Preciso e Gosto de Intensidade
Trilhos
Ao chegarmos na vida não ganhamos muitos detalhes do que nossa trajetória irá nos trazer.
Até hoje não se sabe se nosso destino vem escrito ou se nossas escolhas o define. Gosto de pensar que sempre devemos dizer ao mundo, com todo carinho, nossas verdades mais latentes e que isso atrai o que a realmente queremos (ou achamos, neh?!).
Gosto de pensar que existe sim, um trilho, e por eles nos caminhamos. Ás vezes precisamos dar as mãos para não desequilibrar e em outras largar para passarmos sozinho, pois nem sempre no caminho dois podem passar na mesma hora. E é ai, nessa hora que corre o risco de alguém cair e se machucar. Dói! Ás vezes essa dor (que mal te deixa respirar), passam dias, horas, meses e até anos esperando cicatrizar.
A dor é tão forte que não conseguimos pedir ajuda a quem andava na nossa frente nos trilhos e nem olhar para trás e vê que quem estava a caminho está te estendendo o braço a todo momento.
Sim, existe um grande receio de confiar seu caminhar ao desconhecido, mas ás vezes é bom pensar que esse braço estendido cansa e existem outras pessoas precisando de ajuda. A sua antiga companhia tomou seu rumo, e isso faz parte da vida. As pessoas mudam, Deus não os afastou de você porque eles iriam te fazer mal e sim pelo simples motivo de não ser a pessoa mais adequada para ficar ao teu lado naquele determinado momento. As frequências são diferentes, existe por ai alguém que ainda te procura. (pense nisso).
Os trilhos sempre nos levam para diferentes locais o tempo todo e a primeira pessoa que te deu a mão muito provavelmente não será a mesma que estará contigo no final.
Não, ela não quis te magoar, mas uma hora ela também precisou deixar algo para trás da mesma forma que um dia você deixou. E você sofra somente o necessário por isso, se permita chorar todas as lágrimas possíveis para levar essa dor embora, ao invés de fazer uma pose de quem não está nem ai. A quem você está enganando?! A todos. Mas, principalmente a você mesmo. Ter fotos, festas e afins felizes são ótimos, mas seu coração tem que estar aberto, limpo!Não adianta ser estragado por dentro. Pois quando o amor for nele derramado irá se contaminar e o maior vetor foi você mesmo, foi quem você se tornou. Fria, amarga e com medo de tudo. Refugiando-se no: "Eu sou feliz assim!"
Não se culpe, não a culpe, você veio sozinho ao mundo e sua felicidade não depende de outra pessoa, depende apenas de você. Isso não quer dizer que é o fim e nunca mais você terá alguém. Muito pelo contrário, quer dizer que amenizar a caminhada com alguém que se dispôs a te dar a mão vale mais a pena do que a amargura de chorar por alguém que ainda te quer bem, mas resolveu seguir seu próprio caminho, e esse caminho não é com você. Por isso conforme-se e pratique o amor, liberte a pessoa que você ama para crescer e amadurecer diante do dia a dia, cresça junto. E se no fim for para vocês ficarem juntos, tenha paciência que Deus escreve certo por linhas certas.
Não fique ansioso com aquilo que você ainda não tem. Tudo tem o seu tempo, jogue suas sementes no chão. Cuide e um dia elas irão germinar.
"Emocionalismo tosco é a raiz de todos os males. O amor não segue as emoções, mas as dirige racionalmente para gerar alegria, confiança e esperança no coração da pessoa amada."
Nunca despreze alguém pela aparência. Às vezes, as pessoas são melhores do que você imagina. Não importa se têm algum defeito, afinal, ninguém é perfeito. E quando essa pessoa cansar de ouvir você, será que não será tarde demais para se perguntar: Eu fiz a coisa certa?.
Temos que aprender com nosso passado. Não devemos esquecer. E temos que ser melhores.
(Kimani Maruge)
Um excelente sábado a todos, por favor, reflitam comigo...
Dizem que o tempo é nosso aliado... ele voa, não espera, nos controla, não perdoa, deixa marca, nos envelhece e quando chega a morte... ele desaparece.
O amor verdadeiro não é o que você está procurando,
mais sim aquele que aparece quando você menos o espera e te pega de surpresa!
Sou muito grato,
Ó, Deus, por nascer
Em uma época
A qual não sou privado...
De obter e me enriquecer
De conhecimento.
Muitos dirão que você não é capaz, que nada do que você fizer dará certo. Não escute-as, ouça somente a voz que sai de dentro de você. Alimente o seu desejo, sácia sua sede, construa suas expectativas, sonhe alto, e acredite em tudo isso, pois certamente existirão coisas que essa pessoa jamais poderá fazer tão bem o quanto você faz. A principal delas é acreditar. E quem acredita é afortunado
Nada é impossível e se entregarmos os nossos sonhos nas mãos de Deus ele nos surpreenderá e surpreenderá aos que não acreditaram em nós!
Ciranda
Meu coração andarilho
vagou por tanto caminho.
Tanta curva, tanto trilho,
tanta rota em desalinho.
Tanta luz de pouco brilho,
tanta flor de muito espinho.
Tanto beijo maltrapilho,
tanta cama sem carinho.
Tanta gente ao derredor,
tantas vezes eu tão só
te chamei desesperado.
Até que num belo dia
fez-se a mais louca magia
e eu acordei do seu lado.
Como se medem a grandeza ou a pequenez das criaturas graças aos ideais que possuem, é na ação que se avalia a excelência das suas aspirações, pois que aí, ao operá-las, trazê-las ao mundo objetivo, é que elas experimentam a intensidade dos fornos onde são lançadas antes de se tornarem realidade.
“Na Natureza Selvagem”
Todos os seres humanos são motivados a fazer coisas inusitadas, quase, senão sempre tem que haver um motivo racional. Na história real de Christopher McCandless, protagonista do drama interpretado por Emile Hirsch em “Na Natureza Selvagem”, suas motivações vão além de um livro que o possa influenciar, como por exemplo: “O apanhador no campo de centeio” (1951) de J.D. Salinger que conta a história de um adolescente que ao ser expulso da escola pega o trem para Nova York antes que seus pais fiquem sabendo da notícia; ou do lendário “Pé na estrada” de Jack Kerouac (1951) que influenciou uma juventude inconformada a sair de casa em busca cada qual de um novo significado para a vida da forma que cada um bem entende.
Com Christopher pode-se dizer que foi um pouco diferente, sobretudo no que se refere às motivações que o levaram a ser um “extremista” como ele mesmo se declara. Antes de se lançar em um ambiente inóspito ao homem solitário, sua sabedoria e revolução espiritual estavam bastante avançadas como é mostrada nessa obra cinematográfica que Sean Penn adaptou do livro de Jonh Krakauer que, aliás, leva o mesmo título.
Após concluir seu ensino superior em 1990 aos 21 anos, Christopher doa toda sua poupança (24 mil dólares) para um instituto de caridade. Parte então para uma aventura vivendo à margem desta sociedade de faz de conta considerada civilizada. Pegando caronas ou viajando clandestinamente em trens de carga. Christopher renega todos os “valores” sociais consumistas, abandona a superficialidade da ideia de estar sempre se ocupando em ter cada vez mais movidos pela ganância. Seus valores familiares também não são mais acessados, o pai, a mãe e a irmã nunca mais o viria novamente.
Na medida em que se relaciona com as pessoas em seu caminho sua perspectiva de mundo vai se configurando e, sendo esta uma via de mão dupla, as pessoas também vão se modificando e principalmente revendo seus valores.
Ansioso por liberdade total, desapegado à regras o jovem adota para si outro nome, agora seu nome é Alexander Supertramp (super-andarilho). Apesar de viver sem rumo, sem dinheiro, apenas sua mochila com diários, livros e algumas roupas, vivendo do que se encontra pela frente, Christopher tem um objetivo: chegar ao Alasca e quando lá chegar, viver o mais intensamente possível sendo, ele mesmo, total parte da natureza selvagem.
Portanto, depois de 2 anos se aventurando e indo ao norte dos Estados Unidos, Christopher chega ao Alasca e pretende viver da terra por um tempo. Compra um livro sobre a fauna local para se orientar. Encontra um ônibus abandonado, provavelmente por uma equipe de biólogos pesquisadores, este é o já lendário “Ônibus Mágico”.
A paixão pela vida selvagem caiu como uma luva para justificar sua fuga de uma sociedade que para ele é mais hostil do que viver como mendigo. Em sua mochila, além dos diários, as obras literárias de Jack London, Leon Tolstoy e Henry David Thoreau que carregavam, tiveram grande influência sobre McCandless. Não se tratava de uma nobre missão, apenas de viver sozinho no Alasca, reconfortado com o que a natureza pudesse lhe proporcionar.
Contudo, perto do centésimo dia no ônibus mágico a fome passa a ser latente e cruel. Os desdobramentos dessa história real nos levam a reflexão sobre a condição humana da vida ativa. A ação do homem e o suprimento de suas necessidades de fato mora na relação com outros homens, outros seres humanos ou é possível viver solitário? Finalmente ele próprio conclui sabiamente que “a felicidade só é real se compartilhada”.
Existe prazer nas matas densas
Existe êxtase na costa deserta
Existe convivência sem que haja
Intromissão no mar profundo e
Música em seu ruído
Ao homem não o amo pouco
Porém, muito a natureza...
A fonte será, pois, mais graciosa do que o rio, o desejo mais encantador do que o gozo, e o que se espera mais atraente do que aquilo que se possui?
