Porque a Gaiola não é seu lugar
O mundo é igual um pássaro em uma gaiola, você fica presa em varias coisas no mundo ,vários vícios...e não consegue sair do mesmo lugar porque está presa somente ali,mas quando você encherga a luz a gaiola se abre e você percebe que o mundo foi feito para voar .
Em criança tirei um pássaro de dentro de uma pequena gaiola. O pássaro não voou. Ficou ali andando aos círculos, aos círculos, aterrorizado com a largueza do mundo e a responsabilidade enorme de ter de sobreviver por si. Quando me libertaram eu senti-me assim. Vagueava pelas ruas sem rumo certo.
Não que me agrade
gaiola ou grade —
pelo contrário.
Não que me agrade
lá dentro um ar de
rosas: meu páreo
não é bem este e,
como da peste,
corro por fora,
enquanto a esfinge
feroz nem finge
que devora.
Porém sucede
que, sem parede,
nada me ecoa,
nem a arbitrária
páatria que, pária,
procuro à toa.
A maior besteira que eu fiz foi te deixar ir
Passarinho quando escapa da gaiola
Não volta, ele é livre pra voar
Mas se por acaso ele voltar
Já não é mais o mesmo
A liberdade é um sonho
que muitos acham que vivem.
Quando, na verdade, estão
presos na gaiola do pensamento.
Gaiola.
Eu não te propus uma gaiola, e sim meu coração, mas mesmo assim você foi embora trazendo só uma conclusão; De que foi uma simples ilusão.
Existem fatos curiosos. Uma ave que foi criada em cativeiro quando você abrir a gaiola e dar a ela liberdade ela simplesmente não saíra da sua gaiola. Liberdade pra ela é algo que não existe. Ela simplesmente desconhece o prazer de voar e escolher para onde ir, ela fica dependente que alguém mude a sua gaiola de lugar. E se analisarmos essa ave, notaremos na primeira olhada a tristeza comparada a um pássaro livre.
Liberdade nem sempre nasce com a gente, precisamos a todo tempo descobri-la, só não podemos, como o pássaro criado na gaiola, ter medo de voar.
Possibilidade Poética
Sou um pássaro de asas saradas,
da gaiola não mais prisioneiro,
não mais o horizonte finito e traçado
por verticalidades que não me elevam,
não me levam a lugar algum.
Não me impeça de voar!
E subirei... subirei ao mais longínquo de meus sonhos
e desejos mais sutis,
às mais poéticas paisagens do espírito livre.
E, quando entre as cores anis,
perceber que Deus me sorri gostosamente,
compreenderei que o mistério que a toda vida envolve
não me é mais temerosa,
livre, enfim, serei.
Queria viver como o pássaro livre e não como o que está na gaiola. Pensando bem, estamos em um dos dois lados em tudo que fazemos, pois sempre queremos satisfazer as expectativas das pessoas e acabamos sempre sendo julgados em qualquer situação. Assim, livre ou preso... É sempre a mesma coisa!
A vida é para ser vivida, com muitos problemas e sem problemas. Não devereis ficar preso na gaiola humana. A solidão.
A minha calopsita, linda de morrer, fugiu de sua gaiola de arame apropriada com todo o conforto necessário, com água filtrada, ração de primeira e tudo mais, para ir morar no galinheiro com as frangas índio - gigante, galinhas rhodia - vermelha e um casal de garnizé. De início, achei bastante estranho, porém, depois, observando melhor, verifiquei que a convivência deles estava maravilhosa e bastante harmônica, com a calopsita querendo até namorar o garnizé, e, os demais, alegres e felizes com a visitante estranha no galinheiro. Lá pelas tantas, quando tudo parecia estar tranquilo, eis que a garnizé fêmea, talvez por ciúme da calopsita que paquerava com o seu parceiro garnizé, partiu para a luta corporal atacando a calopsita com uma bicada mortal, a qual, se sentindo em perigo iminente de morte, se não voa muito ligeiro, já teria sido levada a óbito em menos de segundos. Aí, eu que não sou bobo, pressentindo o acontecido, prendi novamente a calopsita em sua gaiola e, alertei-a a não repetir mais tal façanha, sob pena de sofrer uma prisão domiciliar, até que se resolva o incidente acontecido. Ela, gentilmente abaixou a cabeça e pediu-me desculpas, balançando a cabeça se sentindo arrependida, e, com certeza, não vai querer fazer tal proeza nunca mais, é o que esperamos.
Há um tempo atrás
Eu soltei um passarinho que passou a maior
Parte da vida preso em uma gaiola
Ela já estava acostumada
Aceitou
Parou de tentar voar
Parou de se agitar
Aceitou o que não pediu
Não perguntaram para ela
Tinha companhia, não ficou triste
Não morreu por tristeza
Mas com o tempo, um passarinho morreu
Sem eu poder ter proporcionado a liberdade para ele mais uma vez
Ela ficou sozinha, continua aceitando
Está velha, perto da morte...
Fui em um lugar especial, onde existia verde de verdade
Sem cidades, só mata, outros animais
Peguei a gaiola e deixei aberta
Tentando fazer com que ela saia por vontade própria
Mas nada, o mundo dela, se tornou aquela gaiola...
Esperei por 20 minutos, ela olho uma vez de perto com a gaiola aberta
Mas ela não saiu, permaneceu e queria continuar na gaiola...
Ela não sabia mais o que era voar
Não sabia sair da gaiola
Com um pouco de custo, peguei ela com o máximo cuidado para não machucar
Ela estava cansada, mas parecia triste enquanto estava naquela gaiola sozinha, esperando morrer...
Eu não sei o que ela queria de fato, não tem como eu saber
Esperei ela descansar
Algumas palavras finais
Soltei as mãos e disse
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