Poeta

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Plumas Farpadas em teu Cacharrel

Das plumas farpadas
Que nos enovelam,
De arames felpudos,
Que a nós se revelam.

Colisões hipotéticas,
Relevando brandas alucinações.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nosso absurdo
Nos abençoa.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nossa insensatez
Nos impulsiona.

Bem-vindos mantras furiosos,
Aplicados com inexperiência,
Humilde e precária obstinação.

Aos solavancos
Realizo teus caprichos.

Pingentes moldados
Em cartolina,
Um lenço estampado
Em latim,

Se faz enigmático
E insignificante,
Perante o ardente
E extravagante cacharrel.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nosso absurdo
Nos abençoa.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nossa insensatez
Nos impulsiona.

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Das plumas farpadas
Que nos enovelam,
De arames felpudos,
Que a nós se revelam.

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Colisões hipotéticas,
Relevando brandas alucinações.

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Bem-vindos mantras furiosos,
Aplicados com inexperiência,
Humilde e precária obstinação.

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Aos solavancos
Realizo teus caprichos.

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Pingentes moldados
Em cartolina,
Um lenço estampado
Em latim,

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Se faz enigmático
E insignificante,
Perante o ardente
E extravagante cacharrel.

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Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nosso absurdo
Nos abençoa.

Plumas farpadas
Em teu cacharrel,
Nossa insensatez
Nos impulsiona.

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Santuário Teu

Perambulando cordial impertinência,
Vagando rumo à religiosidade,
Fulminado pela vã clarividência,
Templo de heresias frívolas e infiéis.

Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Escuridões ingênuas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.

Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.

Dê trela e torne-os teus atrelados,
Os outros tantos hão de enternecer,
A única disposição incurável,
É a trouxa infalível da transformação.

Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Penumbras bucólicas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.

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Perambulando cordial impertinência,
Vagando rumo à religiosidade,
Fulminado pela vã clarividência,
Templo de heresias frívolas e infiéis.

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Nessa nossa sonhadora inocência,
Ignoramos romantismo, iluminismo e breu,
Escuridões ingênuas, raciocínio infantil,
Absolutismo nosso em santuário teu.

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Vinde a mim motivação findável,
Não se encerre garoada de chuviscos,
Seja audacioso quando ácido banhar-te,
Em riscos permanentes seremos menos cruéis.

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Dê trela e torne-os teus atrelados,
Os outros tantos hão de enternecer,
A única disposição incurável,
É a trouxa infalível da transformação.

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Prezada Lívia

Nem sempre você conhece,
A pessoa que amará para sempre.

Vez por outra isso acontece
E nos damos conta que o definitivo,
Se transforma inapelavelmente.

Derramaram sobre nós
Responsabilidades intransferíveis,
Que jamais reivindicamos.

Deslocando-se suavemente,
Abastecida de parcimônia,
Timidamente determinada,
Convictamente relutante.

Nossos rótulos rudimentares, arcaicos,
Protegem-nos deste relevo futurista,
Onde as tendências fracassaram suntuosamente.

No consciente coletivo,
Caminha o acomodado consumista,
Monstruoso decrépito egoísta,
Enclausurado pelo protótipo cosmopolita.

Retrógrados, ultrapassados,
Sobrevivendo da armadura autista,
O severo retrocesso anacrônico,
No espírito fraterno do anarquista.

Seres rebeldes de uma causa delirante,
Na proa atracada descarregando enlaces,
Amotinados na embarcação extravagante,
Ancorei a inspiração nas maçãs de tua face.

Prezada Lívia, venho por meio deste
Enfado, dizer-lhe o quão frutífero
Tem sido, nosso vínculo antiquado.

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Nem sempre você conhece,
A pessoa que amará para sempre.

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Nem sempre você conhece,
A pessoa que amará para sempre.

Vez por outra isso acontece
E nos damos conta que o definitivo,
Se transforma inapelavelmente.

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Derramaram sobre nós
Responsabilidades intransferíveis,
Que jamais reivindicamos.

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Deslocando-se suavemente,
Abastecida de parcimônia,
Timidamente determinada,
Convictamente relutante.

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Nossos rótulos rudimentares, arcaicos,
Protegem-nos deste relevo futurista,
Onde as tendências fracassaram suntuosamente.

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No consciente coletivo,
Caminha o acomodado consumista,
Monstruoso decrépito egoísta,
Enclausurado pelo protótipo cosmopolita.

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