Povo
Um povo que é capaz de dizer tudo, torna-se capaz de fazer tudo.
Primeira lição básica de política: governos não dão nada ao povo. Quem sustenta o Estado é o trabalhador; não o contrário.
Deus tem um contrato firmado com o seu povo, contrato esse que tem o objetivo de levar o homem à dependência exclusiva de Deus. Quando deixamo-nos ser conduzidos mediante a graça, sua vontade, sua soberania se tornam manifestas em nós transformando-nos em agentes transmissores de Sua vida às pessoas.
Livro: Servir, o maior dos desafios
Querem nos exterminar assim como tentaram com o povo Judeu.
Para muitos se pudessem nós indígenas não existiríamos.
O povo Judeu é considerado uma nação pequena e sofre preconceito até hoje.
A Tribo dos Judeus ao longo das décadas e gerações, se impõem e lutam por seus direitos,
Pergunto eu: porque nós indígenas deveríamos abrir mão dos nossos direitos?
Um povo que não respeita seu passado, se envergonha de sua descendência, não se orgulha de suas raízes e não valoriza sua ancestralidade,
extingue sua própria voz e sua individualidade, eu valorizo a cultura do meu povo indígena e me orgulho de sua história.
Exploram nossa imagem, exploram nosso nome, exploram nossa história, exploram nosso povo, dizem que não somos índios, nos chamam de supostos índios, essa é a função da maioria do Agronegócio, dos garimpeiros, Criaram o movimento invasão zero, frente parlamentar invasão Zero para tentar nos extinguir de uma vez. Mataram covardemente minha irmã Nega Pataxó, feriram a mim e Cacique Aritanan com feridas de morte, balearam e espancaram vários de nosso povo e estão impunes andando por aí.
A ignorância de um povo, no sentido do desconhecimento, além de uma benção, é uma ferramenta muito valorizada pelos espertos, em especial, os políticos, por melhor pavimentar a estrada de sucesso destes oportunistas
Senhor, que a fé do teu povo os levem a lugares altos; que os façam conhecer tuas maravilhas; que os façam receber tuas promessas. Senhor, abençoe tuas testemunhas; torne-os ricos em obras; herdeiros da paz; canal de bençãos. Amém.
Aquele que tem sangue real não se esconde atrás de seu povo, mas é o primeiro a erguer a espada na linha de frente da batalha.
As pessoas levantam bandeiras em nome da democracia, mas a verdadeira transformação do povo ocorre quando as pessoas aprendem a pensar por si mesmas, em vez de permitirem ser conduzidas por discursos de homens torpes que não servem ao bem comum.
Povo altivo e guerreiro se espalhou pelo mundo inteiro, afinal ele é nordeste, não é só cabra da peste, representa o espírito de luta pela justiça e igualdade que alavancaram a Pátria amada Amada Brasil.
Peça licença e reflita seja respeitoso(a):
Peço a bença lembre do canto em oração , o povo faz silêncio , não desrespeite o silêncio de oração usando a fala!!!
Em alguns momentos use o senso , note q nem sempre obtemos resposta , não haja na impaciência , respeite aquele momento e as pessoas não lhe cabe julgar e agir na emoção não!!!
Toda ação tem reação de causa e efeito , sempre entoee e vibre o bem( faça , prece,reze, ore, cante...)
Vibre positivo seja positivo assim atraindo pra si você se renova em constante abundância a luz e amor te emana infinitamente...
🌿Sua bença portal da ciência e sabedoria 🙏 mojuba ancestral🦉 🌿
A Expectativa Humana pode impedir o Milagre que tanto esperamos...
Para o povo, o Mar vermelho era o Fim, pra Moisés era o Acesso!
Pra maioria, Golias era uma ameaça, pra Davi era um passaporte de entrada no Reino!
Creia sem medo!!!
O povo é tratado de modo tão excludente, que nem aí consegue morar. Brasília não tem pobreza minha gente! Mas tem é muito tapete para estocar sujeira...
TODAS AS FORMAS DA ESCRAVIDÃO
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Desde que somos país, já estava aqui este povo,
contraparte de sua carne, de sua alma e seus valores.
O último deles aqui chegou – proibido, em contrabando.
As correntes – do mar e ferro – trouxeram-no quase ao fim
da forma antiga da escravidão.
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Talvez fosse mulher, talvez homem...
Vou supor seu retrato: porém, jamais revelado;
vou pensar o seu corpo: ferido-acorrentado.
Para nome, darei Maria,
para não dizer que é João.
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Vocês queriam canções: doce-brancas como açúcar...
Mas, do oceano que lambe as praias, eu só quero falar destas gentes:
dos males que lhes fizeram, do pouco que lhes demos, do tanto
que lhes devemos
(vou me ater, no entanto, a Maria – aos seus filhos e pentanetos
Vou lhes seguir cada passo, geração a geração).
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Deste povo, “Todas e Todos”,
todos nós temos um pouco.
Levante a primeira gota quem souber ou achar que não,
e depois disso se cale, ou se vá para a Grande Casa,
se não se sentir como irmão.
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Primeiro nasceu Pedro, já depois da Abolição.
Filho enfim liberto de Maria, quase ficou famoso
por ser primo do já célebre Operário em Construção.
Mas não encontrou trabalho,
e, por isso, roubou um pão.
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Foi linchado em via pública
por gente de bom coração,
e isso na mesma época, em que num país mais ao norte
– entoando canções patriotas – matava-se à contramão.
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Pedro, coitado, nascera
na Era dos Linchamentos.
Já longe, entregue ao rio dos tempos,
ia-se a Era Primeira – a da velha Escravidão.
Ao norte, matava-se à farta – aqui, por um pouco de pão.
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Mas então nasceu Jorge – de uma nova geração.
Chamaram-lhe para uma guerra, para defender o país
dos tais fascistas que nos queriam impor outra escravidão.
Como neto tão direto de Maria, não lhe deram qualquer patente,
mas lhe atribuíram missão: deveria buscar minas (quando fosse a folga
de ser bucha de canhão).
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Em um passo em falso, pisou na morte!
Não teve sequer a sorte – o bravo soldado forte –
de merecer uma Missa Breve, ou de ganhar um monumento
(“É um pracinha desconhecido, de fato, mas não é da cor que queremos;
o mármore que temos é branco, passemos a honra ao próximo:
eis aqui a solução”).
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Iam-se os tempos da Escravidão,
fora-se a Era dos Linchamentos,
acabara (de acabar) a Idade da Desrazão.
Abria-se novo momento: A Era-Segregação!
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Datam de então as Favelas
tão próprias para todos; mas especialmente talhadas
para os bisnetos de Maria.
E ali, no calor de um dia,
nascia o nosso João:
finalmente um João!
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Pouco sabemos dele
por falta de documentos.
Dizem que morreu das meninges
no mais duro chumbo dos anos tristes,
na época em que a doença – proibida nos jornais –
aceitava a segregação.
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Só sabemos que foi pai
do Trineto herdeiro de Maria.
Este, por falta de qualquer emprego,
e por vergonha de pedir esmola,
tornou-se um bom ladrão.
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Roubava dos ricos para dar a pobres,
ainda que nem precisasse tanto:
seu destino já fora traçado,
indiferente à profissão,
nesta Era da Prisão.
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Também ele deixou filho
– o brilhante e sábio Tetraneto de Maria –.
A vida deste bateu na trave: quase recebeu a cota!
Mas então soube que já chegava
a Era da Assombração.
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[BARROS, José D'Assunção. publicado na revista Ensaios, 2024].
