Pouco
“Desfaço, pouco a pouco, os grilhões da vaidade e caminho descalço entre as sendas das ideias e os templos dos ideais.”
Quero ser um pouco mais feliz
Sair e me divertir
Comer um prato legal
Assistir ao show de um artista que eu goste
Voltar à sonhar e fazer planos
Poder executar os planos
Realizar os sonhos
Trabalhar com o que quero
Me sentir viva e bonita de novo
Recuperar o corpo que era meu
O sorriso que era meu
Olhar a noite de perto
O mar de perto
Uma cachoeira de perto
Quero descer da torre
Quero escorregar da cama
Quero subir em um patinete
Sentir o ar que falta no meu peito
O vento que bagunça o cabelo
Respirar de novo
Sentir de novo
Namorar de novo
Ter tempo pro fútil
Me mover sem estratégia
Não contar os lances de escada
Poder ir e vir no automático
Subir no automático
Descer sem ensaio
Acender mais velas
Rezar menos vezes
Dançar uma música
Abraçar os meus gatos
Assumir o meu quarto
Amar os cachorros
Plantar uma árvore
Cuidar dessa árvore
Escolher um boi
Entrar numa gruta
Fazer uma trilha
Que eu nunca queria
Beber alguns chás
Pisar na floresta
Navegar sobre um rio
Recuperar a saúde
Retomar…
Tainá Wolff Bomtempo
É impressionante como existem pessoas que se contentam com muito pouco. Têm todo o oceano pela frente, mas mesmo assim preferem passar a vida toda brincando na beira do mar, ali na areia da praia...
Quando pouco amor a Ti foi dado, pensou que nunca mais amaria outra pessoa ou seria amada. Mas, com o tempo, já se curando de toda a sua dor, você me mostrou todos os monstros que te arranhou e te feriu, deixando-me ver todo aquele Campo Florido que você construiu com tanto esforço e delicadeza. Eu te mostrei que, com o meu amor, poderia polinizar toda aquela vegetação para que tudo desse bons frutos.
~Safira souza
Quando morre o apego
Que pouco nos tem falado,
Nasce um novo sentimento
Sem amarras, e alado.
É a centelha da liberdade
A verdadeira riqueza
Um despertar de verdade
Um "choque" da natureza.
Um universo novo se mostra
Sem angústia, sem pressão...
O que te oprimia e cobrava
Não fala mais, ao coração.
Morreu tarde, o apego...
Não deixou nenhuma saudade
Pois onde foi sepultado
Nasceu um pê, de liberdade.
O que eu tenho a fazer é bem pouco,
logo, a vida não importa tanto...
Sei que fui riso e fui lágrima
Que deixei saudades nalgum canto.
A ilusão não mais me guia
a esperança morreu, como deveria,
como uma fogueira que se apagou
em noite extremamente fria.
Se você é feliz, pouco importa a opinião dos outros. Afinal, o tempo está passando de qualquer jeito... E ele, não dita regras. Só as pessoas hipócritas as fazem.
Fale sobre e acima. Pense em existir, exista. Um conto, pouco e nada mais. O que vale, enfim, aqui ou não. Amanhã, hoje, agora, se não, somos quem somos e assim tudo apenas persiste ou anda. A ideia, o momento, uma percepção, o estreito do existir, em uma ou mais existências... Ah, divagamos em devaneios, sofremos em paz, temos paz, quando sôfregos. Viver é um estado, uma catalepsia em versos ao instante, instantes, em frames, pequenos vazios, grandes espaços ocupados, preenchidos, cheios do existir e resistir, assim a existência persiste e recomeça.... vamos juntos, somos um, somos muitos, sozinhos, tolos, todos, gratos, somos eternos em tudo, somos aprendizes...
Parando um pouco para observar este teu olhar atento, contido e ao mesmo tempo tão expressivo, faz eu pensar que tens muito a dizer, por existir uma natureza inquietante no teu íntimo, que a maioria não consegue perceber.
Muitos ainda não compreendem e outros esquecem de que nem tudo é dito com palavras ou visto com os olhos, pois, muitas vezes, é o sentimento que fala através de atos, sorrisos, certos olhares e o silêncio.
Por isso que, justificadamente, sentes uma alegria incomparável quando alguém consegue ler pelo menos uma parte das tuas entrelinhas por meio de um agir caloroso como vívidos raios de sol iluminando o teu lindo rosto.
Parei um pouco para observar na última noite e fui satisfatoriamente atingido pela beleza da flora, um beijo de austeridade, onde o romantismo pode florescer numa cor vívida de forte notoriedade tanto quanto a de um lindo anoitecer.
Certamente, um daqueles agradáveis instantes que contrariando a temporalidade, são muito capazes de deixar marcas permanentes, seja na inspiração de uma bela arte ou num lugar saudável da mente.
Então, espero que a pressão da rotina não deixe-me sempre apressado pra que eu possa contemplar e consiga usufruir o máximo desta divina satisfação, pois, pra mim, é inegável que a pressa é inimiga da contemplação.
Incentivado por uma arte linda, sou levado pela imaginação, em pouco tempo, desprendo-me da realidade, caminhando mentalmente com uma sensação apaixonante até um lugar
incomparável, que promove uma exultação diferenciada com um detalhamento tão belo e amável.
Fico por lá numa ocasião mágica, deslumbrante, muito enriquecedora, mesmo sendo temporária, admirando um belo mar tranquilo sob um céu pintado com as cores de um distinto pôr do sol, dando destaque pra uma lua esplendorosa, um cenário incrível, feito de amor.
As águas possuíam um brilho raro, parecia que algumas estrelas haviam caído ou tinham sido gentilmente colocadas por um impulso artístico, consequência de um olhar poético, elementos que tornam algo inesquecível e comprovam a relatividade do tempo.
Está chovendo um pouco lá fora, estou ouvindo e ficando muito relaxado ao ponto de refletir que o som da chuva às vezes é tão harmônico e tranquilo que é possível imaginar que são anjos cantando, afinados ricamente com o amor e um admirável afinco.
Lindo coro que certamente é regido pelo Senhor com sua regência divina, ajudando a potencializar a voz angelical de cada um, deixando a apresentação ainda mais viva e emocionante, transmitindo uma sensação incomum, muito querida e confortante.
E o que se ouve é apenas um vislumbre cativante do paraíso celeste, uma sonoridade entoada com tamanha emoção que até as nuvens se emocionam e chovem agradecidas as suas gotas que tanto renovam de uma maneira bastante expressiva.
Pai, um tipo de amor que pouco se fala a respeito, porém, não deixa de ser muito importante e quando se faz presente de verdade, pode ser as primeiras palavras de uma criança, a razão de um sorriso de felicidade, o primeiro amor de uma filha, a visão de um porto seguro, primeiro herói de um filho, o referencial certamente positivo de um mundo.
Ele que passa muita confiança ao segurar a mão nos primeiros passos, mostra seu lado sério se precisa, engraçado nas horas vagas, o mesmo que já ficou noites em claro, às vezes, por causa de choros e outras preocupados em manter o seu lar, em ser e proporcionar o melhor, sem nunca deixar de lutar e de demonstrar o seu amor.
Sendo atuante, é o principal amigo em algumas brincadeiras da infância, o protetor e a palavra dura em certos momentos, o seu conselheiro na vida adulta, o exemplo de um dedicar verdadeiro, cujo zelo só aumenta e perdura, não se apaga com o passar do tempo, fortalece durante suas perdas, encoraja no decorrer de suas lutas e ainda longe, estará perto.
Claro que a figura paterna não é perfeita, todavia, é indispensável, que nem sempre é de sangue, também pode ser do coração, até existe a mãe que necessita de assumir esta cargo tão relevante, de qualquer forma, pai é um amor insubstituível, aquele que ama, que protege, que cria com bastante dedicação entre certas tristezas e muitas alegrias, onde há o lamento, mas prevalece a gratidão.
Basta um olhar reverente e um pouco de calma para se contemplar a arte que está presente lá fora, exposta para ser admirada de uma maneira sincera e grata assim como um belo quadro em movimento,arte, visto pela janela do quarto, de um pássaro liberto sobre o galho de uma árvore, trazendo consigo um fragmento singelo de uma rica austeridade.
Empenhado em provocar risos
Deixando um pouco de lado
seus problemas, seus conflitos
Ofuscando tragédias alheias
ou transformando-as em comédia
Causando boas risadas
como um santo remédio,
Pra almas cansadas,
um possível refrigério
O senso de humor não é constante
mas é fundamental, principalmente,
na vida de um comediante.
Faz pouco tempo
que você chegou
e minha vida
já foi transformada,
Você a renovou
quando eu mais precisava.
Um dia pode parecer pouco,
talvez, insignificante,
mas não pra bela Dama da noite,
Flor peculiar, formosa e de um forte perfume
que escolhe a noitepara desabrochar,
raro momentoque nem todos
que a cultiva conseguem presenciar,
E, após vinte e quatro horas deste evento,
é chegado o seu triste falecimento
mostrando que cada segundo importa,
seja uma vida curta ou longa,
deve haver sentimento .
Um simples canto
pode facilmente encantar
trazendo um pouco de conforto,
um canto caloroso pra se estar
ou até mesmo um aguardado socorro
a quem muito precise relaxar.
Uma bela imagem de simplicidade
pra encerrar bem a minha tarde
e esquecer um pouco da maldade
sentindo uma paz que invade.
