Preciso de Distração
Num momento
de distração te
procurei dentro
de mim e não
encontrei...
Foste-se
embora e
deixaste
somente as
lágrimas...
"Procuramos a distração por querer, e vagueando pelo sol intenso e pleno percebemos que o dia também fenece com o entardecer, então procuramos distrair da distração como um dever"
A Mesa Certa
Nem toda mesa é pra você sentar.
Algumas são apenas passagem. Outras, distração.
Mas existe *a mesa certa*
aquela onde sua presença é honra, não obrigação.
A mesa certa é onde você é ouvido, respeitado, e não apenas tolerado.
É onde suas ideias não são cortadas, mas cultivadas.
Onde o pão é dividido, e não contado.
Onde os planos não são apenas seus são de todos, e para todos.
Você não precisa implorar por cadeira na mesa errada.
Você nasceu para construir a sua.
Com valores, fé, trabalho e visão.
A mesa certa tem propósito.
Tem verdade.
E tem você no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas.
Não tenha medo de levantar da mesa errada.
Porque a mesa certa já está sendo preparada.
Me Perdendo em Você
Seu passar na distração
Vem chamar minha atenção
Me perco por inteiro
Sentindo o teu cheiro
Melhor que te olhar
Só a boca para beijar
Difícil te esquecer
Não quero me perder
Como é bom sonhar
Ao teu lado acordar
Seguro sua mão
Feliz eu perco o chão
Olhar você sorrindo
Meu dia fica lindo
Poder te merecer
Só faz amar você
Vem, chega assim
Eu te quero só para mim
Agora, por favor
Me entrega o seu amor
A distração é a arma certa para uma alma vazia.
A distração nos afasta do que realmente importa.
(ver Mateus 6:21)
A felicidade é conquistada nos raros momentos de distração. Os amigos que nos possibilitam tal experiência, estes são conquistados no cotidiano da vida. E quando verdadeiros, são pra vida toda.
Estranho de aparência
Saio à noite e nada vejo, é distração
Preocupado em encontrar o que se foi
Sem saber que não existe continuação
Insistindo na faísca, ela se dispõe
Abro a mente e mergulho em espinhos
Cravados todos em memórias profundas
Saudade não basta para os dias idos
Fica a reflexão do tamanho das lutas
Nenhum lugar é minha casa, nada é
Se até antes eu pegava qualquer onda
Hoje eu decido nadar contra a maré
Eles querem que a gente se esconda!
Ouço as reclamações até dos muros
Inundado em um propósito desigual
Vamos lá, nação, chega de sussurros
Espero bem mais da juventude atual
Olhe para mim, não posso esconder
Está na cara a apatia, consequência
Sem causa aparente, resta permanecer
Assim mesmo, estranho de aparência.
”Tememos a escuridão porque ela nos devolve ao essencial. Sem cenário, sem plateia, sem distração. Apenas o que somos quando ninguém vê.”
Qualquer distração será ignorada nesta nossa ocasião prazerosa, estou imerso na obscuridade desta madrugada, olhando atenciosamente para a tua formosura que agora se destaca com presteza como uma luz sedutora que resplandece nos meus olhos através das tuas curvas, a suavidade das tuas formas, uma beleza precisa, instigante, tua doçura atrevida, intensidade incessante, és uma arte desinibida, mulher cuja natureza é emocionante, uma vitalidade genuína de uma primazia abundante.
"Todo ser humano nasce com todo o potencial capaz de vencer tudo, mas a distração é o meio pelo o qual a maioria nunca alcança o propósito"
O sistema vai entrar em colapso em breve, a distração foi o meio mais fácil e rápido para embebedar a sociedade, que vive presa dentro de uma falsa realidade.
DISTRAÇÃO
Como um vaso raro
A vida eu encaro
E pouco a pouco
Não raro
Perco-me
E distraio-me
Olhando o mundo.
Assim iludo-me
Com a projeção da alegria
Bebo em goles fartos
O vinho da fantasia
Então esqueço-me
Por um segundo
Que nada do que temos é nosso
E que nada posso alterar
Neste mar profundo.
A distração não é perene
Basta olhar em volta
O caos em movimento
Produzindo morte
Revolta e desalento
Impossível suportar o verbo
Cortando o ar
Ceifando a vida
Roubando a sorte
Dos inocentes
Que Esperam sempre o dia seguinte
Pobres ouvintes passivos
Da palavra esperança
De que o amanhã
Trará a realização do sonho
Do homem adulto
E da criança.
A distração fácil não me atrai. Quanto mais desço, mais fundo cavo.
Vivo sob o risco de afundar. E aceito. Porque viver na superfície me parece uma espécie de morte lenta, embalada em risos automáticos e telas que piscam. O que me move é o mergulho — na contramão do tempo, contra a leveza tóxica que nos vendem como liberdade.
No contexto da arte, isso é quase um crime. Tudo nos empurra para o raso. Para o vendável. Para o que se compreende em dez segundos. Mas eu não quero ser entendido tão rápido. Nem quero criar o que consola. Quero o que inquieta, o que fere, o que obriga a parar.
A arte, quando é verdadeira, nos obriga a cavar. Tira o chão. Desloca. E é nesse deslocamento que penso, que existo. Filosofia, pra mim, não é sistema, é vertigem. É quando a pergunta fica maior que qualquer resposta possível. E eu sigo, mesmo assim.
Por isso escolho o abismo. O fundo. O lugar onde o olhar do outro se perde, mas onde talvez haja verdade. Porque há mais vida num gesto sincero do que em mil performances vazias. Há mais beleza no silêncio de quem sente do que no discurso de quem apenas representa.
Não quero distração. Quero escuta. Quero confronto. Quero o risco de não ser compreendido. Porque só quem desce até o fundo pode voltar com algo que vale a pena.
Não perca tanto tempo pensando no seu peso. Não há distração mais tediosa, idiota e autodestrutiva do prazer de viver.
