muda
Que fabrica história e distorce a verdade
Nesse mundo de ilusão e meias verdades
Criei minha própria realidade
Se seu mundo eh preto e branco,de o colorido que nele falta...vc pode,vc consegue!!
Que a sindrome de Pollynna nos contamine!
Um sonho em preto e branco
É sempre um sonho
Pois ninguém que há neste mundo
Nunca sonha por vontade própria
O vagabundo que sonhou ser luz
Iluminou todo o universo
Em sua vasta imensidão
Pra descobrir que só ser luz não basta
E concluiu
Que, por veloz que seja a luz
O seu destino é sempre o escuro
E que o vento que arreia a floresta se vai
Sobrando sempre um ipê que cai
Aquele vento que passou
Não há de voltar jamais
Mas ninguém vê
Não perde tempo a pensar
E nem pensa
Que quem derrubou o ipê não foi o vento
Foi o tempo, que o fez crescer
As árvores que não caíram
Se vergaram por sabedoria
E jamais em reverência
Um sonho em preto e branco
É como um sonho colorido
Pois todo aquele que não tem ouvidos
Desconhece o som de um ruído
E pra ele é boa a vida e o mundo é bom
E cego e surdo como a luz
Veloz me sento à sombra de um ipê
Entrego ao chão o sal de uma última
lástima
Pra que deixasse ficar
No vácuo que há em volta de mim
Um espetáculo de luz e de som
E concluí que a vida foi um sonho muito bom
Pois meu mundo sempre foi desse jeito
Eu aprendi a ser feliz assim.
Edson Ricardo Paiva.
Uma obra ainda não lida na minha biblioteca é como um quadro em preto e branco. Apenas depois da leitura, ao devolver o exemplar à estante, é que aquele quadro ganha cores e contornos definidos pra mim.
