Povo
Os brasileiros formam um povo sofrido e cansado, resignado, mas que continua sonhando e batalhando em busca de uma vida melhor.
Ele só entra na favela porque está sob a proteção do crime organizado.
No meio do povo, não anda — afinal, não foi eleito por ele.
Ao conhecer as Escrituras o povo saberá os motivos de seus sofrimentos, quando poderia desfrutar de total felicidade se obedecesse a Deus em primeiro lugar.
Terremotos existem e enterram milhares
ao mesmo instante; nada disso aconteceria
se o povo confiasse, obedecesse e buscasse
a comunhão, a adoração e a proteção divinas, fazendo antes o que Deus quer.
“Sapé, terra onde a coragem nasceu do campo, a poesia brotou da dor e o povo aprendeu a transformar luta em história.”
Uma frase falaciosa: “o povo unido jamais será vencido”. Quem disse que o povo precisa ser vencido se somente enganar é o suficiente?
Se o povo brasileiro cobrasse dos governantes com a mesma intensidade com que cobra dos jogadores de futebol, seguramente seríamos um país de primeiro mundo.
O futuro de um povo, depende também em grande forma, da cultura e qualidade das músicas que existem e se produzem sobre eles.
Os gregos perceberam desde o princípio e o Governo sabe usar disso muito bem (pão e circo).
Um mal governo, valerá de usar esse saber contra o povo, em favor de sí mesmos. E então, aí saberás diferenciar dignamente a qualidade de quem te governa!
Seja sábio, eduque sua família e sua mente com qualidade cultural e, principalmente, boas músicas.
Os efeitos e repercussões valerão por gerações infinitas, sem precedentes.
O povo se curvou e orou fervorosamente ao deus de néon que eles criaram, ignorando a verdadeira visão da escuridão.
Vamos brincar de natureza e liberdade
Vamos brincar de floresta e ancestrais
Vamos viver como povos da terra, com respeito
Vamos brincar de conexão com a natureza
Vamos imaginar a vida em harmonia com a floresta
Vamos brincar de tribo, com respeito às raízes
“Vamos brincar de floresta,
não de estereótipos.
Descalços na terra,
com respeito aos que vieram antes,
aprendendo com o vento,
sem ferir a memória de ninguém.”
Helaine machado
Não É Voto, É Sobrevivência
Democracia… dizem.
Mas nas urnas, o povo vira número,
e nas mesas de poder,
vira moeda — trocada no escuro.
Eleição não é festa,
é leilão disfarçado de escolha,
promessas sobem no palco…
e caem antes de sair da folha.
Quem paga essa conta?
O mesmo de sempre — o invisível,
o pobre que vota com fome
e depois segue sem o mínimo possível.
Eles negociam futuro
como quem divide um prêmio,
enquanto nas ruas o povo
divide o pouco… e o silêncio.
Isso não é disputa — é ferida aberta,
não é política — é abandono organizado,
porque enquanto uns brigam por cargos…
outros brigam pra não morrer calados.
Helaine machado
O povo… ah, o povo.
Cansado, ferido, distraído
entre promessas, novelas e sobrevivência.
Um país onde a corrupção
já nem se esconde mais nas sombras;
ela sorri diante das câmeras
enquanto o trabalhador conta moedas no fim do mês.
Não entendo essa democracia
em que os rombos são anunciados em voz alta
e, ainda assim,
muitos seguem aplaudindo os próprios algozes.
Trocam indignação por espetáculo,
consciência por conveniência,
e o futuro vira refém
de discursos embalados em bandeiras.
Enquanto isso,
os mesmos colocados no poder
esfregam na cara da população
a indiferença, o descaso, o abandono.
E nós?
Seguimos divididos,
gritando lados, defendendo nomes,
quando talvez devêssemos defender pessoas.
Porque um país não se destrói apenas pela corrupção dos poderosos…
mas também pelo silêncio
de quem se acostumou a sobreviver dentro dela.
— Helaine Machado
