Pouco
Em nossas vidas, a tendência das coisas darem erradas é sempre constante, exceto para pouco sortudos por aí, o importante é darmos graças para as coisas boas que acontecem, mesmo que em algumas situações, na vida de muitos, estas coisas demorem a acontecer e sejam menores,
A vida não é um roteiro pré definido, mas um livro a ser escrito!
Trabalhar muito ou pouco, é relativo, várias questões devem ser analisadas, a competência, postura em quer realmente alcançar algum objetivo, financeiro, de assencao profissional, devendo também levar em conta as oportunidades, que também são relativas ao grau de empenho aplicado.
Enfim, depende de muitas coisas para se ter o tal equilíbrio, a vida é uma eterna corda bamba, dependendo do lado que pende, o tombo pode ser pior.
Daqui a pouco 50.
Está próximo a data em que farei cinqüenta anos, como dizia o cara que caiu do décimo andar, ao passar pelo quinto, ouviram ele falar:
-Até aqui tudo bem!
É assim que me sinto, uma descida vertiginosa onde olhar para traz às vezes acalma esta caminhada frenética, rumo ao desconhecido.
Tenho feito coisas para tentar viver da melhor maneira com meus amigos, família e a comunidade que me cerca de um modo geral.
As afinidades às vezes conturbadas, por interesses e anseios divergentes aos meus, antes eu era manso, hoje já com a paciência prejudicada por ter nestes anos todos engolindo os sapos.
De um modo geral tenho tirado de letra as situações inusitadas, que requer muita paciência, como já estou calejado, não me afeta tanto como antes.
Tenho muitas coisas boas para aproveitar, tenho esta consciência, seria tolo se falasse que nem tudo anda bem, todos nós temos os altos e baixos, só que nos cinqüenta dá para avaliar melhor o que realmente vale a pena.
De agora para frente, serei realmente o que eu criei na minha vida, tenho referências boas, aliadas ao caráter que construí, assim como exemplos que realmente não devo seguir.
O que eu quero deixar daqui para frente de exemplo para quem me conhece, é que não sou nada sem as pessoas que eu gosto e que gostam de mim, todos temos nossos problemas, nossas dificuldades de relacionamento e entendimento, todos nós temos defeitos e virtudes, que eu entendo que para medir as pessoas, sua atitudes, é sem sombra de dúvidas, olhar no espelho e ver se realmente o meu reflexo condiz com aquilo que eu procuro nestas pessoas.
Cinqüenta anos passaram voando, até aqui voei meio descontrolado, daqui para frente, acho que tenho o direito de puxar o freio e colocar a vida no piloto automático.
Aquele que reparte no pouco, seu coração jamais mudará, permanecerá o mesmo quando estiver no muito.
Os relacionamentos de hoje em dia duram pouco, porque nem todos estão preparados para viver um relacionamento puro, íntegro, sustentável e recíproco.
Não se importe com o julgamento de algumas pessoas, pessoas essas que não conhecem nem um pouco da sua história, de sua trajetória. Onde elas estavam quando você precisou de ajuda para vencer os obstáculos rigorosos da vida? Não perca seu tempo tentando provar algo para alguém que não acompanhou o seu processo.
São apenas pessoas frustradas que não venceram na vida, se fazendo de juízes.
Continue firme em seu propósito.
Tem gente que daria tudo para ter o que você tem, talvez o seu pouco seja o muito para alguém, valorize e agradeça sempre.
A VIDA DO TOLO
Um pouco dormindo,
um pouco sonhando,
um pouco refletindo no que já pensou.
Assim segue a vida do tolo,
que num instante vindouro,
ao despertar de teu sonho,
a vida passou.
Me entender não é fácil, falo pouco, mas falo o idioma do meu mundo, se eu disser (A) não precisam escrever (Z), basta soletrar, as metáforas não são tão importantes quando me conhecer é o bastante, saber minha história e trajetória, minhas teorias só servem para mim e de forma alguma quero que vivam o que eu penso, nem que vivam o que eu vivo, mas tirar o melhor do que escrevo pois isso sim faço para todos.
Em certos ambientes de trabalho é assim.
Quem trabalha muito erra muito.
Quem trabalha pouco erra pouco.
Quem não trabalha não erra, e quem não erra é promovido.
Gosto das noites frias. O frio pede o calor e a noite pede um pouco de luz. homem e mulher, um sorriso me seduz.
Somos acostumados a contemplar a beleza do universo e apesar de entendermos pouco sobre ele basta a noite chegar para vir com ela o nosso fascínio pelas estrelas a brilhar e pela lua a nos iluminar. Aos que acreditam na existência dos deuses resta tentar imaginar se somos feito a sua própria semelhança. Neste caso, acredito que o brilhar de uma estrela nada mais é do que elas registrando com seus flashes a imagem de nossa existência.
Ao assumimos por ofício a arte de cuidar do próximo, precisamos usar com sabedoria um pouco de razão e um pouco de paixão. Esta para nos compadecer da dor do próximo e aquela para ajudarmos na medida certa.
Esqueceram-se a chave,
mas pouco me importo
eu não quero que entrem.
Esqueceram-se a chave,
mas para quem eu a dei?
já não me lembre.
Não, eu não a dei,
pois a tomaram, por fim gostei;
Antes que tivessem levado.
Não, não esqueceram a chave,
pois aquela que vós abri;
Já faz morada por dentro.
CULPA
Restaram as cicatrizes,
Que por alguns cortes
Parecerem tristes,
E por tão pouco fatais...
Já não mim atinjo mais.
E sobre tudo; Hoje eu entendo.
Que por escolhas
Não tiveram senso.
Mostram-me o melhor
Que tenho por dentro!
Dhenniffer
Breve passagem,
Como tudo que é bom,
Durou pouco;
Sendo que o ótimo,
Dura menos ainda.
Extrapolava
Em consoantes,
Aprovada com louvor,
Infinita, num instante.
Ali, um pouco após a ponte,
Vi germinar um monte,
De Girassóis no Monte.
Ali, para onde o peito aponte,
Deixarei jorrar a fonte,
Da vitalidade donde vim.
Identicamente pouco parecidos,
Distorcidos em imagem e semelhança,
Capturo imitações sem compromisso,
Em seu uso um desuso me alcança.
Úmida e insecável era aquela rua, um pouco depois daqueles limites o sol reinava, mas ali não, não ali. Aliás, o cheiro de mofo exalado pelas alvenarias e madeiramentos depreciados, marcava característica e peculiarmente aquele beco, com o esverdeado e vívido musgo que saltava por entre os seixos que assentavam a calçada; um catingueiro interminável forrava os jardins dos casebres que se pareciam mais com caixotes de verdura do que com habitações.
