Porque Foge de Mim
O ENIGMA DO RETORNO
Lancei a rede para dentro de mim, esperando encontrar respostas. Quando a puxei, só havia o brilho escorregadio de peixinhos voláteis; sem início, meio ou fim.
Lu Lena
SUBMERSA EM MIM
A chuva lá fora transborda o que carrego no peito. Sob o toque das gotas, perco-me em correntes submersas, vendo que, nesse oceano, não há margem para voltar — apenas o agora, profundo e infinito. Um mergulho intenso que só eu sinto.
Lu Lena
O ECO DO INFINITO
No tilintar de um serafim, tua voz chamou por mim. Flutuei no infinito, viajando por mares em nuvens de algodão. Dançamos enlaçados na lua, almas errantes em busca de inspiração. Despertei desse sonho folheando manuscritos num álbum de recordação.
Lu Lena
O CERNE QUE HABITA EM MIM
Para onde o meu íntimo se eleva,
As sementes vão,
Rompendo a inércia da fé pelo chão.
Ela não se oculta na imprecisão,
Pois orbita no brilho do astro sol.
Dança em quebras com o vento,
Desafiando o flagelo do tempo.
O meu cerne é fibra, alma resistente,
Mesmo quando o céu se faz ausente.
Pela transmutação da cor vibrante,
A vida me fez forte e resiliente.
Inclinando-me ao que produz luz,
É o magnetismo que me conduz,
Mantendo-me altiva e imponente.
Tal qual girassol, latente!
Lu Lena / 2026
PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.
Através de inspirações sussurradas na alma, eu me desmorono, me reconstruo e vou renascendo das cinzas dos pedaços que ainda insistem em ficar em mim.
Escrever este livro foi um profundo mergulho em um período constante de desconstrução e renascimento.
Foi quando as frases afloraram e me fizeram ver que temos uma força superior que nos move a seguir em frente. O caminho tem muitos atalhos; basta seguir a bússola que Deus nos deu.
A força de se refazer em cada pedaço 📖
Lu Lena / 2026
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
AROMAS DE MIM
(O despertar dos resíduos adormecidos)
Magnetizada pelo aroma das flores,
Sobrevoo os mais silenciosos recantos.
O meu pensamento vem delineando
E penetra no ar o meu encantamento.
Mais uma vez, deixo-me embalar,
Nesse sonho que mexe com o que sou.
Ele penetra fundo na minha alma,
Em busca de resíduos adormecidos.
Buscam também partículas indecisas,
Que, repentinamente, dentro de mim,
Se despertam em um novo pulsar.
São essências que ganham vida,
Misturas de um tempo guardado,
Em confusos aromas que surgem,
E que somente eu sinto.
Lu Lena / 2026
O VOO DA ÁGUIA
(O passado ficou na água, hoje escolho voar.)
Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...
Lu Lena / 2026
Mergulho da alma
Minha alma imerge na profundidade do oceano dentro de mim ao adormecer todos as noites, e sempre vejo as pegadas de meus passos num caminho de barcos ancorados, onde o farol são os vaga-lumes que iluminam a escuridão para eu passar, instantes esses que as estrelas parecem me acenar... na areia observo os moluscos brincando com a maresia... e nesse cenário inglório e intangível cheio de magia, suspiro profundo ao despertar para a vida todos os dias...
O intangível só é alcançado quando tenho ousadia de desafiar o impossível e dizer a mim mesma: Que com Deus tudo posso .
Marcilene Dumont
Tem uma música dentro de mim
G
Que eu tento calar, mas não tem fim
Am
Ela cresce, me toma sem pedir
F
Quando eu vejo, já fez eu sentir
C
É chama viva, não dá pra esconder
G
É como um grito querendo viver
Am
Se eu me entrego, eu volto a ser
F G C
Tudo aquilo que eu nasci pra ser
Helaine machado
Carrego em mim a essência da vida,
força que nasce sem se explicar,
no cromossomo X, a poesia escondida
de quem aprende cedo a amar.
Helaine Machado
Não ao que pesa,
não ao que diminui,
não ao que tenta caber em mim
sem nunca me pertencer
Helaine Machado
Quando o mundo pesa em mim,
e o silêncio grita o que não sei dizer,
meu coração cansado Te procura,
como quem só precisa repousar em Você.
Minhas forças se desfazem no caminho,
meus passos já não sabem para onde ir,
mas no Teu colo encontro abrigo,
e em Tua presença volto a existir
Helaine machado
Cansei de fingir força
quando tudo em mim
só queria deitar no colo do tempo
e descansar.
Mas ainda respiro…
mesmo cansada,
mesmo em pedaços —
há um sopro teimoso dentro de mim.
Helaine machado
Hoje tirei férias de mim,
das pressas que me puxam pelos braços,
dos dias que não cabem no peito
e das noites cheias de cansaço.
Desliguei o peso do mundo,
silenciei as cobranças do ser,
e por um instante raro
me permiti apenas viver.
Helaine Machado
No silêncio da noite eu me encontrei
Entre pedaços de mim que escondi
Tantas dores, tantos medos guardei
Mas a minha alma insistiu em florir
Meu peito chora, meu peito canta
Entre feridas eu tento me achar
Tem dias que a vida pesa tanto
Mas ainda existe luz pra me guiar
Helaine machado
RELAÇÕES
Sou feito de mim mesmo e das circunstâncias. Entre o que somos e o que as circunstâncias nos fazem ser, nasce o que podemos vir a ser.
Não somos nem pura essência nem mera circunstância, somos a dança criativa entre ambas.
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