Porque sou assim

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Quando estou
dentro de ti:
não sou apenas corpo,
sou alma que encontrou o infinito.

O mar para mim dissolve a ilusão de fronteira entre o que sou e o que contemplo.

Não falo palavras bonitas como o Cazuza
Não sou tão bonito como o Leonardo Dicaprio

Falei algumas besteiras e tirei sua blusa
E te enlouqueci dentro do meu quarto...

Hoje eu já nem sei quem sou
Procuro dar uma direção a minha alma perdida
Eu penso num instante o que passou passou
Mas não consigo trazer isso para minha vida

Eu não sou empresário, eu estou empresário. Eu não sou pai, eu estou pai. Eu não sou mãe, eu estou mãe. Eu não sou justo, eu estou sendo justo quando pratico a justiça. Eu não sou generoso, eu estou sendo generoso quando pratico a generosidade.


Nós, como seres impermanentes, assim como a própria vida, não podemos afirmar que somos algo, pois amanhã podemos não ser mais. Logo, o que temos e o que supostamente podemos ser se resume a quem somos no agora. Se somos, somos no momento em que praticamos uma ação, pois essa ação nos define naquele momento. Logo, somos verbo, pois somos definidos por nossas ações.

Medir os céus

Ouve tu Israel! O que O Senhor te diz! E o que eu te digo! Às vezes eu sou duro contigo! E o Senhor também! Mas mesmo que tu não compreendas! Eu te amo! Israel! Mesmo que não ames os cristãos! E que digas que os cristãos vêm de Roma! Mesmo assim, eu te amo! Mesmo que tu ainda persigas os cristãos! Sabes Israel, eu não sou do Papa! Mas sou do teu Messias

Eu sei que tu és duro de coração! Mas eu te amo! Eu só deixarei de te amar, se os céus, lá em cima puderem ser medidos, com a medida de um homem. Mas não podem ser medidos! Por isso eu não deixarei de te amar! Já agora de uma vez por todas, Aceita o Senhor Jesus Cristo! Porque de uma forma ou de outra, ele vai voltar, para te amar!

Eu escrevo sobre o que me incomoda, me afeta, me enfurece. Não sou muito de escrever sobre amor. Apesar que escrever sobre o caos, foi a forma que encontrei pra falar de amor.

Título:cantada dos pássaros
Meu amor!
Eu sou um simples louco,
tentando construir um futuro sem origens,
minha vida é imaginação dentro de um sonho de mau gosto,
então, por quê? porquê!...?
tentas amar esse caso perdido,
por sorte, queres mesmo que eu me torne o dono do seu coração?
o bandido?
Meu ninho e teu são construídos pela força do universo,
mas, minhas forças
está em te deixar sozinho,
estou tentando nos construir meu amor,
desista! Se você de magoar,
me magoei, se você chorar, chorei,
sem você para me completar...
não sou ninguém,
não importa s for com outro alguém
Então, meu amor.
Para não haver mais dores em mim, em você,
e no nosso Senhor,
por favor leva essa cantada no teu poder,
pois, assim saberei o que vem do Senhor,
realmente é amor.

Eu sou um poeta
Eu sou um escritor
Eu sou o amor
Graças ao meu Senhor

Não sou poeta
Mas Deus me fez o melhor poeta
Não sou amor
Mas Deus me fez o melhor amor

Meu pai é do Ceará
Minha mãe é da Bahia
E eu sou de Brasília
E que todos sejam
O amor de cada dia

Oz (ESPANTALHO)


Não sou inteligente
Mas tenho um grande coração
Rico de amor
Rico de paixão

Talvez eu erre,
talvez eu não enxergue a verdade.
Não sou dono das respostas,
nem capaz de salvar todo mundo.


Eu caio, eu falho,
eu também sinto dor.
Não sou profeta, nem salvador
Sou apenas eu.


Então não coloque em mim
o peso de tudo que deu errado.
Eu faço o que posso,
com o pouco que sou.

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

PROPUS-ME


Propus-me a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida
sem olhar o mundo ao redor.
Esse mundo balbucia perto de mim
e transforma cada passo
num fardo que não carregarei.


Não me atiro a esmo
num mundo que já cambaleia
na sua própria estrada.
Estou confinado no agora.
O futuro não me diz respeito.
Faço em mim morada
e sigo a estrada onde fui colocado.


Ando sem receio, sem bagagem.
Do hoje, levo só o que restou.
Talvez no meio do caminho
haja um novo despertar.
Observo o que vem
e me vejo espectador
das escolhas que fiz.


A vida anuncia início, meio e fim.
Ficar à espera do fim
só traz pressa inútil.
Então vou sem pressa.
Pressa para quê,
se morremos no presente
e quem nasce ainda sonha com o futuro?


Um ciclo que não acaba.
Um agora que poucos vivem.


Eu me acomodo no sofá
e me proponho a sonhar.
Deixo tudo como está.
Sou o contraponto
da vida, do mundo
e do eu que vive aqui.

Tento me encaixar, mas a cada tentativa sinto que deixo para trás pequenos pedaços de quem eu sou.
Aos poucos, percebo minha essência se perdendo em um mundo onde quase todos parecem iguais e eu, estranhamente, diferente.
Não me encanto pelo que encanta a maioria. Minhas músicas favoritas nasceram em épocas que nem cheguei a viver, mas que, de alguma forma, vivem em mim.
Ainda acredito em romances com cavalheirismo, em gestos sinceros, em afetos demonstrados sem medo, coisas que hoje parecem raras.
Sigo caminhando, procurando alguém que enxergue o mundo com olhos parecidos com os meus. Enquanto isso, me me moldo para caber na vida das pessoas... mesmo sabendo que, talvez, o verdadeiro lugar seja aquele onde eu não precise me diminuir para pertencer.

Priscila de Araújo

Sou movido por emoções.
Não sei viver no meio-termo, sou 8 ou 80.
Sinto o mundo com intensidade, porque sentir menos seria deixar de ser eu.


Priscila de Araújo

EU, POEMA DE MIM

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

Sou o eu lírico que canta
o amor, a dor e a esperança,
que veste roupas de sonho
e brinca com a lembrança.

Sou o eu inanimado,
pedra, estrada e paredão;
dou voz ao banco da praça,
à enxada, ao velho portão.

Sou a poeira do caminho,
a folha seca a cair,
o relógio esquecido
que continua a seguir.

Sou também o abstrato,
o que ninguém pode tocar;
sou saudade, sou silêncio,
sou vontade de ficar.

Sou a dúvida da noite,
a fé buscando razão,
o medo escondido em sombras,
a coragem do coração.

Mas sou também o real,
carne, osso e cicatriz;
sou o homem que tropeça
na procura de ser feliz.

Carrego marcas do tempo,
vitórias, perdas e ais;
sou feito de muitas vidas
que já não voltam jamais.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

CABRA-MARCHO


Sou cabra-macho do Sertão,
Homem de fé e fundamento,
Não meço força na aparência,
Mas no valor do sentimento.
Pois quem carrega honra no peito
Segue firme em qualquer vento.


Aprendi com meu velho pai
A palavra nunca quebrar,
Respeitar os mais antigos,
Trabalhar sem reclamar.
Porque o homem vale mais
Pelo que faz que pelo falar.


Sou filho que guarda o nome
Como tesouro e tradição,
Carrego raízes profundas
Plantadas no coração.
Feitas da mesma madeira
Da família e da educação.


Sou pai que ensina no exemplo,
Sem precisar levantar a voz,
Mostrando que o bom caminho
Se constrói dentro de nós.
E que o amor de um verdadeiro pai
É um laço que nunca se desfaz.


Sou amigo nas horas difíceis,
Companheiro de caminhada,
Daqueles que estendem a mão
Sem esperar receber nada.
Pois amizade verdadeira
É riqueza abençoada.


Carrego valores antigos
Que o tempo não conseguiu levar:
Honestidade, respeito e coragem,
Virtudes para cultivar.
São tesouros que não enferrujam
Nem o mundo pode comprar.


Sou raiz pivotante no solo,
Que ninguém consegue enxergar,
Mas sustenta toda a árvore
Quando o vento quer derrubar.
Pois a força que dura na vida
Vem de dentro para lutar.


Não vivo de fama ou riqueza,
Nem de aparência e posição,
Minha maior fortaleza
É ter paz no coração.
E saber que minha consciência
Não me acusa em oração.


Tenho somente um temor
Que guardo com devoção:
Desagradar ao Deus Altíssimo,
Fonte da minha salvação.
Pois homem que teme a Deus
Nunca perde a direção.


Se a luta aperta o caminho,
Se a seca castiga o chão,
Eu me ajoelho primeiro
E entrego tudo em oração.
Porque a vitória do homem
Nasce da fé e da ação.


Cabra-macho de verdade
Não é quem vive a se exaltar,
Mas quem protege sua família,
Sabe servir e respeitar.
Quem honra pai, mãe e amigos
E não foge de trabalhar.


Assim sigo minha jornada,
Sem orgulho e sem vaidade,
Com Deus na frente dos passos,
Com amor e dignidade.
Pois ser homem é ter caráter,
E viver com honestidade.

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.