Povo
Aqui estou eu de novo, mais não tão só. Comigo está meu povo solitário, otários, todos mais jovens e mais mortos. Quem nos mata? Os pensamentos que em mim, em ti nos causa. Quem causa? Pergunte a si mesmo, quem te causa pensamentos? Saia de casa e pense no que deve comprar? Por que deve comprar? Por que chorar? O que hoje te faz chorar? O que te faz pensar o suficiente para fazer você se perder em si mesmo. Não pense de mais, seus pensamentos sempre vão te machucar e vão fazer você esquecer de como respirar. 1, 2, 3, RESPIRE
A POLÍTICA É UM RIO, O POVO AS MARGENS!
Ao contemplar o movimento das águas do rio, sou subitamente arremessado a pensar na sociedade e nas suas relações de apatia ou empatia com a política. O mesmo pensamento se esbarra com as possibilidades reais de enfrenta os obstáculos do rio e a comodidade da margem. Então, me envolvo numa intricada questão: entrar ou não no rio? Se não entro, posso ficar nas margens a contemplar a beleza das árvores que o cercam, degustar seus frutos e sentir o aroma das fragrâncias das flores que dão vida e alegria ao rio. Posso me encantar e me deixar ser enfeitiçado pelos divinos cantos dos pássaros que povoam as árvores daquela margem fértil e produtiva. Nas margens, eu posso contemplar, admirar, aplaudir, criticar, sorrir ou chorar. Nas margens sou servido, às vezes é muito cômodo permanecer lá. Mas, o rio me atrai, me chama, me seduz, sinto-me parte dele, somos um. No rio as águas vão e ficam ao mesmo tempo. Esse mistério confunde meus pensamentos. A vida política é um rio, suas águas rolam constantemente, mas não se isenta das sujeiras que polui e danifica tanto as margens quanto o rio. Uns entram nesse rio para dele se servir, outros para servir a ele. Uns tentam limpar as sujeiras no seu interior, outros além de não limpar acrescentam outro tanto. Mas, tanto um como o outro, seja qual for sua motivação, entraram no rio e estão fazendo algo, um para piorar e outro para melhorar. A sujeira aumenta proporcionalmente ao número de pessoas que preferem ficar nas margens. A beleza que enfeita as margens, moradas de muitos, depende diretamente do rio, ou melhor, o rio e as margens estão intrinsecamente ligados. Se o rio está poluído, as margens sofrerão o impacto diretamente; se as margens forem muito exploradas, o rio sofrerá os reflexos. Então, não dá para se isentar das responsabilidades, se ativo ou passivo, ou seja, no rio ou nas margens, tenho igual responsabilidade. Se o rio ficar muito poluído todos saem perdendo e a vida tanto nas margens quanto no rio fica difícil. Precisamos de pessoas corajosas e conscientes para arregaçar as mangas e trabalhar para conservar o rio e as margens, porque ele é a vida que todos precisamos. As mesmas águas dão vida tanto ao rio quanto as margens, portanto, rio e margem precisam ser conscientemente conservados para o bem da vida.
Quem sustenta esses homens que se intitulam pastor nas suas riquezas! são o povo que ouvem suas fábulas e mentiras contadas por eles, distorcendo o verdadeiro evangelho.
Eu acredito no Brasil, na força do seu povo e no poder de superação de uma terra abençoada por Deus.
Você não pode liderar o povo se não amar o povo. Você não pode salvar o povo se não servir ao povo.
O problema maior sobre a política não é o povo não saber o que está acontecendo, mas o de ter certeza que sabe tudo, mesmo sabendo de quase nada.
O pouso da Asa Branca
O sertão de asas cortadas.
Tempos, eras, jornadas.
Povo que não desisti.
O plantio que existe.
A seara do Senhor.
Sertão da aquarela.
A mulher humilde bela.
O homem sonhador.
A seca colocou sabor de prantos em nossos lábios.
Água que nos sustentou.
É verdade que as pálpebras sangram.
O coração, uma Bahia que a água desaguou.
Lá pro Norte.
Cheiro de capim forte.
Não morre.
A essência do homem vibrador.
Mesmo na escassez, creiamos, a asa branca foi, voltou.
Aliás ela nunca fugiu.
As asas sempre abriu.
No coração do Brasil.
Ela pousou.
Nos flancos da dor.
Do deserto.
Do homem inquieto.
Da mulher sedenta de esperança.
Vem avança.
Chamamos as asas do amor.
Chuva, Sol, Vento, a tua força, tua energia.
Vigor do céu.
Que vence as ondas turbulentas.
Toda manifestação violenta.
Que tenta colocar o véu.
Asa branca.
Voe em todas as pastagens.
Nas florestas de Asfaltos.
Gira veloz como Falcão.
Águias, muito mais que a imaginação.
Oh Asa Branca, tua chama, tua inspiração.
Apesar do pranto gratidão.
A Baía, asas de expansão.
Veja o Nordeste.
Nas tuas asas, nosso coração.
Brasil, teu sopro, vigorando as asas, da esperança, seara, rio do Sul e Norte, suspira como toda região.
Vida, pouso da Asa Branca, como uma constelação.
Giovane Silva Santos
Mortes de todos os dias
quando dá vontade no povo,
cá eu de novo
sedução...
é certo,
penso muito de mim...
certa vez,
tentei me matar
mas a morte,
era todo dia
Pai...
a morte era meu jeito de amar...
a dor,
não era o frio
a dor,
era a poesia
era todo dia
a dor era a verdade...
a dor era a sobriedade,
era o egoísmo...
era o tratamento,
do pai ao filho
a dor era a Intenção...
E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
Um povo sem educação nem instrução é manipulável, pois, jamais indagará acerca de democracia, despesas públicas, educação, erário público, fraternidade, igualdade, justiça social, liberdade, prestação de contas, progresso, saúde, segurança, separação de poderes, transparência, tolerância e tantos outros fenómenos sociais e mundiais.
A democracia tem um super poder. Em uma eleição direta, o povo tem total condições de renovar, recuperar ou afundar o seu país basta ser a maioria na escolha dos seus governantes. Em uma ditadura, só resta ao povo ser um cordeiro resiliente diante da falta de liberdade de expressão ou um permanente alvo de extermínio no caso de discordar do regime
A nossa fonte de luz
que alimenta nosso povo
vem da colheita de Jesus
e pode misturar com ovo
com qualquer coisa seduz
e melhor do que cuscuz
só se for cuscuz de novo.
Que logo o dia amanheça recriando a luz do sol, restabelecendo a esperança e dias de paz ao povo ucraniano; brevemente infinita benção do recomeço (Nelson Locatelli, escritor)
A teologia ortodoxa é defendida por aqueles que querem enganar os que querem ser enganados. Um povo cheio de crendices garante aos vigaristas de plantão um mercado sempre em alta.
O grande mistério
Povo refém ou conivente.
Eu mesmo não assinei.
Se tem algo que prove, que aprovei.
Certamente, bloquearam minha mente.
Quem comanda, demanda.
As câmeras ocultas por trás do dia e da noite.
Atrás das televisões, celulares, computadores, internet, banda, larga banda.
Chicotada na privacidade, liberdade açoite.
É Brasil, brasileiros.
São as corjas de estrangeiros.
Seria um complô entre ambos, capitalismo, dinheiro.
Psicotronia, vozes surreais, vozes nas mentes.
Leitura das sinapses, stalkiando costas e frentes.
Nossos olhos, são lentes quânticas.
Transmitem informações em tempos reais.
Afinal, quem responde, os jogos atificiais.
Escravos, um jogo de poder, comprar e vender.
Quanto vale cada alma.
Isso é tudo balela, não tem nada a ver.
Seria uma gama de medo.
Todos acuados, ninguém paga pra ver.
Eu vou ser sincero.
Minha mente ferveu.
Cobaia, usado e explorado, assim sucedeu.
Apresento então ao meu Deus.
Justiça sim, povo refém sim
Deixa o caldeirão ferver.
Se aquece a mente de uma gente, como máquina.
Depressão, pânico, fábrica adaptada.
Que o sobrenatural revele e relata.
Que esse mecanismo que acusa e mata.
Um nó do homem que Deus desata.
Giovane Silva Santos
