Portas
Aquele era um homem caminhava sozinho
Ele batia em varias portas
seguia distintos caminhos
Nunca achava sua resposta
Aquele homem continuava sozinho
Sempre levando as facadas
Se atirando entre as rosas ,sentia seus espinhos
Achava que era destinado a sofrer e mais nada
Ele não hesitava em suas duvidas
Desconfiava de todos
Uma dia numa de suas maiores lutas
Se viu derrotado de novo.
Ficou o pobre solitário estendido
Corpo caído e a alma no chão
Pela tristeza se viu absorvido
Não havia esperança em seu coração
Mas depois de um tempo tentado
Reeguer- se diante a humilhação
Quando menos esperava
Encontrou –se sorrindo e aprendeu que na vida
Tudo acontece por alguma razão.
Viver a vida é compreender que nem sempre as portas são fechadas quando queremos, mas quando é necessário. Mais ainda, quando nós temos consciência de que devemos fazê-lo e que se torna inevitável.
Entro no ônibus, me encosto distraidamente sobre uma das portas, analiso ao meu redor a sociedade à qual tento fazer parte. Percebo nos seus trejeitos informações desconcertantes quanto à mim mesmo, consequência da minha neurose urbana. Penso nos assuntos cabíveis para se iniciar uma conversa nesse universo em que eles vivem, e me deixando levar por esses pensamentos, acabo pensando em todas as pessoas que realmente um dia me fizeram sentir integrado à um grupo. E nesse instante de contato foi que eu encontrei minha individualidade, me compreendi, e nesse instante em que reflito é que percebo que cada dia mais, me perco.
Este fui eu.
Sensível, perdido, louco, apaixonado, amigável, sociofóbico, egocêntrico.
No princípio haviam portas
Eu mais entrava que saía
Não notei janelas
Saltei os muros...
O difícil existia
Mas nada era impossível
No amor os olhos brilhavam
Sem o ônus da dúvida e da desconfiança
As pernas iam pra qualquer lugar
Onde estivesse a esperança
Não havia o longe
Os braços eram livres e soltos
Sem o medo do abraço e do aconchego
Hoje criei barreiras de proteção
De dúvidas e medos...
Thereza Cristina
“Não invada as moradas que estão com as portas fechadas, porque o que parece uma simples porta pode ser a entrada para um labirinto sem fim.” Latumia (W.J.F)
O pai e a mãe no seu quarto a portas trancadas, televisão ligada, isolados em seu mundo.
O filho em seu quarto, música tocando, jogos online, portas trancadas, escondendo-se em seu mundo.
A filha em seu quarto, redes sociais, enganando-se em seu mundo.
Lá fora, seus vizinhos fazendo o mesmo.
Na rua não se encontram mais amigos, na internet estão todos online.
Na rua se encontram muitos colegas, pra sair e beber, pra curtir e se divertir, pra mentir aos pais, pra dar o primeiro trago e o primeiro gole.
Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus.
Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.
Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem alguém tropeçar.
Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
Provérbios 4:14-17
Dizem que a tecnologia aproxima.
Dizem que ela vicia, cria dependentes.
Existem pessoas, que fecham vidros, portas, iludem amigos e os corta, corta seus corações e almas, os machuca com a intenção de ser feliz, pode pensar em querer se libertar, mais esquece que La, existiu algo real, e faz sangrar o que sempre quis te amar.
Nunca abras as portas da Fortaleza do teu coração, porque depois do amor entrar, vai ser muito dificil ele sair.....
Eo que passou, calou..
E o que virá, que dirá...
Portas abertas, mesmo ao descuido, deixa passar...
Vento que traz...
Vento que leva...
Vento que transforma...
Vento que machuca...
Vento que acalanta...
E vento que ensina, que maré nunca é só baixa e que a tristeza também tem fim...
Abrirei portas
Cruzarei fronteiras
Atravessarei desertos
Subirei montanhas.
Me perderei na ida
Me acharei na volta
Viajarei...
Mas se porventura não voltar
Onde quer que esteja
Ali será meu lugar.
O lugar onde jaz minha história
Meu caminho, meu livro, meu lar.
E tu serás convidado a entrar
Para se perder e se achar...
Lá nos encontraremos
E jamais haverá fim, pois
Somos os leitores da vida que alguém escreveu!
Dizem que não existem chaves que trancam as grandes portas do inferno e também não existem portas que fecham os inúmeros caminhos da perdição, isso eu não discuto e nem contesto, mas posso dizer que sei que existem verdadeiramente os vastos caminhos da perdição que levam inevitavelmente a esse mesmo inferno, digo isso justamente porque já trilhei por muitos deles e por saber disso hoje eu trilho o tão estreito e difícil caminho que leva ao destino da salvação, que é de difícil percurso, de profunda entrega e de total comprometimento, mas o que se ganha ao percorrer este mesmo caminho é a inestimável e tão desejada salvação.
JUSTIÇA (Conto)
– Deus abrirá as portas do Céu para eles? – perguntavam-se os Anjos ao pesar os corações de dois homens.
Para o ateu compassivo, de coração bondoso, Deus abriu as portas do Céu. Fechou-a para o fanático religioso, que, cheio de arrogância e sem compaixão, julgava-se superior ao ateu e o condenava.
“Ele prosseguiu: Atendei ao que ouvis: com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará”. Marcos, 4-24.
“Tranquei portas e janelas do meu ser para o amor não sair, mas amor não se prende assim, hoje sou casa vazia e sua voz ecoa em mim.”
