Poetas Franceses

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Chanson

Disse a meu peito, a meu pobre peito:
- Não te contentas com um só amante?
Pois tu não vês que este mudar constante
Gasta em desejos o prazer do amor?

Ele respondeu: - Não! não me contento;
Não me contento com um só amante.
Pois tu não vês que este mudar constante
Empresta aos gozos um melhor sabor?

Disse a meu peito, a meu pobre peito:
- Não te contentas desta dor errante?
Pois tu não vês que este mudar constante
A cada passo só nos traz a dor?

Ele respondeu: - Não! não me contento,
Não me contento desta dor errante...
Pois tu não vês que este mudar constante
Empresta às mágoas um melhor sabor?

Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes.

As nações não têm grandes homens senão contra a vontade delas - assim como as famílias.

Eu fiz soprar um vento revolucionário. Pus um barrete vermelho no velho dicionário.

Que há de mais absurdo que o progresso, já que o homem, como está provado pelos fatos de todos os dias, é sempre igual e semelhante ao homem, isto é, sempre em estado selvagem.

Ali, tudo é ordem e perfeição. Luxo, calma, e sensação.

Quantas coisas é preciso ignorar para agir!

A riqueza e a pobreza são convenções.

A poesia não voltará a ritmar a ação; ela passará a antecipá-la.

Saboreiem do amor tudo o que um homem sóbrio saboreia do vinho, mas não se embebedem.

Os homens distinguem-se por aquilo que mostram e assemelham-se por aquilo que escondem.

Ninguém guarda melhor um segredo que uma criança.

Victor Hugo
Os miseráveis (1862).

Entre duas palavras, devemos escolher a mais pequena.

Em poesia, trata-se, antes de mais nada, de fazer música com a própria dor, a qual diretamente não importa.

Quão pouco tempo é preciso para mudar todas as coisas! Natureza de fonte serena, com que facilidade te esqueces.

O orgulho mais inacessível nasce principalmente de uma impotência.

Uma mulher é uma oportunidade de prazer! Até poderíamos dizer quando encontramos uma: eis uma bela noite que ali vai!

Toda a discussão reduz-se a dar ao adversário a cor de um tolo ou a figura de um canalha.

A carne é cinza, a alma é chama.

O solitário é um diminutivo do selvagem, aceite pela civilização.