Poeta
INVENÇÕES
Poeta Brithowisckys
Invento textos fora de contexto
Invento palavras fora de moda
Que sai de meu pensamento enfadonho
De tanto ver notícias tolas
Quem olha pra dentro não vê
Quem não lê com o coração não entende
A semente plantada sem água, não germina.
O olho por trás das pálpebras se esconde
Da tragicomédia do mundo plugado
Nas nestes, Sites, Teles e teias da vida.
Emaranhados que se confundem
Agitando fico sempre
Tentando me convencer
Inventar sem saber o que com que!
Com quantas palavras escrevo
Num português arcaico me atrevo
Absorto nos contextos de texto
E como o leitor percebe
Se das nuances é daltônico
Das letras mortas insalubres
Como o expectador recebe
O que transmite a quem lê
O troglodita das letras
Que em vão tenta comunicar-se
Só escreve palavras esdrúxulas
O analfabeto vê, mas não sabe lê
Não sabe decifrar
Os pífeis versos desconexos
Na introspecção de meu ser
Quem explica essa confusão?
Essa intromissão de textos
Muitas vezes fora de contexto!
A poesia é um fato concreto ou abstrato?
No contexto do texto de quem escreve
Desenha a resenha na mente o retrato
Na desdita de quem lê
O texto em controvérsia
Percorre mentes saudáveis
Acabrunha sentidos
No recôndito o que escrevo tem sentido!
Ah!! Poeta atrevido!
Brithowisckys 09/2010
DOR
Poeta Brithowisckys
Essa dor persistente e amarga
Que teima em ficar comigo
É diferente das outras dores
Essa sim... oferece perigo!
Não, eu não queria sofrer
Sinto-me só, é deveras comovente
Para outros, um indolente
Como alguém que pressente
O perigo iminente de acontecer...
Oh! Triste é a jornada perene
Que a vida imprudente me impõe
Essa tirania ruidosa e malvada
Que suga meu doce sossego
E me faz quase desvanecer.
Sou homem frágil, feito de emoções
Daquelas estruturadas, bem profundas,
Que ardem e queimam meu peito
Como chamas intermitentes azuis
A mais quente de todas,
Incendiando meu flexível coração
Estou na nau chamada vida,
Cruzando o bravio mar austral
Sem velas...a esmo na imensidão,
perdido ao léu, em vento contrário
Tendo as estrelas no firmamento
Testemunhas do meu sofrimento
Sozinho, enfrentando as vis tormentas
Sou pouco e fraco tido por mim
Sem perspicácia do início ao fim
Sou feito de ossos pele e carne
Passível de erros diminutos, sim
Como pele de frágeis vidros
E sangue petrificado de marfim.
Não se iludam vermes míopes
Por qualquer pretexto eufórico
Regurgitam cicuta mortal
E ainda zombam de mim!
A dor não é eterna...
Um dia ela irá divagar e passar
Como passam as tempestades
E as águas por debaixo da ponte.
Tudo acaba e desaba num suspiro
Em determinado momento
Como a chama que apaga
E o pesadelo chega ao fim.
Pobre de mim, se insistisse
Perpetuar a dor em meu peito...
Vai guerreiro! Decepa de vez
A dor que queima teu leito.
OCEANO CÓSMICO
Poeta Brithowisckys
Eu te adoro, ó Deus Pai Eterno Criador!
Eu te encontro no vasto silêncio do cosmo,
onde as estrelas dançam em sinfonia.
Enormes planetas em suas órbitas precisas,
tecem a teia trama invisível da harmonia.
Cada estrela é um ponto de luz na imensidão,
brilhando na noite turva e infinita,
guiando sonhos e transformando corações,
na vastidão cósmica da divindade bendita.
Planetas errantes giram em suas rotas
em um balé celestial.
No oceano cósmico,
cada um com sua definida trajetória,
orbita no universo infinito abismal e colossal.
A gravidade é uma força enigmática e invisível,
une o todo em perfeita dança e em sincronia,
mantendo a ordem no caos com equilíbrio,
na eterna e serena aliança indivisível.
E assim, a paz reina no imenso firmamento,
onde os Anjos e Arcanjos exaltam o Criador,
no ninho das estrelas e planetas em concerto,
cantam a canção da persistência do amor.
A tua bondade excelsa existe em todo o universo!
Obrigado, por me fazer existir e me levar a viajar em sonhos
no ninho das estrelas.
QUERIA APENAS ESCREVER UM POEMA
Poeta Brithowisckys
Queria escrever... escrever algo só para ti!
Escrever palavras de ternura, de magia...
Que brotassem das entranhas de meu coração.
Queria dizer com elas o que sinto. Como me sinto,
Pressinto.
Queria explicar os probos reais sentimentos
colocando-os em cada silaba, ditongo, tritongo
formado nas palavras os meus anseios...
os meus desejos e os meus efêmeros sonhos!
Peguei uma folha de papel em branco, suspirando
Transpirando,
Supliquei ao meu coração para escrever
no tum tum do seu compasso rítmo,
traduzindo as palavras em melodia
que pudessem embalar teu coração esperançoso.
Esperneei e esperei surgir cada palavra
que de mim nascia quase engasgada
mas imensa no peito que em chamas ardia,
e ficava pequenina, diminuta, quase invisível
perdida no deserto daquela página em branco,
umedecidas agora em gotas esparsas de lágrimas
Não sabia como interpretar as palavras brotadas
que advindas das entranhas de minh’alma...
Pintei a folha de azul...cor do céu,
onde as nuvens se fazem algodões
em minha imaginação sempre que
te invento, te vejo junto a mim.
Coloquei no meio uma pequena lágrima,
que depressa se transformou em mar calmo...
Num cantinho disperso desenhei um sorriso
deslumbrante e ele logo ele se tornou sol!
Olhei para a folha, e pareceu-me perfeita...
Mas ainda pálida amarelada pelo tempo
Fiquei momentâneamente sem noção
até notar que havia na praia dos sentidos
a tua ausência e a falta indelével de ti....
No mar que parecia sereno e calmo,
havia tempestades com raios e trovões de emoções,
e o sol?... Ah! o Sol, este sim queimava meu peito de saudades...
Foi aí que pensei em escrever!
Queria escrever... escrever algo só para ti.
Mas não fui capaz.... porque não se escreve
o amor que se sente, na doçura de um beijo,
na ternura de um meigo olhar,
no aconchego de um caloroso abraço
ou a tristeza de uma iminente perda,
Ou no adeus de uma despedida sem volta
Na dor de interminável de uma saudade...
Queria escrever e descrever o amor...
O amor não se descreve, o amor sente-se!
NO CORAÇÃO DO CERRADO
Poeta Brithowisckys
No cerrado, onde a seca impera,
E o cinza domina a paisagem austera,
Surge um milagre dourado, uma quimera
Os ipês amarelos, em sua primavera.
As árvores nuas, de galhos retorcidos,
Guardam segredos de tempos idos,
Mas os ipês, em flores vestidos,
Transformam o árido, em sonhos coloridos.
Cada pétala, que ao chão se entrega,
É um suspiro da terra que se alegra,
No contraste do seco, a vida se apega,
E o cerrado, em ouro, se reintegra.
Oh! Ipês, que desafiam a aridez,
Com sua beleza, trazem a lucidez,
De que até na seca, há solidez,
E no deserto da escassez, floresce a altivez.
No horizonte, o Sol se despede,
E o cerrado, em silêncio, cede,
À noite que chega, mas não impede,
Que os ipês brilhem, como uma prece.
O Sabiá gorjeia no frondoso Cipreste
Fugindo da agressividade do agreste
Ventanias, relâmpagos e trovões...
Ribombam no horizonte campestre.
A chuva tão esperada...imediatamente cai...
Como espadas fincando nos corações!
NÃO SE DESPREZA A MULHER POESIA
Poeta Brithowisckys
Não se despreza a poesia, se a poesia tem pernas e anda!
Se ela cria asas e voa como uma mariposa polinizadora de sentimentos, ou
uma insaciável e voraz libélula predadora.
Não se arranca a poesia, como se poda a rosa de uma roseira.
A rosa, pôde enfeitar a sua noite de núpcias, quando disse o desejado sim,
diante de uma plateia alucinada, com o perfume dos jardins,
ou pode te servir de mortalha na última batalha da vida,
quando teu corpo inerte desce só desacompanhado na lápide fria.
Não se despreza a poesia na tez feromônica da mulher amada,
aquela que interagiu e mudou a sua percepção das coisas,
te deixou daltônico diante da beleza de outras mulheres.
Não se despreza a poesia no olhar apaixonado da mulher amada!
Não se retém a poesia nos livros empoeirados nas estantes da vida,
ela tem que ser liberta nos saraus, nos becos e murais e nas praças,
Nesta cidade que tem pressa e não para um minuto sequer,
num piscar de olhos, sem tempo para dormir, sonhar, meditar e,
degustar a poesia que entra pelos ouvidos,
se agasalha de vez, nas artérias do coração.
Não se despreza a poesia que virou a mulher dos seus sonhos
Não se despreza a poesia, que os sonhos a transformou na mulher da sua vida!
Vivendo para amar você
Poeta Brithowisckys
Perguntei pra mim mesmo,
E não querendo saber,
Quanto tempo de vida,
Eu tenho pra amar você?
Essa pergunta insana
Que me acabo de fazer,
Porque tanto tempo de vida,
Vivendo pra amar você?
Me chamaram de idiota
Se eu vivo pra amar você
Não sei bem o que fazer
Pois tudo que faço na vida,
É só pensar em você.
E pensando em você,
Não aguento mais essa saudade
Porque tanto sofrimento
Se eu penso em você a todo momento!
Isso parece maldade,
Ou pura vaidade!
De um coração carente!
Sou um homem carente,
Está esboçado meu rosto,
Isso é evidente
Pareço despreparado
Amando assim de repente!
Sem ser contra gosto!
Mas o que fazer desta vida,
Em questões de amor não encontro guarida
Procuro soluções maduras
Honestas perenes quem sabe?
Querendo amar de verdade,
juraram-me amor eterno
feriram meu coração valente
transformaram minha vida em inferno
Por isso te procurei
Percorri becos e vilas
VOCÊ DISSE NÃO
Você disse "não",
Só pra me ofender,
E machucar o meu coração,
Sem sequer perceber.
Pré-refrão
Lá, lalá...
Lá, lalá...
Lá, lalá...
Lá, lalá...
Doeu...
Doeu...
Quase não consegui me segurar.
Ficaram marcas e lembranças,
Difíceis de apagar.
Doeu...
Doeu...
Mas um dia essa ferida
Vai deixar de sangrar.
Você virou as costas,
Nem quis me escutar;
O que era um sonho bonito
Vi desmoronar
Se um dia a saudade chegar
E bater no seu coração,
Talvez você compreenda
A dor de um "não".
Letra: Félix di Láscio
25/06/2026
Milagre.
Dois tiros.
Na rua.
Gota d'água!
Sobreviveu
Restabeleceu...
Vida de volta.
Era do crime
Não tinha time!
Hoje é poeta.
Volta por cima!
Orgulho dos pais.
Eu escuto
Coisas sobre depressão.
Dizem que isso
É pra chamar
Atenção.
Acho que não,
É solidão
Tormenta que não acaba.
Já escutei vozes
Pra acabar com tudo,
Não dei ouvidos,
Fui forte,
Uns dizem que tive sorte
De não optar pela morte.
Eu tive POESIA!
“statera”
Uma olhada
E nos encontramos.
Um sorriso.
Bem preciso.
E conversamos.
Do tempo nem nos lembramos.
Éramos mais que amigos.
Um só sentimento.
Nas suas entranhas,
mãos estranhas.
Era violação.
Arrancaram-lhe
a inocência.
Arrancaram-lhe
a vida.
Sentiu-se morta
mesmo sem culpa!
Sentiu a dor,
engoliu seco o rancor
daqueles monstros
que até falavam sobre amor!
Carregamos dentro de nós
a vontade de vencer
custe o que custar,
mesmo que alguém tente nos desanimar,
devemos acreditar
que somos capazes de qualquer coisa.
Somos maiores
do que imaginamos!
Escutei
“Lágrimas do Palhaço”
de Kamau.
Me fiz de aço
homem ferro
que não chora,
lembrei agora
Jesus também chorou
porque amou.
Me faço homem carne,
coração.
Precisei sentir a dor
para entender como funcionava o amor.
Jesus,
você é a minha única opção,
minha salvação.
E digo nesta oração.
Muito obrigado por tudo.
Por vencer o mundo,
e dizer que também posso vencer,
isso me dá forças para não me render!
Sei que com você
não tenho nada a perder...
