Poesias sobre Preconceito Racial
Quando tudo desaba, nasce a chance de recomeçar, tentar de novo, das ruínas emergem sementes adormecidas e o amanhã, como jardim inesperado, que brota,floresce no solo fértil da esperança esquecida.
A dor não define quem sou, mas revela quem escolho me tornar, quem sabe uma alma que renasce das próprias cinzas, tecendo, com mãos feridas, já rasgadas pela vida, sua nova tentativa por uma redenção.
A superação começa quando desistir deixa de existir, quando o chão se desfaz sob os pés, mas o coração, teimoso e valente, continua a dançar com a vida, mesmo em meio ao vazio e ao vento.
O tempo não apaga a dor, mas revela a força escondida em lugares que por mim, eram desconhecidos. No pulso sereno das horas, uma resistência silenciosa floresce, como raiz que cresce invisível sob a terra.
O escuro só existe para que a luz alcance seu milagre, é o contraste secreto da alma, a sombra que, como um véu antigo, realça o ouro escondido na essência da verdade.
Entre a queda e o voo, habito o intervalo das coisas esquecidas, sou pássaro de asas frágeis, que escuta o chamado do céu, mas repousa entre galhos secos, esperando que o vento, um dia, lhe ensine a direção.
Não sou o que sofri, sou o que floresceu depois, uma história reescrita com a tinta invisível da resistência, um rosto onde cada cicatriz desenha o mapa secreto da coragem de recomeçar.
A resistência é uma arte que mora no silêncio, como pinceladas secretas sobre a tela invisível da vida, onde o que não se vê se transforma na mais imensa forma de força.
As tempestades forjam navegadores, em meio ao rugido feroz das ondas, domam o mar indomável, transformam o medo em fogo ardente e a tormenta em bússola que nunca falha.
Minha história é feita de renascimentos, em cada queda, um amanhecer incendiado, em cada dor, um poema forjado no fogo da perseverança.
Fazer Masking é ser um indivíduo sem identidade própria, que não sabe quem realmente é e não consegue distinguir onde termina o outro e começa a si mesmo. É servir ao mundo sem nunca ter se conhecido, sacrificando-se sem conseguir expressar ou compreender a própria dor.
Mesmo que consideremos estranho o estilo de vida que alguém decidiu adotar, precisamos lembrar claramente que essa é uma decisão pessoal, não nossa; assim, qualquer avaliação que façamos pode ser injusta ou precipitada.
Se o meu jeito de ser agradar, serei considerada uma pessoa complacente, companheira e amiga. Mas, se o meu jeito mudar e passar a não mais agradar, serei julgada como preconceituosa. Logo, cai por terra o conceito de preconceito. Se águem possui conhecimento e experiência previa sobre mim, como pode mudar o meu conceito para o preconceito?
Quando suas crenças e opiniões vão contra as regras e as Leis, você vai estar dando murro em ponta de faca, e vai sofrer as conseqüências disso.
Quando eu julgo, estou falando de mim, das minhas fraquezas, dos meus preconceitos vergonhosos, das minhas ignorâncias em camadas e dos meus medos, mas nunca de quem penso estar desqualificando, rotulando.
Só conseguiremos agir verdadeiramente juntos, quando nossas mãos estiverem entrelaçadas e nossos corações puderem emitir a luz da paz, cegando o preconceito e calando a voz da injustiça
Se as pessoas pudessem falar tudo o que sabem, pensam e sentem, sem serem hostilizadas e sem correrem risco algum, talvez, ajudaria a ciência a conhecer a mente humana mais rapidamente.
Você pode dizer qualquer coisa, sobre qualquer coisa, sem correr o risco de ser processado por qualquer coisa que seja. É só você passar raspando pelas coisas, tirando aquele fininho, sem jogar ninguém no chão.
Fico observando como algumas pessoas dão extrema importância às aparências exteriores. Eu nunca dei a mínima pros estereótipos e padrões estéticos. Eu vivo a minha vida, segundo meu próprio estilo, independentemente daquilo que os outros estão ditando por aí. O importante é me sentir livre e bem comigo mesma, e pronto.
