Poeta
Indecifrável Jú
Em meu ingresso meço Jú
Faço um pedido peço Jú
Um comentário para Jú
Ou um glossário sobre Jú
Em meu diário escrevo Jú
Ao redigir resumo Jú
Uso ensejos vejo Jú
No quintalejo bejo Jú, bejo
Indispensável Jú
Incomparável Jú
Na biblioteca leio Jú
Na locadora loco Jú
Uso o fado fada Jú
Sol poente nasce Jú
Naquele atalho rumo a Jú
Espalho versos sobre Jú
Cantigas lidas para Jú
A Preferida, amo Jú, amo
Inenarrável Jú
Indecifrável Jú
Provoco-a por provocar
Só pra vê-la revidar
Onde me encontro, encontro Jú
Contudo, não decifro Jú
Notoriedade do notável
Afinidade ao afagável
Indecifrável Jú,
Inesquecível.
Verso Corrido: Do que têm não falta nada
Na rampa ela me acurrala,
Chamando pra brincadeira,
Desvia, faz volta e meia,
Corro dela, ela é corredeira.
Na arena baila quadrilha,
Escorrega rega a soleira,
Foi quem inventou a cartilha,
Dengo ela, ela se zangueia.
Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.
A primeira puxa a fileira,
Calada me arma cilada,
Saltitante esquenta a chaleira,
Do que têm não falta nada.
Debate de pura bobeira,
De meiguice a rabugice,
Corro dela, ela é corredeira,
Dengo ela, ela se zangueia.
Aprecio com dever cumprido,
A mensagem imortalizada,
Quando solto esse verso corrido,
Do que têm não falta nada.
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
Pairar Incansável da Fênix Sublime
o amor,
substância
mais versátil
e resistente
do universo
conhecido;
subsiste,
nos multiversos
possíveis e
impossíveis.
desconstruído,
metamorfoseia-se
em expressões
infinitas
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
ressurgindo das cinzas
para a eternidade.
Sabia não que podia amar,
Amor achava que era inventado,
Por inventeiros vertiginosos,
De lugarejos acantonados.
