Poeta
Sangue Tribal
Manifestações dos ícones
Sugerem os índices.
Rastejando no mangue
A revanche dos garrotes.
Resquícios disso ou daquilo.
Tatuagens tribais
Ou um tribal tatuado.
Unicamente tribos,
Disputando com enfeites.
Artesanais, manuais, cirúrgicos,
Modificações da própria estrutura,
Meio artificial, meio humano, animalesco.
Sangue Tribal,
Salpicando na veia.
O Espiritual queimando a artéria.
Forjando, guinando, atrevendo,
Pulsando, marcando, ardendo.
Não escaparás do escopo.
Esmerilhando as incompatibilidades,
Causamos a fusão em nosso corpo.
Nunca inteiro ou completo,
Sempre meio ou metade.
Nascemos inacabados,
Mas prontos pra eternidade.
Cíclicos são calendários,
Periódicos são aniversários,
Meu bom-humor é sazonal,
Reservado a feriados.
Apetitosos são cardápios,
Fotografia também é sensual,
Explicativos são manuais,
Realidade Ficcional.
Política faz corruptos,
Ou corruptos fazem política ?
Entretenimento: droga lícita,
O Ópio do povo é a Retórica.
Menina flamejante,
Metamorfose dos sentidos,
Transmutando sentimentos,
Movimentos, emoções em tecidos.
As religiões são a prova irrefutável da capacidade e competência criativa do ser humano para inventar, seu potencial inquestionável de imaginar o impossível, justificar o improvável e tecer absurdos.
Vasta Sorte de Azares
A prudência não foi vista
Recentemente,
Os excelentíssimos
Desarticularam-se.
Na cédula pomposa
Elegeríamos cardápios,
Opções que limitavam-se
A nenhuma alternativa.
Uma bela dor,
Mostra quem fomos,
Então a bela dor,
Mostra onde estivemos.
Afinal a bela dor,
Mostra quem somos,
Vasta e bela dor,
Nas remissões, logradouros.
Agradeço esclarecer-me
O que foi péssimo,
Sem tuas agressões
Banhadas de exageros,
Eu não distinguiria
Quais receios são sinceros.
Nossas opções
Quase sempre limitaram-se,
A pouca ou nenhuma alternativa.
Das várias desavenças,
Entre ímpares e pares,
Na vasta sorte de azares,
Pinçamos perspectivas.
