Praia
Hoje eu fui até a praia,
Catar conchas para você,
Ninguém precisa saber,
O mar gentil bramia,
Mansa a tarde caía,
O sol se recolhia,
Por detrás das dunas,
Ideias leves como plumas,
Repletas de beijos de luz,
A sereia e as ternuras,
Endereçadas à você,
Recolhendo conchas,
Para outra vez te ver,
Deixei a praia me dominar,
Guardei as conchas no corpo,
Mergulhei em mim e no mar.
O amor é um oceano,
Temos que desvendar,
Todos devem sonhar,
E ter alguém para amar.
Quase devolvida ao mar,
Resolvi regressar,
Para te rever, e nos resgatar;
E nunca mais olvidar...,
Iniciei a oração,
O céu se abriu admirado,
Com tanta devoção,
Em tom lavanda e com nuvens róseas,
Ele floriu como um jardim de rosas,
Repletas de místicas flóreas,
Um celestial jardim de rosas místicas,
- suspensas em pleno ar
Numa explosão de beleza sem igual,
Ouvi um concerto angelical,
Surgiu um arco-íris dando um sinal,
Que o nosso amor jamais terá final.
Até uma pétala vira mar
Com o tamanho do amor,
Nem na Praia de Tambaú
Navega-se sozinho...
Dá para ver lá da vista
Do Picãozinho,
Quando se trata de amor
Não se deve amar sozinho.
O vento abanando a minha
saia de renda,
Nasci prenda com alma de
Paraíba,
Carinhosa e arretada
Como uma boa nordestina,
Sou o Rio São Francisco
Se encontrando com o mar.
Água de coco, água de beber,
Assim é o nosso querer;
Não vamos nos perder,
Águas de cheiro a se reencontrar,
O amor sempre irá se renovar,
Nos vejo lá da vista do Picãozinho
Esperando o sol raiar...
Você foi dançar
com os seus amigos
o Coco de Praia,
a mulherada não
ficou sossegada,
e de surpresa
juntas resolvemos
para que o coração
de cada um não
se distraia mudar
a nossa direção,
sarandear as saias
e dançar o Coco do Sertão.
Sempre vejo o vulto
da Joaquina chorosa
a caminhar pela praia,
Vou pedir à ela para
não ter o mesmo destino,
E se eu tiver nunca vou
esquecer que sou poetisa
para secar as lágrimas com
as minhas letras todo dia.
Um Capapari
iluminado pela Lua
no canal do rio
próximo a praia,
Um doce desafio
sob o testemunho
das estrelas:
(Lançar poemas
para quem sabe se
o teu amor capturo),
E nas tuas mãos
talvez vire Iara
e nas minhas quem sabe
tu se entregará em disparada.
Beija-flor-da-praia
poesia agitada
com sua sublimes asas,
Eu estou apaixonada,
Diz para ele que
desejo ser por amada.
No canto do Sabiá-da-praia
tenho o primeiro solfejo
da trégua tão desejada,
é preciso superar qualquer
mágoa, pensar na terra
adorada e abraçar
com afeto profundo toda
a possibilidade de viver
com paz e felicidade.
Batateira da Praia
Poesia e inspiração
espalhada tais como
a Batateira da Praia
florescida pela duna
Faça Sol ou faça chuva
você também na vida
há de se permitir sem
se preocupar se
falarem que é loucura.
Butiás-da-praia maduros
para colher são beijos
para a alma e o paladar,
Vou fazer um doce
que você vai amar.
Flamingo na beira da praia
enfeitando o nosso olhar,
Você tem tudo de oceano
que eu quero me inundar.
Cada movimento seu diurno
ou noturno sempre agradeço
só ao Senhor do destino para quem
sabe receber o amor que merecido.
Porque a sua linda existência
sempre pedi ao Bom Deus,
e distante dela nunca me perdi.
Por isso sempre em várias
amorosas cenas nos recrio,
porque sei que o amor está escrito.
Uma árvore antiga
em um paraíso
perdido no destino,
Aurora vespertina
encontrando
a praia do rio
Amora sereníssima
na boca amando
enquanto o tempo
a distraía com
inspirações mil
para os seus lindos
Versos Intimistas
para seus enredos e poesias.
Entrego na tua mão
para que você entenda
o Chimarrão da Praia
para que compreenda
que tu é gente brasileira,
latino-americana
e de herança gauchesca,
para que ninguém
fique enchendo a tua cabeça.
Boi paranista
O meu Boi paranista,
é Boi de Mamão,
Ele dança na praia
com toda a vibração,
Ele dança no pasto
e não para nunca não;
Ele é o meu querido
que deixa sempre
o coração apaixonado,
Não existe boi no mundo
que seja mais amado.
Um Mate especial
para a gente tomar
o Chimarrão da Praia
quando a gente se encontrar
para que do amor nada distraia.
A Ilha Feia não tem praia
e não deixa de ser menos
bela por ser coberta
de Mata Atlântica plena
Não tens a metade dela
e julga o próximo segundo
a sua própria imaginação
em nome da destruição
Ser como a ilha é ambição
daquele que tem a ciência
de eleger a rota de renovação
Por isso opto ir de acordo
com a minha intuição
e para alguns casos a silenciação.
Liberar a nossa determinação
nas correntes até a Praia de Itaguaçu,
Deixar os impulsos do coração
navegáveis em São Francisco do Sul.
Colocar os nossos pés em terra
firme e não nos dar nenhum limite,
Voltar amar de novo mesmo
que nos digam que é impossível.
De última em última dança
o voto, o romance e a chama,
como quem flerta pela primeira vez.
E assim deixar que o brilho
do nosso olhar não se apague
para que tudo em nós seja novidade.
Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco
Mãe Terra
Eu estava andando na praia, num dia de inverno...
Olhando para baixo
eu vi a onda levar uma pena à areia.
Era uma pena de gaivota manchada de óleo
Eu a peguei...
E senti a pena escura e lisa com os meus dedos.
Fiquei pensando....Se o pássaro havia sobrevivido.
Será que estava tudo bem lá?
Eu sabia que não.
Fiquei triste ao pensar sobre como tratamos mal nossa casa.
A Terra que todos nós dividimos
não é apenas uma pedra flutuante no espaço...
Mas...Um ser vivo!
Ela se importa com a gente.
E merece nossa importância de volta.
Temos tratado a mãe Terra
do mesmo jeito, que algumas pessoas tratam
um apartamento de aluguel.
Apenas o jogam no lixo, e se mudam.
Mas...não há lugar para se mudar agora.
Nós trouxemos nosso lixo, nossas guerras e nosso racismo
para todas as partes do mundo.
Precisamos começar a limpá-la.
E isto significa limpar nossos corações
e nossas mentes primeiro.
Porque eles nos levam a envenenar nosso querido planeta.
Quanto mais cedo mudarmos,
Mais fácil será sentirmos o amor pela Mãe Terra,
E o amor que ela livremente nos dá.
