Porque sou assim

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"Sou Poeta sem diploma no canudo, mas cumpro o verdadeiro papel público do intelectual Matuto."
Salvas! A Patativa do Assaré.

"Meu Amor, não sou nada! E na imensidão do meu "nada"... eu te desejo "tudo"!

Sou oculto!!! E até quando o barqueiro vier me buscar de volta para minha casa, jamais me compreenderei⁠, por mais que tente incessantemente. Eis o dilema da humanidade.

Sou autora. Não tenho musos. Tenho alvos.

Eu não consigo viver sempre na corda bamba da incerteza. Eu sou feita de certezas, de pontos de exclamação e de pontos finais quando necessário. Seu excesso de pontos de interrogação foi até fofo no início, mas, com o tempo, esgotou. Com o tempo, me esgotou. Não se pode viver em cima do muro pelo resto da vida, Humpty Dumpty, porque, quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.

Não me afaste com o seu olhar, por favor. Já sou grande o bastante para entender o que minha mãe passou a vida me ensinando — apenas com o olhar.

Eu sou bossa nova da cabeça aos pés. Sou Elizete Cardoso com a canção do amor demais, explodindo de sentimentalismo, sou João Gilberto cantando a Insensatez que você fez, semeando amor e colhendo saudade. Sou a consequência inevitável de você em cada música de amor, em cada poema, em cada frase minha, em cada corte no " T" e em cada pingo no " I" . Sou a poesia viva e sobretudo o amor, que é 200% de mim.

Eu admito que não sou fácil de lidar mas acho que o que é belo deve ser saboreado aos pouquinhos, como um capuccino ou um pedaço de bolo: pouco a pouco, mordida por mordida, saboreando a doçura de cada momento. Não é como um sorvete em um dia de calor quando você nem sente o gosto e o devora rapidamente antes que derreta. O amor não é um sorvete, ele é um bolo, é a habilidade de sentir cada momento e a possibilidade de parar e ouvir o canto dos pássaros. O amor deve ser sentido, apreciado, resguardado e valorizado e não tratado com banalidade. Já temos tantas banalidades no mundo, não é mesmo? Então por que não preservar pelo menos os sentimentos nesse mundo caótico em que vivemos?

O destino me guia para uma direção e cada dia que passa eu me modifico. Eu já não sou a mulher tensa de janeiro, a confusa de fevereiro, a pedra preciosa de março, a independente de abril, a evoluída de maio, nem mesmo a triste de junho, a esperançosa de julho ou a radiante de agosto. Eu sou a mulher de setembro e ela é um misto das anteriores e ainda mais, guardando mistérios dentro de si como uma flor que pouco a pouco desabrocha. Conforme os meses passam eu vejo a menina do fundamental me acenar de longe, a moça do ensino médio desejar boa sorte, a acadêmica da faculdade de direito me jogar um beijo, orgulhosa da pessoa que me tornei. Elas vão ficando para trás e eu vou seguindo em frente... até a próxima versão de mim

Quando Eu Não Sou Apenas Eu


Às vezes, não sinto que exista apenas uma pessoa dentro de mim. Sinto como se minha mente fosse uma casa com quartos que não conheço completamente, e, de vez em quando, alguma porta se abre sem que eu saiba quem está do outro lado. Continuo sendo eu — mas, ao mesmo tempo, parece que não sou inteiramente eu.


Há momentos em que olho para minhas próprias lembranças e elas parecem pertencer a alguém que conheço apenas de ouvir falar. Reconheço os acontecimentos, mas não reconheço a sensação de tê-los vivido. Algumas palavras que digo parecem não ter nascido de mim; algumas emoções chegam sem que eu saiba de onde vieram. E existem momentos em que percebo que alguma coisa aconteceu, mas não consigo encontrar dentro de mim o caminho que levou até aquilo.


É estranho dividir a própria existência com partes de si que parecem ter vontades, sentimentos, maneiras de pensar e até vozes diferentes. Mais estranho ainda é tentar explicar isso sem parecer que estou inventando. Porque como explicar a sensação de estar dentro da própria cabeça e, ainda assim, sentir que existe uma distância entre você e aquilo que pensa?


Às vezes, sinto que estou apenas observando. Meu corpo continua seguindo a rotina, falando, sorrindo, respondendo às pessoas, enquanto uma parte de mim permanece atrás de tudo, como uma espectadora silenciosa. E quando volto a me sentir completamente presente, fico tentando juntar os pedaços: o que eu fiz, o que eu disse, o que senti, quem estava aqui antes de mim.


Talvez o mais solitário não seja sentir que existem partes diferentes dentro de mim. Talvez seja não saber quando elas aparecem, não entender completamente quem são e carregar a sensação de que, enquanto o mundo enxerga apenas uma pessoa, dentro de mim existe uma história muito mais complicada do que qualquer um consegue perceber.

Às vezes, já não sei quem sou nem para onde deveria ir. Procuro um propósito, mas continuo parada no mesmo lugar, como se todos estivessem caminhando enquanto eu apenas observo o tempo passar, tentando descobrir quem deveria me tornar e por que ainda não consegui sair de onde estou.

Meu passado define quem eu era, não quem eu sou ou vou ser amanhã.

Se você acha que está certo, quem sou eu para te corrigir? Vai lá, confia na sua certeza… ela deve saber o que está fazendo. 😂

"Sou irmão da terra...das águas...das estrelas...sou filho do universo...senhor do tempo...do espaço...do infinito...do eterno amor."✨✨❤️💫✨✨✨✨

💕✨️"...no silêncio do momento me perco na vastidão do universo...sou estrela...sou luar...sou vento...sou flor...sou brisa do mar...sou tudo que possa imaginar...sou tudo...do ar...do mar...no céu vou voar...flutuar...na terra...vou caminhar...correr pra te encontrar...me espera...vou chegar...pra sempre...te amar...pra sempre...te beijar...pra sempre...sempre."✨️💕

A dor me mostrou quem sou,
o amor me mostrou quem posso ser.
Entre lágrimas e sorrisos,
descobri que viver
é aceitar que ambos caminham juntos.
K.B

Despedidas que Não São Adeus
Eu ainda sou daqueles que não acreditam em despedidas. Talvez porque, ao longo dos meus caminhos, aprendi que algumas pessoas podem se afastar dos nossos olhos, mas jamais conseguem se afastar completamente do nosso coração. Há quem parta para o mundo espiritual e continue caminhando conosco através das lembranças, dos ensinamentos e dos momentos que o tempo não consegue apagar. Há também aqueles que continuam aqui, neste mundo, mas que, por alguma razão, seguiram por outros caminhos. Mesmo assim, permanecem presentes em nossa memória.
Quando alguém que amamos parte, precisamos encontrar uma força que muitas vezes nem sabíamos possuir. Não é fácil aceitar a ausência de quem fazia parte dos nossos dias, das nossas conversas e até dos nossos silêncios. Mas talvez nem todas as perguntas precisem de respostas. Prefiro acreditar que algumas despedidas são desafios que Deus coloca em nosso caminho para nos tornar mais fortes, mais humanos e mais agradecidos.
Acredito também que algumas pessoas passam por nossa vida para nos presentear com momentos, ensinamentos, sorrisos, abraços e exemplos. E, quando partem, deixam sementes que precisam continuar florescendo através de nossas atitudes. Afinal, não somos donos das pessoas que amamos; temos apenas o privilégio de caminhar ao lado delas durante um trecho da nossa jornada.
Por isso, diante de certas despedidas, talvez a palavra mais importante não seja ”adeus”, mas “obrigado”. Obrigado pela companhia, pelo carinho, pelos ensinamentos e por tudo aquilo que ficou dentro de nós. Obrigado a Deus por ter permitido que nossos caminhos se encontrassem, mesmo que por um tempo que hoje pareça tão curto.
Agora percebo que o sentimento de perda, que senti à primeira vista, começa a se transformar em saudade. A dor ainda existe, mas já vem acompanhada de gratidão. E talvez seja essa a grande lição de quem caminha muito: algumas pessoas deixam de caminhar ao nosso lado, mas passam a caminhar dentro de nós.
Por isso, não quero dizer adeus. Quero apenas agradecer e continuar caminhando, levando comigo aqueles que um dia fizeram parte da minha estrada. Porque aprendi como peregrino que existem caminhos que fazemos com os pés e outros que fazemos com o coração. E quem passou pela nossa vida e deixou amor nunca vai embora completamente.
Peregrino Nino Carneiro

Quem é você garoto?
-quem?! Eu.
- sim , você!
- sou um Zé ninguém trazido numa terra desconhecida mas conhecida.
Brincado e manipulado por um sistema que prometia,
Aspirei ajudar o crescimento,
Não sabia que estava sendo fomentado,
Agora vivo os males de meus ossos,
A fome me corrói além do peito,
Vive querendo,
Me joguei se esforçando,
Mas, tudo que consegui foi lutas esforçado,
Lutas sem fim,
Dias sem compromisso,
Me entreguei as lutas e desafios dessa vida como se fossem minhas,
Mas, no final não passava eu de um corpo de Tróia.
Quero reclamar,
Mas, eu mesmo não me posso bater,
Quiz bater as minhas palavras na minha boca,
Descobri que minha linguagem não passava de uma esfinge,

Egito onde estás?
Não sabes que o meu Senhor depende u de ti para progredir , aonde é que tu participante nesta geração.
És uma cópia.
És uma cópia, diz o verdadeiro.
Finge da morga,
Foge da morga,
Diz o morcego.
Quero parar a dor e ver se avanço,
Diz o Senhor.

Os carniceiros espreitam, eles te vigiam

Eu sou a luz. Quem está em mim nunca estará em escuridão.

Então falamos: eu sou perdidamente apaixonado por você.
. . e na poesia, dizemos:
você é a tempestade na qual entro por vontade própria,
e o fogo que toco sem medo de me queimar.

Você vive nos espaços entre os meus pensamentos,
onde a razão termina e o desejo começa.
Você é cada batimento do meu coração que esquece seu ritmo, cada respiração que anseia por estar perto de você.
Amar você não é uma escolha, é um tipo lindo de loucura, da qual eu nunca quero me curar.