Por Voce eu Pegaria mil vezes
Às vezes, nem eu mesma sei o que sinto por certas pessoas que, mesmo conhecendo a verdade, ainda escolhem a mentira; Possuindo hábito de entendimento fraco.
Eu não o julgo, eu reconheço,
Também já chorei na escuridão.
Sei que às vezes o mundo atrai,
E tenta calar o som da salvação.
Mas oh, meu irmão, eu ainda creio,
Que a graça te alcança outra vez.
O Pai continua à porta, esperando,
Com vestes novas e anel de Rei.
E então eu choro algumas vezes
Quando estou deitada na cama
Apenas para tirar tudo
Que está em minha cabeça
E eu, eu estou me sentindo
Um pouco peculiar
Não se trata de mudança de humor constante, trata-se de, às vezes, eu não conseguir fingir que estou bem. Sem perceber, às vezes sou verdadeiramente eu, e isso incomoda.
Ao não conseguir mascarar a verdade interior, sinto-me exposto à própria fragilidade, como se deixar que meu “eu” verdadeiro apareça fosse admitir que tenho falhas e medos que fogem ao controle. Essa transparência, ainda que
dolorosa, revela que a força que me sustenta vem de aceitar minhas quebras em vez de fingir perfeição.
A escuridão não é a ausência de luz. É algo muito mais complexo. Eu já estive lá várias vezes, aliás, ela, de vez em
quando, vem ao meu encontro. Mas, mesmo nas sombras, eu sei que Deus está sempre comigo, nunca me
desamparou. Mesmo na escuridão completa, segura a minha mão e me mostra o caminho. A ausência física de claridade simboliza apenas a fração visível do que sinto, há uma densidade sombria que engole sentido e esperança. Porém, a percepção de uma presença divina me faz acreditar que existe, mesmo no ponto mais escuro, uma mão invisível capaz de me guiar quando minhas forças falham.
ADORAÇÃO DOENTIA
Como eu te adoro amor sagrado,
Se tu soubesses tanto tanto
Que por vezes eu garanto
O quanto no pranto,
O tenho abafado.
Como náufrago que vai a nado
Com um poema erguido
Na mão cansada, fremido,
Como se carregasse um fado
No fardo às costas sentido.
No destino de dor suprema
Num cântico de heresia
Pão, sopa e vinho, poema
Como eu te amo, minha pena,
Minha louca poesia!
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 27-08-2022)
Não sei como nem porque, troco muitas vezes o nome, a graça, a pessoas como eu.
Mas quando se trata de bois, nunca lhes troco o nome, pelo contrário: anuncio-os aos quatro ventos, sem medos, comichões ou outros pruridos.
ESPINHO-MAR PÃO E
ÀS VEZES MAR CÃO
Como eu te amo, Espinho
Flor do mar
A brotar
Num lençol de verde linho
Nesta minha inquietude
Cravada na solicitude
Daquele botar
Do barco ao mar
A querer buscar
Algum peixe graúdo
Que os deuses
Por vezes,
Só te dão
Em ração
De pão
Miúdo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 13-04-2023)
Quando eu olho...
Às vezes me pego te observando de longe e me surpreendo com o teu jeito de se aproximar.
Fico te vendo e ao mesmo tempo te sentindo, um desejo de te querer cada vez mais e mais por perto toma conta de mim.
Quando eu olho para o céu, peço por você.
Quando eu olho para o horizonte, me imagino com você.
Quando eu olho para o lado, você está aqui.
Tu nem imaginas
quantas vezes
eu escrevi
o teu nome
na areia da praia.
O mar sorriu
e de maré baixa
repentinamente
passou para
maré de águas vivas.
Intensa. Oito ou oitenta. Quase nenhum equilíbrio. Às vezes, eu me canso de ser eu. Às vezes, eu me aceito exatamente como sou.
Algumas vezes a inspiração da minha poesia eu encontro no momento e nas histórias dos amores dos outros.
O meu gênero abraçado está na fronteira do lirismo com o romantismo e possui toques de simbolismo.
De tudo aquilo que escrevo o quê realmente me representa poeticamente são todos os poemas que dedico para o amor que virá.
Os poemas de validade emocional são aqueles que escrevo mesmo para mim e para o amor que virá.
O amor que virá realmente é o quê me importa. O amor que virá é a fonte de inspiração. Ele vai cruzar as mais altas, duras e distantes fronteiras pelo nosso romance.
As únicas críticas que acolho com bondade são as críticas referentes ao uso da norma culta e quando eu erro na digitação.
Se os símbolos e a escrita que uso nos meus poemas não agradam, qualquer crítica mesquinha será respondida em salto e altura, porque não sou generosa com quem não merece.
Se o Amanhã Nunca Chegar
Às vezes tarde da noite
Eu fico deitado desperto e observo-o dormir
Ele está perdido em sonhos tranqüilos
Então eu apago as luzes e permaneço lá no escuro
E o pensamento atravessa minha mente
Se eu nunca acordar de manhã,
Ele algum dia duvidaria do modo como eu me sinto
A seu respeito em meu coração?
Se o amanhã nunca chegar,
Ele saberá o quanto eu o amava?
Eu tentei de todas maneiras, mostrar-lhe todo dia
Que ele é o único para mim?
E se meu tempo na terra estivesse terminado
E ele tivesse de enfrentar o mundo sem mim,
O amor que eu lhe dei no passado
Será suficiente para durar
Se o amanhã nunca chegar?
Porque eu perdi pessoas amadas em minha vida
Que nunca souberam o quanto eu as amava.
Agora eu vivo com o remorso
Que os meus verdadeiros sentimentos por eles
Nunca foram revelados.
Então eu fiz uma promessa a mim mesmo:
De dizer, a cada dia, o quanto ele significa para mim
E evitar a circunstância
Onde não haja uma segunda chance de dizer-lhe
Como eu me sinto.
Então diga para aquele alguém que você ama
Exatamente o que você está pensando.
Se o amanhã nunca chegar...
- Às vezes o amor pode se tornar a sua pior mentira, talvez seja por isso, que eu ando gritando em meu travesseiro? - Não, o amor é um sentimento que se utilizado de forma correta, pode mover mundos e restaurar fundos, sentimentados e fálidos. - Porém, não estou precisando de cama e muito menos de travesseiro. Descobre-se então que dormir no chão, não é uma péssima opção. Nunca me senti tão bem acolhida como agora. - Males que faz bem, há poucos.
Cavalos selvagens, venham me buscar, venham rápido antes que o tempo deixe de ser tempo e passe a ser apenas uma bússula, essa mesma que todos podem até tentar possuir, mas poucos saberão como utilizar.
Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem!
Eu não tenho muitos amigos, sempre fui uma pessoa bastante reservada e depois de algumas decepções fui ficando cada vez mais exigente. Não, eu não espero perfeição de ninguém. Sei que todo mundo erra e tem defeitos, mas não quero mais me ferir com falsas intenções de pessoas. Digo isso, porque sempre fui um pouco ingênua e não percebia que muitas vezes eu mantive ao meu lado pessoas que nunca estavam satisfeitas com nada e eu sempre tinha que dar o máximo de mim pra ser aceita e nunca foi suficiente. Cheguei a pensar que talvez eu fosse o problema, mas quando olhei pra trás percebi que os verdadeiros estavam o tempo todo ali tentando me abrir os olhos. ❤
Agora eu sei que as lembranças contêm o segredo do futuro; não do passado, mas do futuro. Sei que, quando deixamos Deus usar nossas experiências passadas, elas se convertem em instrumentos pelos quais o Senhor nos prepara para o trabalho que ele tem para nós.
Já amei, já sofri, no final de tudo eu sorri e estou amando mais uma vez, sofrendo mais uma vez e sorrindo mais uma vez, porque é assim mesmo, todos amam, todos choram, todos sorriem, a vida te ensina a ser assim.
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