Preto
Vestida de preto
Vestida sempre com seu manto preto e longo, que mal permite vê os seus pés;
Sempre serena, observadora, detalhista e próxima;
Misteriosa, cheia de segredos, para a grande maioria assustadora, para poucos é descrita como muito realista e amigável;
Conhece os segredos sobre o outro lado, sabe muito bem o que existe após a linha do horizonte;
Muitos dizem que ela está por perto quando os animais começam a uivar, ou quando estamos sendo acompanhados por olhares atentos de corvos e corujas, sentimos o frio congelante que marca o começo do fim.
Ela não pede passagem, ela é a própria passagem, na maioria das vezes não pede opiniões e nem desculpas;
Já disseram por ai, que ela gosta de sussurrar ao pé do ouvido e não interessa se estão dormindo ou acordados;
Implacável, única e talvez a ultima coisa que queremos vê chegando, com seu véu preto e longo arrastando no chão.
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
Entre o preto e o branco, existe zonas cinzentas.
Explorar esses tons,
pode ser muito interessante.
Quando ocorrer o bonito
o florescer do Araribá-preto
na amada São Paulo amada,
Serei para ti absoluta
dona do seu coração
e de todos os teus desejos,
Haverá a Primavera perene
entre nós do amanhecer
ao anoitecer porque no final
eu sei que vamos viver.
Floresce o Araribá-preto
no majestoso Paraná,
Continua vivo o desejo
de morar no seu abraço,
Cada meu poema diário
tem sido escrito com
o meu coração apaixonado
porque quero viver intensa
contigo o nosso amor devotado.
A canção de amor
do nosso século
tocando no rádio
do teu carro preto.
Você tem pressa
ao quê impulsa
para vir brindar
as plêiades
Vênus e a Lua.
A canção de amor
da nossa história
está nos lábios
do mundo todo.
Você tem pressa
de chegar antes
do Sol poente
que precede
a Lua crescente.
A canção de amor
na voz modulada
aumenta o fluxo
eletromagnético
deste teu desejo.
A vir para festejar
o colorido do céu
de outono no Sul
junto comigo
sempre se encantar.
Não é um filme
em branco e preto,
mas esse filme
eu já conheço.
Não dá para
prever o melhor
colocando mãos
armadas onde
o sentimento
de país nunca
foi cultivado,
é um sinal
de tormento
anunciado.
Na mente lentes
em 3D nas cores
rosa e azul,
não sei se perdi
o meu Norte,
ou se fico
no meu Sul.
Não me contento
com pouco,
meio que tarde
demais querem
distrair o povo
tocando a arte
de fingir que nada
está acontecendo.
O Poema Preto
é para celebrar
o nosso segredo,
Com o meu
amor apaixonado,
Tenho neste poema
junto com os outros
poemas das cores
místicas a devoção
sutil e perfeita
para te pertencer;
Serei perplexidade
extática olhando
nos teus olhos
apreciando
cada sinal teu
de muito prazer
ao me render
e te enternecer.
Quando a atitude
da pessoa te afasta
como o vento
tocando o Ipê-preto,
Encontre a direção
que não conduza
ao afastamento
de si mesmo.
Abracei Ipês-preto
pelo caminho,
Porque amar o meu
lindo país sempre
haverá de ser o destino
que jamais abrirei
mão de viver isso.
O meu Ipê-preto floresceu
no Espírito Santo,
Tu haverá de ser meu
além dos meus Versos Intimistas,
E eu haverei de ser tua
até o final dos nossos dias.
,
Fascinante Ipê-preto
que em São Paulo
floresce e nos meus
Versos Intimistas
com as suas pétalas
poema de amor
e romance escreve:
A minh'alma se atreve.
