Poesias sobre Preocupação Social
Quando as demandas ignoradas viram costume, basta alguém fingir preocupação para despertar a paixão do povo.
Ano eleitoral costuma ser tratado como tempo de promessas, mas deveria ser, antes de tudo, tempo de vigília.
Quando demandas ignoradas viram costume, o povo se acostuma a sobreviver com a ausência desenfreada.
E, nesse cenário de carência prolongada, basta alguém fingir preocupação para parecer o grande salvador.
Não é a solução que encanta — é a encenação do cuidado que seduz corações cansados.
A paixão política, quase sempre, nasce menos da razão e mais da fome: fome de atenção, de escuta, de dignidade.
Quem nunca foi ouvido, tende a se apaixonar por quem ao menos finge ouvir.
E assim, o abandono repetido pavimenta o caminho da ilusão coletiva.
Por isso, ano eleitoral exige menos euforia e mais memória.
Menos discursos inflamados e mais perguntas incômodas.
Quem só demonstra zelo quando o calendário aperta, não descobriu o povo — apenas a sua utilidade.
Vigiar é lembrar.
Refletir é comparar.
E escolher com lucidez é o único antídoto contra a velha armadilha: confundir preocupação encenada com compromisso verdadeiro.
Prosopopeia flácida para acalentar bovinos na seara política é fingir preocupação, sem se ater ao início ou fim de qualquer problema.
Tudo em prol de narrativas e desinformação.
É aí que reina a arte sutil — e covarde — de simular zelo enquanto se abandona, à própria sorte, o princípio e o desfecho de qualquer problema real.
No teatro da dissonância não há compromisso com a verdade, apenas com o capricho das narrativas que melhor embalam os distraídos.
E assim, entre discursos inflados e intenções murchas, vai-se normalizando o hábito de confundir espetáculo com responsabilidade, opinião com fato, ruído com relevância.
No fim, quem brinca de governar com palavras vazias não conduz a destino algum — apenas empurra consciências para um pasto cada vez mais estreito, onde pensar dói e se questionar incomoda.
Porque, na política dos fingimentos, o que menos importa é resolver; o que mais importa é convencer.
E é justamente por isso que a vigilância se torna dever: para que nenhum de nós adormeça ao som de cantigas que só servem para manter rebanhos dóceis, enquanto a verdade passa, sozinha, pelo portão da história.
Só cometi o pecado de odiar os manipuladores até perceber que tamanha facilidade em 'Sequestrar a Mente' das pessoas nunca foi “mérito” exclusivamente deles.
O Estado finge preocupação, parte assustadora do povo o acompanha, e as más réplicas de homens chutam as Mulheres para as estatísticas.
Enquanto o Estado ensaia discursos de preocupação — cheios de notas oficiais, campanhas sazonais e promessas que evaporam na próxima manchete —, uma parcela assustadora do povo aplaude, compartilha, relativiza e segue adiante como se indignação fosse apenas mais um filtro de rede social.
No meio desse teatro cívico, as nossas Mulheres vão sendo empurradas para as estatísticas.
Não como nomes, histórias ou ausências que rasgam famílias, mas como números gélidos que cabem melhor nos relatórios do que na consciência coletiva.
E o mais doloroso é que muitas dessas violências não nascem da força, mas da fragilidade disfarçada de poder.
São cometidas por más réplicas de homens — cópias mal-acabadas de uma ideia distorcida de masculinidade, que confundem respeito com medo, amor com posse, autoridade com controle.
“Homens” que não aprenderam que ser Homem nunca foi sobre dominar, mas sobre proteger sem oprimir, sobre existir sem esmagar.
Quando a sociedade normaliza piadas, minimiza agressões, culpa a vítima, silencia denúncias ou escolhe o conforto da neutralidade, ela ajuda a fabricar essas réplicas medonhas.
E cada silêncio cúmplice é um carimbo a mais na estatística.
Talvez o que mais falte não sejam leis, mas caráter coletivo.
Não sejam campanhas, mas coragem.
Coragem de educar meninos para que não tentem provar nada pela violência.
Coragem de não idolatrar bravatas.
Coragem de parar de fingir surpresa diante do previsível.
Porque enquanto a preocupação for performática e a indignação seletiva, as mulheres continuarão sendo reduzidas a pavorosos números — e a nossa humanidade, a uma mísera nota de rodapé.
Só o Estado
que insiste em
Fingir Preocupação com a Segurança das Mulheres,
libera Agressores
para empurrá-las
para as estatísticas.
E nesse teatro de contradições, a proteção vira discurso, enquanto a realidade segue sendo risco.
Leis são anunciadas como escudos, campanhas surgem como vitrines, e pronunciamentos ecoam promessas que não resistem ao primeiro teste da prática.
Há uma distância bastante cruel entre o que se diz e o que se faz — e é nesse intervalo descarado que a violência encontra espaço para continuar.
Não se trata apenas de falhas isoladas, mas de uma lógica que naturaliza o descaso.
O ciclo se repete: denúncia, indignação, manchetes e caprichoso esquecimento.
Enquanto isso, mulheres seguem sobrevivendo com medo, não apenas da violência em si, mas da possibilidade concreta de que, ao buscar ajuda, encontrarão apenas portas entreabertas, respostas tardias ou decisões que as devolvem ao perigo.
O mais inquietante é perceber que o problema não está na ausência de instrumentos, mas na falta de compromisso real com sua aplicação.
Como se a existência de Políticas Públicas fosse suficiente para acalmar consciências, mesmo quando elas não alcançam quem mais precisa.
Como se proteger fosse mais uma ideia do que uma prática.
No fim, o que se constrói é uma ilusão de cuidado — uma narrativa que tranquiliza quem observa de fora, mas abandona quem vive a urgência.
E talvez a pergunta que reste — sem tropeçar na covardia do Estado para se calar — não seja apenas por que isso acontece, mas até quando aceitaremos que a Aparência de Proteção valha mais do que a proteção em si.
Queria Mesmo é ter meus Dez Anos,
Isso ia passarinha, Jogar bola, não tinha preocupação com roupa e coisa parecido... Não tinha que Fazer escolha...
E chegam os Dezoito anos e chega à responsabilidade e a cobrança da Faculdade... Ou algo parecido,
É vamos La rapaz. É hora de você fazer acontecer...
Seus sonhos de quando era criança deve se realizar, e o pior. Que agora você ou eu, ele, não tem, mas o colo dos pais para chora, a vida cobra e Devemos cobra dela...
Seu dever agora é dar um futuro pra você e pra sua futura família e tentar fazer acontecer aquilo que anos atrás disseram de você “As crianças são o nosso futuro"...
Só que agora Não somos, mas crianças ou somos,...
A Responsabilidade é nossa. Agora devemos conquista o respeito e a dignidade que um dia sonhemos ter...
O Destino é apenas questão de um sim ou não...
Escolha o sim para o bem e o não para o mal.
Queira muda o mundo e ajudar as pessoas...
Ou veio ao mundo para ser apenas mais um? ...
Sobre as eleições em 2002
Os gaúchos, travam uma inútil preocupação em votar num candidato que tome as rédeas do país. Os cariocas, elegem Fernandinho Beiramar e... Tá dominado, tá tudo dominado.
Piso em cima de espinhos, roendo-me de preocupação e ele está vendo televisão! Faço todas as tarefas domésticas e ele no sofá contemplando o videogame.
Nunca tive coragem de chutá-lo porta afora, como se fosse um ser indesejável. Mas precisava convencer-me de que uma separação seria a única saída, mesmo que apenas temporária. Precisava refletir! Precisava pesquisar! Eram assim mesmo os amores, os casamentos, era assim tão desigual?
Eu não tinha a menor vontade de abrir mão das comodidades e possibilidades que o casamento me propiciava, ficava feliz em ser casada, ter com quem conversar viajar, sonhar, beijar, amar, mesmo que sentisse tudo pela metade, tudo incompleto, tudo do avesso.
Saberei me livrar do outro assim como num passe de mágica?
A dúvida, não conseguia confirmar se estava seguindo a cabeça, a alma ou o coração.
Passei a achá-lo imaturo, irresponsável. Podendo garantir que não era o homem sonhado e desejado. Esse rapaz chegou em minha vida num momento em que qualquer pedra pareceria uma ponte, a salvação porque eu estava fragilizada precisando de alguém que me amparasse. Às vezes me pergunto se não foi ao contrário, eu precisava de alguém que necessitasse de apoio e que possibilitasse a mim mesma me auto afirmar como pessoa e como mulher, uma espécie de adoção inconsciente.
A preocupaçao e a apreensão,
Os minutos fazem horas parecer.
Incertezas, mudanças,
Que de mim levem
Aquilo que fez padecer,
Mas que tragam bonanças.
E que com condescência deixem
O que se apreendeu com o coração.
Galera cuidado com algumas cabeças femininas.
Se você demostra carinho, preocupação, sentimento e valoriza, ou você é bestão ou otário e as vezes ate IDIOTA.
Mas se você pisa, não dá valor, não corre atrás, elas te adoram, você é descolado e o cara ideal. CUIDADO COM QUEM PENSA ASSIM.
Ser Mulher
Preocupação com casa, comida, filhos, marido, enteado, gato e cachorro.
Dar conta de tudo com ajuda ou sem ajuda.
Estar sempre pronta para o que der e vier, ser a bengala, o apoio, a força e a plenitude.
Ser livre em pensamentos, atos e ações.
Amar, desejar, viver, sentir tudo isso elevado ao quadrado.
Ter mau-humor, tpm, cólica, dor de cabeça e muitas e muitas vezes não reclamar.
Está em sintonia sempre consigo e com os outros.
Que sua preocupação de hoje, não continue amanhã!
Que seus sonhos sejam ótimos!
E que amanhã na hora que acordar, sua vida seja realmente seu presente!
Boa noite!
Os pássaros que lá fora voam
são felizes pelo singelo bater de asas
sem preocupação, ninguém os atormentam
o mundo inteiro é deles, a própria casa
Estou com novos olhares para a realidade
por querer, prendi os que amo em minha vida
ficava infeliz sendo só a metade
que não quis mais me machucar com as vindas e idas
Os dias, as tardes, as noites, sozinha
á procura de algo pra me completar
e com as gotas translúcidas tão somente minha
pranteava bem baixinho pra não incomodar
Era pedir demais pelo afeto
demasiadamente desejei ter alguém
seja de longe ou seja de perto
mas que dissesse genuinamente: "Eu te amo, também!"
O amor precisa de paciência
tem que lidar com a liberdade
tratar o outro com benevolência
o amor não existe sem integridade
Mas tudo bem, eu aprendi
um hora ou outra tinha que saber
que não se pode em nada exigir
nem se entregar, nem se reter
Com as chaves em minha mão, te desatei
e sequer olhou para trás
a solidão mais uma vez entrou, mas já já esquecerei
talvez quando quiseres meu amor, não terás
Sinto o aroma da minha atitude certa
é de longe, o mais aprazível
amar a mim mesma está sendo a mais linda das descobertas
percebi que isso é sim, possível
Desvio meus pensamentos
Mais não consigo esconder a preocupação
"Sentinela" fazem com minha vida
Atinado permaneço evitando confusão
Marasmo está minha mente
Que só procurava solução!
E a preocupação comigo, acabou?
Tá doendo, tô cada vez mais triste.
Sempre me dizendo que vou ser feliz, que vou encontrar a felicidade…
Sem saber que a felicidade já encontrei, sem saber que a minha felicidade é você.
Os dias passam e eu sem saber se continuo dando sinal de vida ou sumo de uma vez pra ver se faço falta.
Sabe aquele mundo sendo construído?
Veio bomba nuclear e acabou com todas as pessoas.
Mas e o mundo?
O mundo ficou, ficou sem habitantes, fico sem graça e fico sem vidas.
Mas continua aí… no espaço...
Já desistiu de alguém que cometeu muitos erros?
Esse alguém era o amor da sua vida?
Se ele era o amor da sua vida, por que desistiu dele?
Porque ele te machucou demais?
Já pensou naquelas pessoas que se casam e depois de um certo tempo uma delas é traída?
Imagina a dor que a pessoa que foi traída sente e o que ela pensa.
E muitas vezes a pessoa que traiu é perdoada.
Sabe por quê? Porque o amor que elas sentem é maior, a esperança dele de não fazer isso de novo também, e mesmo assim não desistem de estar um junto com o outro.
Essas pradarias úmidas são escorregadias.
mas não existe a preocupação de cair, já caímos, não a conhecíamos.
Agora, a conhecemos.
E hoje me deu uma saudade daquela época em que a minha maior preocupação era qual cor de jujuba comer primeiro, que cor usar pra pintar o desenho, que game jogar...
da saudade daqueles domingos em familia em que você não se importava se tinha que brincar sozinha pois era a menor da familia, só sua imaginaçaõ já era suficiente, de iir pra missa com a mãe e depois se lanbuzar inteira com o sorvete mais gostozo do mundo(Independente do sabor).
Das noites passadas ouvindo as histórias contadas pelos avós ou pelos tios ao redor de uma foqueira, vendo a maior lua com as mais lindas estrelas...
E os amigos imaginários, que criança não teve um néh'
Lembro de quando aprendí a ler passei uma semana interia com um livro embaixo do braço, e quando aprendí a andar de bicicleta, foi mágico...
Dos animais de estimação, do meu cabrito(risos).Eh sim eu tive um cabrito em casa e ele fez a minha infância ser a melho imaginavél...
E apesar de as vezes não se ter dinheiro pra comprar uma bala,ou um doce qualquer a vida era mais feliz.
Tempos que não voltam(infelizmente) só deixam saudades, até daqueles joelhos ralados, dos dentes arrancados, dos remedios amargos, das surras vezenquando.
Porque com ao passar do tempo somos obrigados a adquirir responsábilidades que as vezes nem podemos sustentar, somos julgados por aparência, cor, classe.Temos apenas duas escolhas, ou nós encaixamos nesse mundo, ou nós isolamos de vez...
A vida cobra muito da gente. Somos obrigados a lutaar com as maiores decepções calados.
É por isso que eu fico com a inocência das crianças, essas sim sabem viver...
Se todos morrerão, pra quê a preocupação? mais um dia ou não, não tem salvação.
Viver e não se esconder, nem adianta correr
Tão sentimental, dizem por ai, que o mundo chega ao seu final.
Alguém ainda quer um REAL ?!
...Bom mesmo foi o tempo em que era apenas uma criança, quando a unica preocupação era de arrumar novas maneiras de brincar, quando tudo parecia mais feliz, felicidade essa que encrontava em coisas simples.
Ficava triste apenas quando a brincadeira era interrompida e as lagrimas eram apenas pela dor de um joelho ralado em meio uma dessas brincadeiras, o sofrimento era causado apenas por ficar de castigo após ter aprontado alguma travessura. Ah sim, com certeza foram bons momentos.
Essas lembranças me fazem pensar que a vida poderia ser mais fácil se ainda tivermos em nós um pouco dessa criança...
MINHA FRASE 475
Muito obrigado pelo seu interesse e preocupação, mas - no momento (pelo menos no momento) - prefiro falar com Deus diretamente, está bem?
Ele é muito egoísta
Enquanto eu fico aqui, pisando em cima de espinhos, roendo-me de preocupação, cuidando da casa, do cachorro, do gato e do papagaio, pensando e planejando as contas, a reforma, o lazer, preservando a imagem negativa de algumas pessoas que presenciam grosserias constantes...
Enquanto eu me viro nos 30 pisando em ovos para você não magoar, não quebrar, não se ferir eu muitas vezes estou juntando os cacos de mim mesma, estou apoiada em bengala e gritando em silêncio.
Enquanto eu faço tudo para não brigar, para relevar a sogrices da mãe dele, para entender que o cansaço toma conta na hora de divisão das tarefas ou da saída com os amigos sem ter hora para voltar.
Enquanto eu choro, sofro e luto, não sinto a menor sensibilidade e crença no nosso amor, nas coisas que podemos melhorar naquilo que podemos renunciar para que ambos sintam-se felizes.
Enquanto eu abro mão da minha felicidade ao seu lado e penso que você vai partir, percebo tristemente que você já tinha ido há algum tempo e só eu não tinha notado e que o recomeço para você havia sido mais rápido e menos doloroso.
Enquanto encharcava meu travesseiro com lágrimas e lembranças do passado, com a ideia fixa do que poderia ter sido, se eu mudasse, se eu o aceitasse, se eu deixasse de opinar, e se eu realmente fosse aquele poço de ruindade que levava nossa relação para o buraco e o amado carregando a firmeza do culpa zero, do eu não preciso mudar, quem quiser que se ajuste a minha existência.
Enquanto eu...
