Poetas Franceses

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Se o amor tive-se um rosto, seria o seu, se o amor fala-se ele falaria a mas bela palavra, se o amor fosse alguém seria vc

O futuro tem vários nomes.
Para os fracos e covardes, chama-se impossível. Para os comodistas, inútil. Para os pensadores e os valentes, ideal.

A sua suprema agonia foi o desaparecimento da certeza e sentiu-se desenraizado... Ah, que coisa assustadora! O homem determinado, já sem conhecer o seu caminho e a recuar!

Já que não tem nada para dizer...
e nem para escrever.
Estou fazendo isso ...
Poeta tem mesmo essa mania
de rima as poesias...!

Quando não tem nada para fazer
vou logo escrever
minha grandes poesias...
fico sem idéias como agora
mais logo lembro...que poeta rima e faz na hora

– Ela não guardou nada para si – resmungou o sargento.
– É porque ela não está com fome – disse um soldado.
– É porque ela é mãe – respondeu o sargento.

Victor Hugo
Noventa e três, 1874.

Existem pessoas que tornam nossa caminhada mais significante.
Seja pela companhia, pelo apoio, pelo carinho, conselhos e porque nos tonam melhores de uma forma especial, sem que elas mesmas não percebam o bem que nos fazem.

"Sou sentimental, eu sei. Tenho meus modos e jogos. Minhas palavras e minhas manhas. Minhas brincadeiras e minhas verdades. Meu jeito de ser é este. Sou antigo, gosto de andar pelas ruas de mãos entrelaçadas. De beijos demorados. De ligações em meio a madrugada. Sou de tudo um pouco, mas se por um detalhe você não gostar, eu também posso ser nada. Vivo do meu jeito, e quem quiser aproximar-se, aproxime. Mas nunca queira mudar os meus modos. Sem esta mania, eu nunca seria eu."

Mesmo se a felicidade se esquecer um pouco de você, jamais se esqueça dela.

Lembra-te, quando fomos condenados
a magoa eterna da separação,
e a dor, o exílio, os anos fatigados,
me houverem corroído o coração;
pensa no extremo adeus, nesta triste existência!
Para quem ama, o tempo é nada, e é nada a ausência.
Meu pobre coração, até morrer,
sempre te há de dizer:
Lembra-te!
Lembra-te
ainda quando paz sem termo
ele, extinto, gozar na terra fria;
e quando, em meu sepulcro, a flor do ermo
Desabrochar suavemente um dia!
Não mais tu me hás de ver;
mas, onde quer que vás,
junto de ti minha alma - irmã fiel - terás!
E, alta noite, hás de ouvir a voz desconhecida,
murmurando sentida:
Lembra-te!

No Cabaré-Verde
às cinco horas da tarde

Oito dias a pé, as botinas rasgadas
Nas pedras do caminho: em Charleroi arrio.
- No Cabaré-Verde: pedi umas torradas
Na manteiga e presunto, embora meio frio.

Reconfortado, estendo as pernas sob a mesa
Verde e me ponho a olhar os ingênuos motivos
De uma tapeçaria. - E, adorável surpresa,
Quando a moça de peito enorme e de olhos vivos

- Essa, não há de ser um beijo que a amedronte! -
Sorridente me trás as torradas e um monte
De presunto bem morno, em prato colorido;

Um presunto rosado e branco, a que perfuma
Um dente de alho, e um chope enorme, cuja espuma
Um raio vem doirar do sol amortecido.

Como a ciência soa falsa quando se tem a mente tomada pela paixão.

Esses tesouros, esses móveis, esse luxo, essa ordem, esses perfumes, essas flores miraculosas - és tu. Ainda és tu, esses grandes rios e canais tranquilos. Os enormes navios que eles levam, todos carregados de riquezas e de onde sobem os cantos monótonos da manobra, são meus pensamentos que dormem ou resolvem-se no teu peito. Suavemente, tu os conduzes para o mar que é o infinito, espelhando as profundezas do céu na limpidez da tua bela alma; e quando, cansados do marulho e abarrotados de produtos do Oriente, eles regressam ao porto natal, são de novo meus pensamentos enriquecidos que voltam do infinito a ti.

A QUE ESTÁ SEMPRE ALEGRE

Teu ar, teu gesto, tua fronte
São belos qual bela paisagem;
O riso brinca em tua imagem
Qual vento fresco no horizonte.

A mágoa que te roça os passos
Sucumbe à tua mocidade,
À tua flama, à claridade
Dos teus ombros e dos teus braços.

As fulgurantes, vivas cores
De tua vestes indiscretas
Lançam no espírito dos poetas
A imagem de um balé de flores.

Tais vestes loucas são o emblema
De teu espírito travesso;
Ó louca por quem enlouqueço,
Te odeio e te amo, eis meu dilema!

Certa vez, num belo jardim,
Ao arrastar minha atonia,
Senti, como cruel ironia,
O sol erguer-se contra mim;

E humilhado pela beleza
Da primavera ébria de cor,
Ali castiguei numa flor
A insolência da Natureza.

Assim eu quisera uma noite,
Quando a hora da volúpia soa,
Às frondes de tua pessoa
Subir, tendo à mão um açoite,

Punir-te a carne embevecida,
Magoar o teu peito perdoado
E abrir em teu flanco assustado
Uma larga e funda ferida,

E, como êxtase supremo,
Por entre esses lábios frementes,
Mais deslumbrantes, mais ridentes,
Infundir-te, irmã, meu veneno!

Todos nós somos filósofos de nossas vidas.

A vida é uma comedia em que todos tomamos parte.

O poeta se faz vidente por um longo, imenso e pensado desregramento de todos os sentidos. todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; ele busca a si mesmo, ele exaure em si mesmo todos os venenos, para então guardar apenas as quintessências. inefável tortura na qual necessita de toda a fé, toda a força sobre-humana, onde ele se torna entre todos o grande doente, o grande criminoso, o grande maldito, – e o supremo sábio! – pois ele chega ao desconhecido! uma vez que ele cultivou sua alma, já rico, mais que todos! ele chega ao desconhecido, e quando, enlouquecido, ele acabaria por perder a inteligência de suas visões, ele as viu! que ele estoure em seu sobressalto pelas coisas inaudíveis e inomináveis: virão outros horríveis trabalhadores; eles começarão pelos horizontes onde o outro se abateu!

Sei que há um prazer violento que se chama gozar. Adivinhei-o noutros tempos, num momento de embriaguez...é quando a alma se conhece a si própria.

O futuro não é mais como era antigamente.

A sociedade só vive de ilusões. Toda a sociedade é uma espécie de sonho colectivo. Essas ilusões tornam-se ilusões perigosas quando começam a parar de iludir. O despertar desse tipo de sonho é um pesadelo.

"Acontece que todos nós sofremos um dia. Sofremos até por um doce roubado, ou até mesmo por não ter recebi um abraço. Um beijo de quem tanto esperamos. E principalmente, do amor que nunca recebemos."