Porque Foge de Mim

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Eu preciso de você, você precisa de mim. Não desiste assim. Nessa vida é pra a gente ir junto até o fim.

Tem algo dentro de mim que pulsa e te chama. Fruto do nosso amor. É pra sempre. Entenda que não somos passageiros na vida um do outro. Temos missão, propósito. Ninguém vai entender. Só eu e você.

Carrego o luto de um amor que vive em mim, mesmo após a morte da esperança de retorno.

Paz, alegria e vitalidade. Essa é a essência que habita em mim e conecta a minha alma ao que há de mais verdadeiro na vida.

Cansei de confiar nos que não confiam em mim, e que fazem de tudo para eu não ser feliz
Que me colocam pra tomar decisões e com palavras negativas manipulam minhas ações

o gabrieu e o parice II


Existe alguém dentro de mim que não tem paciência.


Eu descobri isso tarde, depois de passar tempo demais tentando ser uma pessoa fácil de carregar. Ele apareceu quando eu já estava acostumado a me abandonar em pequenas doses, quando dizer não para mim mesmo tinha virado uma forma de educação e desistir dos meus sonhos parecia apenas uma consequência natural de crescer.


Ele odiou isso.


Odiou a minha prudência.


Odiou o jeito como eu transformava medo em maturidade e acomodação em paz.


Odiou principalmente quando eu dizia “um dia”.


Porque ele sabia.


Ele sabia de todas as coisas que eu já imaginei fazer, de todas as versões de mim que já existiram na minha cabeça antes que eu tivesse coragem de colocá-las no mundo. Sabia dos lugares onde eu queria chegar, das coisas que queria construir, da pessoa que eu dizia que seria quando tivesse tempo, dinheiro, coragem, oportunidade, certeza.


Ele escutou todas essas promessas.


E um dia perdeu a paciência.


Não veio me consolar.


Veio me buscar.


Disse que eu estava correndo na direção errada e que, se precisasse, me arrancaria dela à força. Não porque me odiasse, mas porque talvez fosse a única coisa dentro de mim que ainda me amasse o suficiente para não aceitar a minha própria desistência.


Eu tentei explicar.


Falei de responsabilidade.


De pessoas.


De consequências.


De tudo aquilo que existe do lado de fora de nós e que aprendemos a carregar como se fosse nossa obrigação.


Ele riu.


Não porque aquilo fosse engraçado.


Porque estava cansado.


“E você?”


Foi só isso.


E você?


Eu não tinha resposta.


Porque passei tanto tempo perguntando o que os outros precisavam que esqueci de perguntar o que eu queria.


Ele não esqueceu.


Ele queria tudo.


Queria as viagens que eu adiei.


Os projetos que eu deixei morrer antes de nascer.


As noites em que eu deveria ter saído.


As conversas que eu deveria ter tido.


As portas que eu não bati.


As cidades que eu só conheci pela tela.


Queria que eu fosse até o fim de cada coisa que um dia fez meus olhos brilharem.


Não importava se eu fracassasse.


Fracasso, para ele, ainda era movimento.


O que ele não aceitava era a covardia sofisticada de chamar desistência de escolha.


Então começou a destruir.


Não minha vida.


A vida antiga.


Aquela que tinha sido construída para me manter pequeno.


Quebrou os móveis imaginários daquele apartamento mental onde tudo estava sempre no lugar, mas nada realmente acontecia. Pegou as fotografias das versões antigas de mim e rasgou uma por uma. Incendiou as desculpas. Jogou no asfalto os planos que nunca saíam do papel.


Eu fiquei desesperado.


“Você está acabando com tudo.”


Ele respondeu:


“Não. Estou acabando com aquilo que acabou com você.”


E eu odiei ouvir aquilo porque alguma parte de mim sabia que era verdade.


Ele não tinha delicadeza.


Delicadeza demais tinha sido justamente o problema.


Ele era egoísta.


Completamente.


Se alguém precisasse ficar para trás para que eu pudesse avançar, ele não passaria a noite inteira se culpando.


Se uma porta exigisse que eu deixasse uma versão antiga de mim do lado de fora, ele fecharia.


Se uma vida inteira tivesse sido construída em cima da ideia de agradar todo mundo, ele preferiria colocar fogo na casa a continuar morando nela.


Ele não queria ser uma pessoa melhor.


Queria que eu fosse inteiro.


Essa era a diferença.


E talvez fosse por isso que eu tivesse tanto medo dele.


Porque ele não negociava com a parte de mim que queria continuar pequena.


Quando eu dizia “não consigo”, ele perguntava “ainda não ou nunca?”


Quando eu dizia “não é a hora”, ele perguntava “quando foi que você decidiu que teria outra?”


Quando eu dizia “e se der errado?”, ele respondia que pelo menos o erro teria o meu nome.


Ele tinha raiva.


Uma raiva quase sagrada.


Raiva de tudo que transforma pessoas em versões aceitáveis delas mesmas.


Raiva da cadeira confortável onde sonhos morrem lentamente.


Raiva das frases que começam com “se eu pudesse”.


Raiva de olhar para uma vida inteira pela frente e escolher viver como se já estivesse no fim.


Ele ardia.


Eu conseguia sentir.


Era como carregar uma pequena tempestade atrás das costelas.


E quanto mais eu tentava apagá-lo, mais fogo ele colocava nas coisas.


Só que, estranhamente, quanto mais ele queimava, mais frio ficava o mundo ao redor.


Eu corria dele.


Ele corria atrás de mim.


Eu procurava abrigo.


Ele derrubava o teto.


Eu queria voltar.


Ele apontava para frente.


E essa talvez seja a parte mais cruel:


eu quero ficar.


Quero ficar exatamente onde estou.


Quero preservar as pessoas, os lugares, os hábitos, as versões que conheço.


Quero acreditar que ainda posso ter tudo sem precisar perder nada.


Mas ele sabe que não.


Ele sabe que algumas versões de nós não cabem na próxima.


E quando chega a hora, ele não pede permissão.


Ele pega minha mão.


Eu puxo de volta.


Ele segura mais forte.


Eu digo que tenho medo.


Ele diz que também.


E continua andando.


Porque talvez coragem nunca tenha sido ausência de medo.


Talvez coragem seja ter alguém dentro de você que tenha medo também e, mesmo assim, continue arrastando você para frente.


Hoje eu ainda reluto.


Ainda tento negociar.


Ainda olho para trás.


Ainda sinto falta daquilo que ele destruiu.


Mas existe uma coisa que não consigo mais negar.


Aquele monstro nunca quis me machucar.


Ele queria me impedir de passar o resto da vida me machucando devagar.


Ele não apareceu para tomar minha vida.


Apareceu porque eu tinha deixado de tomá-la para mim.


E agora, quando sinto o fogo dele subindo, quando aquela voz começa a dizer que já chega, que não existe mais espaço para adiar, eu sei o que está acontecendo.


Ele está acordando.


E eu sei que vou correr.


Vou relutar.


Vou tentar convencê-lo a me deixar em paz.


Mas, no fundo, existe uma parte de mim que já sabe exatamente para onde estamos indo.


Para tudo aquilo que um dia eu imaginei.


Para tudo aquilo que ainda não existe.


Para a vida que eu continuei prometendo que começaria algum dia.


Ele não quer esperar.


Ele quer agora.


E talvez seja por isso que eu tenha tanto medo de olhar para ele.


Porque quando olho, não vejo um monstro.


Vejo a única versão de mim que nunca desistiu de nós dois.


Assuma o controle Parice, eu lhe permito, não existe mais nada pra mim aqui.

Em alguns momentos eu odeio o meu próprio nome, em outros odeio só a mim mesmo...

⁠O amor que sinto não tem fim
Você é o jardim mais lindo dentro de mim.

Faça de mim senhor, uma pessoa sábia para que eu saiba enfrentar qualquer situação, por mais difícil que ela seja. Amém!

BOM DIA PAZ SEJA COM TODOS

Tem dias em que parece que alguma coisa dentro de mim simplesmente se apagou. Eu continuo vivendo, conversando, sorrindo e fazendo aquilo que preciso fazer, mas existe uma parte de mim que permanece em silêncio, tentando entender por que tudo parece tão difícil.
É estranho sentir tanta coisa e, ao mesmo tempo, não conseguir identificar exatamente o que está acontecendo. Às vezes penso que estou bem, até perceber que estou apenas tentando me convencer disso. Outras vezes, sinto uma tristeza que não consigo explicar e uma vontade enorme de desaparecer por algumas horas, apenas para não precisar lidar comigo mesma.
Tenho guardado sentimentos demais. Coisas que nunca falei, dores que tentei esquecer e pensamentos que prefiro esconder. Talvez eu tenha me acostumado tanto a fingir que estou bem que já nem sei mais diferenciar quando realmente estou.
O pior acontece quando fico sozinha. Minha cabeça se torna um lugar difícil de permanecer. Pensamentos antigos retornam, inseguranças aparecem e tudo aquilo que durante o dia consigo ignorar parece ganhar voz.

Talvez muita gente tenha uma ideia prévia de mim.
Eu também sou assim.
Previamente olho para mim mesma,
para saber quem eu sou agora.
​O tempo todo eu me acho uma casa
que precisa estar sendo reformada,
todo dia por dentro.
​Um dia eu já fui um quarto sem luz, sem vento.
Hoje, eu já não sou assim!
​Quem me conhece no passado
precisa saber mais de mim.
​Nildinha Freitas

Se está certo para mim, pode não estar serto para você.

A miséria não respira, sem a indiferença humana:
- Que seria de mim? (Miséria)
- Sem a nossa indiferença! (Humanos)

Entre mim e os meus caminhos, há sempre uma parede de silêncio.

- O que é que tu sentes por mim?
- Infinito!

O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.

O mar para mim dissolve a ilusão de fronteira entre o que sou e o que contemplo.

A Casa que Fazes em Mim


Quando visitas o meu pensamento,
as horas derretem-se
como se o tempo tivesse aprendido
a respirar ao ritmo do teu nome.


O amor torna-se simples,
quase uma luz que se acende sozinha no silêncio onde cabemos os dois.


E há em ti qualquer coisa de infinito,
um gesto que me chama,
um abraço onde o coração
encontra casa.


Se amar é perder-me,
que seja sempre assim:
perdido em ti, e finalmente inteiro.

Amar-te em Silêncio




Amar-te em silêncio é ouvir o universo respirar dentro de mim, como se cada estrela
soubesse a tua madrugada.
E cada batida do meu peito é um trovão a chamar por ti.
Ardo no espaço onde
a palavra falha e,
nesse fogo que ninguém vê,
a tua presença é chama,
o teu corpo é vertigem
e eu sou apenas o que sobra depois de te desejar até ao limite do ser. Talvez aquilo que calo consiga confessar que te procuro
não nos caminhos do mundo,
mas nos desvios da alma,
onde cada dúvida é uma porta
e a tua essência é uma resposta.

Mar de Amar




Mar em mim.
Mar comigo.
Mar sempre.
Mar que chama.
Mar que rasga.
Mar que sobe pela pele.
Mar de amar.
E eu, na estrutura do instante,
aprendo a ser horizonte.