Porque

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Talvez a gente só se sente do mesmo lado do balcão porque, de um jeito ou de outro, os dois sabemos guardar silêncio quando dói.

A sua nobreza incomoda porque eles jamais conseguirão alcançar a pureza de um coração grato.

PORQUE

Gosto tanto de você,
Mas não consigo entender,
Porque razão tudo teve que acabar
Com nosso amor sem fim;

Preciso compreender, mas não consigo,
Sei que também prefere ser só meu amigo;
Mesmo com tudo que o que conversamos,
Não aprendi a dizer que eu não te amo.

Porque, meu amor, porque,
Porque tudo tem que ser assim
Porque, minha vida, porque,
Porque não consigo tirar você de mim

Deixe a vida mostrar quem merece crescer, porque o sucesso monumental de quem foi perseguido será a resposta definitiva para quem tentou diminui-lo.

A sua grandeza machuca os maldosos justamente porque nasceu de um coração que nunca deixou de ser humilde.

O sistema esmaga quem tenta vencer porque a mediocridade tem pavor do brilho alheio.

Porque aquilo que você sustenta dentro de você…

transborda.

Transborda nas palavras.
No olhar.
Nas escolhas.
Nas reações.
E na maneira como você toca outras vidas.

Vamos semear o bem em cada novo amanhecer,
Fazer da nossa história um motivo para viver.
Porque o maior milagre que podemos construir
É um mundo com mais amor para repartir.
Mais amor, por favor, essa é a nossa missão,
Levar paz, esperança e luz ao coração.
Enquanto existir amor, sempre haverá razão
Para acreditar na vida e seguir com gratidão.

Viva o hoje,
porque a vida acontece agora.
Helaine Machado

⁠É impossível viver no agora, porque agora é viver.

⁠Para entender porque sua vida não funciona você precisa entender como você funciona.

⁠Sua ansiedade é gigante porque sua dor é gritante.

⁠Você faz o bem porque fazer te faz bem.

⁠Não tem como fugir da escola, porque você é a escola. Não tem como matar aula, porque viver é a aula.

nossa liturgia.

Entre nós há uma distância
que nenhum mapa saberia medir,
porque não se mede em léguas
o que duas almas precisam conter
quando nasceram querendo se encontrar.

Há cidades entre nossos passos,
noites inteiras entre nossas mãos,
e uma espécie de silêncio
que aprendemos a chamar de prudência
para não chamar de paixão.

Tu sabe.
Eu sei.

E talvez seja justamente isso
o que torna tudo tão difícil
não há dúvida que nos salve,
nem inocência que nos proteja.
Há apenas essa certeza mútua,
quieta e quase cruel,
de que se fosse fácil,
nós já teríamos vivido tudo.

Porque há um amor reprimido
morando no intervalo das palavras,
um incêndio educado pela distância,
uma vontade que baixa os olhos
toda vez que o desejo ameaça dizer seu nome.

E quando penso em ti,
não penso somente no encontro.

Penso naquilo que viria depois dele
a demora dos dedos,
o repouso da cabeça junto ao peito,
o abraço que não teria pressa de acabar,
como se nossos corpos finalmente descobrissem
uma língua que a boca jamais aprendeu.

Talvez nossas mãos já se procurem
sem que saibam.

Talvez, em alguma noite distante,
quando o sono demora e o quarto se cala,
tu também imagine minha presença
chegando devagar,
como quem atravessa a escuridão
sem querer acordar a saudade.

E eu te imagino fazendo o mesmo.

Dois desejos separados por quilômetros,
dois corações fingindo serenidade,
duas vontades absurdamente próximas
vivendo em geografias diferentes.

É estranho amar assim.

Ter alguém tão perto do pensamento
e tão longe da pele.

Saber o caminho até os olhos,
mas não poder percorrê-lo.
Conhecer a curva do sorriso,
mas não poder guardar o rosto entre as mãos.
Querer dizer fica
quando tudo ao redor insiste em dizer longe.

E talvez seja por isso
que nosso amor pareça tão pequeno por fora
e tão imenso por dentro.

Porque aquilo que poderia ser vivido
precisa ser imaginado.

O beijo se torna hipótese.
O abraço, memória de um futuro.
O toque, uma espécie de oração
que ambos fazemos em silêncio.

Mas há uma coisa que a distância não conseguiu levar

a vontade.

Ela permanece.

Permanece quando conversamos,
quando nos despedimos,
quando fingimos que certas palavras
não carregam segundas intenções.

Permanece naquela fração de segundo
em que nossos olhos se encontram
e ninguém sabe muito bem
quem desviou primeiro.

E se um dia a distância ceder,
se o acaso for gentil conosco,
se as estradas finalmente resolverem
terminar no mesmo lugar,

não haverá muito o que explicar.

Talvez apenas silêncio.

Porque depois de tanto tempo
reprimindo o que sentimos,
o primeiro toque dirá tudo.

E haverá nos nossos corpos
a estranha familiaridade
de quem esperou demais
por algo que sempre soube reconhecer.

Então talvez descubriremos
que não era exagero,
nem carência,
nem fantasia.

Era somente amor
sem espaço suficiente para acontecer.

E quando houver espaço,
quando não houver mais quilômetros
entre a tua mão e a minha,

não haverá pressa.

Haverá fome de presença.

Haverá o abraço demorado
de quem finalmente pode tocar
aquilo que passou tanto tempo
amando de longe.

E talvez seja essa a nossa tragédia

não nos falta amor.

A sua humildade incomoda tanto porque eles sabem que jamais terão a nobreza do seu coração.

Nem sempre estou nos meus momentos. As pessoas pensam que mudei porque nem todos os dias tenho o mesmo comportamento.

Nunca desista de um sonho, porque aquela pessoa que desiste do seu sonho nunca vai conquistar nada nesta vida

O justo pagará um preço alto pela sua justiça, porque nem sempre fazer o certo é o caminho mais fácil

Por que mudei?
Ahhh…
me perguntam por que mudei.


E eu simplesmente digo:
mudei porque já não cabia
dentro das minhas antigas versões.


A pele que um dia me serviu
começou a apertar,
os caminhos que antes me encantavam
já não levavam para onde eu queria chegar.


Então, precisei me despir
de algumas certezas,
de velhos medos,
de quem eu achava que deveria ser.


Não foi de repente.
Foi aos poucos,
como quem aprende a respirar
depois de passar muito tempo
tentando caber em espaços pequenos demais.


Mudei porque cresci.
Porque me ouvi.
Porque descobri que permanecer a mesma
só para não incomodar os outros
também é uma forma de se abandonar.


Hoje, não sou quem fui.
E ainda bem.


Carrego minhas antigas versões comigo,
não como arrependimento,
mas como raízes.


Afinal,
foi preciso ser todas elas
para chegar até aqui.


Não mudei para ser outra pessoa.
Mudei para, finalmente,
caber inteira dentro de mim.