Poeta
A Educação do Campo nos transforma
Nos faz ter um outro olhar,
O que antes era feio
Hoje passo a admirar,
E o que era preconceito
Hoje aprendo a respeitar.
Educar é a mais bela forma de aprender.
E é aprendendo que valorizamos a identidade e as práticas do campo.
Ser professor- pesquisador
É abandonar um pouco do "Eu"
Pra ser um pouco do "Outro"
Para assim então
Aprender um pouco de "Nós".
Mesmo com medo, siga.
Se o caminho for longo, descanse.
Se de ajuda precisar, peça.
Só não permita-se parar no tempo, e perder uma vitória tão grande.
É na luta, resistência e persistência que chegamos ao topo da montanha. Só não podemos desistir da escalada.
Deus me tornou forte o bastante para desprender-me do passado, viver o presente, e não preocupar-me com o futuro. Não importa a tempestade, Cristo é nossa calmaria.
(27 DE FEVEREIRO)
Dia e mês que levo os anos
Nas costas e cada vez mais
Idos sonhos e doces planos
Nos acasos e ocasos, vais!
Lido com o agrado está data
Num rígido e reto itinerário
Afinal não é ouro nem prata
Mas é especial no calendário
Não posso dar um até mais
Se veloz já é naturalmente
Dele eu não esqueço jamais
É meu instante inteiramente
Mais ido. Permissões anuais
Do fado. Estar! Um presente!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 fevereiro, 2022, 00’25” Araguari, MG
E então, percebemos que na estrada que percorremos, nunca estamos sós. Sempre tem alguém na arquibancada da vida torcendo pela nossa conquista e prontos para nos dar a mão quando precisamos.
Aqueles que nos acompanham na escalada, são os que realmente estarão felizes ao nos verem no topo da montanha; sem inveja, sem rancor, sem malícia.
Só quem caminha conosco, é que pode viver um pouco da experiência que passamos e ajudar, sem nos julgar.
Para chegar no pódio, precisamos enfrentar constantes lutas. Mas, quando tem uma mão para nos ajudar, a caminhada que era difícil, torna-se possível.
O cego, espiritualmente falando, nunca encontra o amor. Pois ele só tem ouvidos apurados para ouvir a voz do desamor, da ilusão que presenteia com migalhas
Um ser metade procura, procura, procura...
Mas só encontra um ser tal qual ele é.
Só encontra infelicidade.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima )
“CUGINA” FLÁVIA
Se da morte predomina a saudade
Da saudade a lembrança de porte
Doce menina, nunca pela metade
Tenho na falta uma saudade forte
Um vazio tão cheio de recordação
Que invade a todo momento o dia
Pulsa abafante, árduo. Tristura não
Pois deixaste aquela boa simpatia
E, tenho da privação aquele pesar
O teu olhar arraigado no passado
Numa carência do silêncio a surrar
Ah! o tempo distância mais e mais
Mas também abrevia o reencontrar
Pois, tivemos a regalia de te amar...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
05 de março, 2022 – Araguari, MG
*data natalícia da prima Flávia Magalhães Nogueira (In Memorian)
