Por Tras da Janela
É preciso ter força e coragem de olhar pra trás e dizer: No final, as coisas que eu pensava que me desmoronavam, são na verdade, tudo que me faz ser forte hoje.
Eu queria olhar para trás e não lembrar mais de você. Mas não tem como, foram muitas coisas compartilhadas e sentimentos ao vento que hoje não me deixam te esquecer.
Por trás de toda essa felicidade existe uma garota que já passou noites e noites chorando pelos mesmos motivos, pelo mesmo cara.
Já busquei o meu sonho sozinho, sem olhar para trás e nunca tive medo de vencer mesmo nos dias mais escuros da minha vida eu caminhei a pé.
Deixo minha utopia para trás;
Velejei sob águas barrentas
Respirei o fel e o amor
E trouxe comigo a tormenta.
Antes acreditava em fada
Tocava em harpa sagrada
Via a luz do manto de zarção
E ouvia a sininho cantando para mim.
Percebia em mim certa inocência
Inocência marcada com beleza
Mas quem é inocente neste mundo
É julgado com aspereza.
Sob o sol e sob a lua
Houve registro de raios e trovões
Marcas de crispas e arrastões
Pelo fato de ser utopista.
Crer em ser feliz
parece fantasioso;
Lutar por um sonho
E ter no calço um algoz.
Tudo parece ir ao chão;
Mesmo quando termina a crepitação
Pedras se erguem em poeira;
Meus olhos não te vê mais.
Ela queria colocar em palavras todos os sentimentos que se acumulavam por trás de sua lingua desajeitada e mente teimosa.
É difícil se sentir inteiro quando você olha para trás e ainda vê pedaços seus espalhados pelo caminho. O segredo está exatamente em não olhar para trás.
As coisas vão perdendo o sentido e simplismente se esvaecem no ar. Deixamos muito pra trás, as vezes quase tudo em busca de uma felicidade incerta.
Olhar para trás é coragem. Coragem para perceber nossas inconsistências e desacertos. Olhar para trás é tomar consciência. Há quem diga não a essa forma de conhecimento – ou por medo, ou por insegurança. O importante é saber que olhar para trás não significa retrocesso. Olhar para trás é referência… Mas não devemos nunca permanecer lá, porque é para frente que se anda.
Acabei deixando muita coisa para trás. Coisas que me importavam e agora não me fazem mais tanta falta. Mas se você for uma delas e quiser voltar, volte. Quem sabe eu ainda não tenha te esquecido.
Estou cansada de decepções, de viver momentos que não existem, de ser passada para trás. Quero mais humildade nas palavras, afeto e compreensão. Do que adianta ter, e não ser?
“.. Belos dias de inverno se sucedem, o vento trás o alfazema como combinação diária aos cigarros e a cafeína. Faço ao acaso menções sobre ele, fico acordada à noite feliz ás vezes. E quando ele parte, ao anoitecer, meu corpo sangra aos prantos, por dentro, por não poder pertencê-lo (…) Uma anotação que gostaria de fazer, isto [me refiro ao que sinto] está relacionado a algum dos famosos sentimentos humanos? Nunca me julguei como tal, porém hoje percebo que sou e o faço com certa profusão. Então, quando terminei de escrever aqueles fragmentos, disse nunca mais ficaria presa por falsos laços. E o cumpri.”
Hoje a gente olha pra trás e vê tudo aquilo que vivemos!
Alguns momentos a gente queria que voltasse, pra refazermos de
formas melhores e mais intensa! Outros a gente se arrepende ,
outros a gente queria no presente , sem que nunca se acabasse!
Mas todos sabemos que a vida sempre nos trás e leva coisas que
amamos, odiamos ou que nunca imaginamos ter ou fazer, e com isso
um aprendizado enorme para cada dia que se passa, e que chega ; e no
fim de tudo a gente percebe que nossa existência não passa de momentos ,
de viver , de agir, de histórias a serem contadas em plena madrugada após uma
noite com os amigos enchendo a cara para esquecer os problemas que nem
mesmo tão grandes nos atormentam , mas assim é a vida e nas horas que a
gente menos espera , BAAM , aconteceu e já acabou e nos resta somente viver,
todos os dias como se fosse o ultimo de nossas vidas.
A SOLIDÃO DA LUA
Hoje a lua saiu, de trás de um penasco.
Tímida, correu os olhos
e não te viu, rápido ela se
escondeu em uma nuvem.
Ela logo percebeu que
o nosso amou morreu.
Por trás da nuvem ela chorou
comigo, seu pranto me serviu
de companhia, caia uma lagrima fria,
por sobre o asfalto, a lua de vez
em quando olhava desconfiada
e me via ali no terraço.
Presa as correntes da
saudade que você deixou.
A noite foi passando e a lua
sumindo por entre as arvores.
Não sei se ela continuou a chorar ou foram
as minhas lagrimas que lavavam a rua.
Me pus a olhar pra ela indo embora,
não levou com ela a minha solidão.
Essa companheira foi a única coisa
que você deixou.
Olho pra lua indo embora lentamente,
tão só quanto eu , a diferença é que
amanha a lua não lembrara mas de você.
Enquanto eu ficarei a chorar,
até o dia em que você pra mim voltar.
Já é tarde.
Olhar para trás de nada nos moverá a frente.
Já é tarde.
Do dias passados apenas aprendizados.
Do amanhã a vontade de Deus a me guiar.
