Poeta
A solidão
Hoje eu estou arrasado
A solidão invadiu minha casa
Estou arrasado
Bem aqui dentro do ateliê improvisado
Não há um alguém que seja meu amigo
Uma alma para me ajudar
Alguém que possa a isso
Já não tenho lágrimas para chorar
O poço dos meus olhos está seco
Eu tinha tudo para estar alegre
Mas o mundo está todo manchado
Eles gostam de sangue inocente
E eu aqui dentro me escondo dessa gente
Não sei o que vai ser de mim
11/01/2018 17:15
GRITO EM SILÊNCIO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 12/01/2019 16:10
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Eu tento a cada dia
Romper a barreira do som
Sem um jato super-sônico
Mas só há o silêncio
E eu tento encontrar em outras pessoas
Algum sinal, um vestígio
De algo novo que me liberte do velho
E só encontro esboços passageiros
Que dão uma breve sensação
Daquilo que pode libertar, mas não plenamente
O meu silêncio grita e não pode ser ouvido
Eles vêem minhas expressões
Mas não há um que me auxilie
Eles esperam que eu seja forte, é só isso
O medo pode ser um fator para você querer desistir, porém, desistir é fazer o seu medo ganhar. Tenha fé, nunca desista dos seus sonhos, continue lutando, siga em frente, seja feliz. ☄
Mário Loff começou a delinear, na cidade da Praia, o seu percurso académico através da História e do Património. Naturalmente, estes componentes encontram-se unidos e formam um todo praticamente indissociável quando se associam à Cultura. Este poeta Tarrafalense de raiz, alma e coração, é um verdadeiro crente na criação artística enquanto motor do desenvolvimento do património cultural.
Ativo na cena cultural do seu Concelho, sempre procurou contribuir para um ambiente dinâmico, criativo e inovador em todos os domínios das artes. Escreveu dezenas de peças de teatro, dos quais cinco foram encenadas no grupo teatral Komikus de Tarrafal no qual Mário Loff é o seu diretor. Certamente, a prática artística ao mais alto nível passa pelo interesse precoce pelo universo das artes do espetáculo e pela integração em organismos culturais. Por isso, concebeu o projeto “Despertar”, com o intuito de envolver os jovens Tarrafalenses e sensibilizá-los para a cultura. Esta iniciativa também tem o condão de se aproximar de públicos socialmente desfavorecidos, procurando a sua integração, também na componente artística da sociedade.
Professor e formador, de 2004 a 2006 e entre 2014 e 2015, Mário Loff assume como um ato de responsabilidade a divulgação da cultura. Assim, tem levado a cabo a produção da “Rádio Praça” na cidade de Tarrafal de Santiago que, para além do puro entretenimento, procura reforçar a cidadania enquanto promove livros e autores. É notório o incentivo à leitura, numa meritória campanha de informação e sensibilização, que ao promover o acesso às obras do património cultural, Loff procura incutir a qualidade na educação artística.
Entre o pensamento e a expressão, mostra a sua força criativa e perseverança na escrita. Contribuiu, em 2018, no livro de contos infantil “A viagem mais fantástica do mundo” da escritora Natacha Magalhães e para a comemoração do Centenário da sua cidade natal escreveu e ofereceu à sua cidade sete poemas. Participou em várias antologias como, por exemplo, a antologia dos poetas de Tarrafal de Santiago (que em parceria com jovens poetas foi o precursor), a antologia de poesia da língua portuguesa ”Mil Poetas”, a antologia “Palavras da Alma”, foi colaborador do boletim da Altas, onde é membro-fundador da Associação Literária de Tarrafal de Santiago e da qual é o atual presidente.
Em 2017 foi convidado pelo CITCEM e pelo DCTP da Universidade do Porto, no âmbito do Colóquio Internacional “A Glimmer of Freedom. Tarrafal - Silêncios, Resistências e Existências”, para contextualizar o Antigo Campo de Trabalho de Chão Bom e os seus presos políticos através de um poema da sua autoria.
Inquestionavelmente, Mário Loff é um poeta prismático e um ativista cultural que com o seu olhar crítico, centrado na comunidade, envolve e contextualiza os diversificados aspectos da sociedade e da cultura Cabo-verdiana.
MUNDO PERDIDO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 14/01/2019 20:44
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Eu fico sem os meus sentidos
Fico ipnotizado
Como uma presa fica diante seu algoz
O meu algoz é uma grande ilha de solidão
Mas antes vale
Uma ilha inteira de solidão
Do que um continente de muito pecado
É melhor o silêncio de Deus
Do que o barulho de demônios
É melhor plantar um paraíso na solidão
Que boas sementes em um alvoroço
O egoísmo das pessoas rompeu a atmosfera terrestre
Não tem remédio
E salvar alguém ainda está nos meus planos
Ariele
Finalizada pelo aperfeiçoamento,
Preenchida com o necessário,
Superioridade declarada.
Níveis de porcentagem
Alcançando o máximo por cento.
Pós-perfeição,
Vitamina energética,
Sendo energizada.
Ela está terminada, completa.
Arrematada, aprontada,
Concluída, findada.
Decorada com um brilho inegável,
Esculpida em perfeita pele,
Seis letras delimitam a ilimitável
A R I E L E.
Finalizada pelo aperfeiçoamento,
Preenchida com o necessário,
Superioridade declarada.
Níveis de porcentagem
Alcançando o máximo por cento.
Pós-perfeição,
Vitamina energética,
Sendo energizada.
Ela está terminada, completa.
Arrematada, aprontada,
Concluída, findada.
Decorada com um brilho inegável,
Esculpida em perfeita pele,
Seis letras delimitam a ilimitável
A R I E L E
Áspera Seda
A espera se envereda,
O antídoto se envenena,
A insinuação se confirma,
Fora do set é nossa cena.
Personagens sem cenário,
Um roteiro sem um texto,
O conjunto separado,
Um dueto sem contexto.
Meras associações
Citadas sem nexo,
O reflexo de mim
Colocado em anexo.
Áspera Seda,
Áspera Seda,
Me absolve, me condena.
Áspera Seda,
Áspera Seda,
Me envolve, me sustenta.
Abrigado ao relento,
Apagada a centelha,
Um carinho, um acalento,
Rosa Vermelha.
Lágrima seca,
O norte no sul,
A chuva impermeia,
A Rosa Azul.
Áspera Seda,
Áspera Seda,
Me absolve, me condena.
Áspera Seda,
Áspera Seda,
Me envolve, me sustenta.
A lágrima seca,
Apaga a centelha,
Áspera Seda,
Rosa Vermelha.
Este é meu reflexo,
Colocado em anexo.
A minha herança é essa.
Áspera Seda,
Áspera Seda,
Me absolve, me condena,
Me absorve, me alimenta,
Me envolve, me sustenta.
Áspera Seda.
CANDELABRO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 15/01/2019 20:36
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Na luz artificial
Eu foco na luz espiritual
Mesmo durante tantas noites
24 horas por dia
Eu não tenho ninguém
Só os telejornais, as novelas
E o meu aparelho de som
As músicas são tristes
São baladas românticas
Eu amei de mais da conta
Por que a preferência dela por nada quanto ao tudo [...]
Por que brincar de amar
Se o amor aqui é algo sério [...]
Por que a ilusão se eu tenho o que é real [...]
Saudade é canção enclausurada no peito, sufocando e ao mesmo tempoquerendo gritar, procurandooxigênio para que algo que tenha sido bom possa voltar.
✨ Às vezes, tudo que precisamos é de uma frase certa, no momento certo.
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