Poesias sobre Preconceito Racial
Conviver é a arte diária de lidar com pensamentos adversos. Ser humano é conviver com pessoas de opiniões diferentes. Ter empatia, respeito e amor pelo próximo. Cada ser tem uma maneira de ver as coisas e ninguém precisa concordar com a ideia do outro, basta respeitá-la. Assim como o ódio e o preconceito existentes em consciências primitivas é capaz de semear a discórdia, a harmonia se faz através das pessoas justas que procuram conviver em paz.
O autismo quando não acolhido se transforma em algo muito além da limitação, pois alimenta o preconceito daqueles que não veem as pessoas no espectro com uma perspectiva diferente e inclusiva.
"Grandes parcerias podem ser impedidas por grandes preconceitos, grandes amizades podem ser impossibilitadas por grandes interesses. Reavalie seus conceitos e interesses!"
Para muitos defeitos físicos existem formas de serem eliminados ou atenuados. Contudo, para os defeitos do espírito, principalmente o preconceito, se a pessoa que os portar não corrigi-los e não se redimir perante Deus e a quem porventura tenha ofendido, eles voltarão contra ela, em dobro, nessa vida ou em outra, inclusive depois da sua morte.
O conceito abre a mente e mantém uma porta de saída de emergência em caso de incêndio provocado por preconceito.
Fazer Masking é ser um indivíduo sem identidade própria, que não sabe quem realmente é e não consegue distinguir onde termina o outro e começa a si mesmo. É servir ao mundo sem nunca ter se conhecido, sacrificando-se sem conseguir expressar ou compreender a própria dor.
Quando suas crenças e opiniões vão contra as regras e as Leis, você vai estar dando murro em ponta de faca, e vai sofrer as conseqüências disso.
Estamos tão próximos de nosso próprio ponto de vista que não vemos nossos preconceitos e limitações.
Apontar o dedo é fazer com que nossa alma desperte para o que já foi ou ainda está enraizado dentro de nossas almas, fazendo com que nos conscientizemos daquilo que é errado no outro e em nós mesmos.
Seja um exemplo puro e verdadeiro de "homem de bem" e não um hipócrita preconceituoso disfarçado de bom samaritano.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Existem pessoas dignas de pena, e isso é uma coisa muito triste. Quando alguém me olha com pena, sinto que perdem o respeito pela minha história e enxergam apenas a figura fragilizada. Essa “solidariedade” envenena mais do que auxilia, pois revela preconceito velado, acham que minha existência se resume ao sofrimento, e não ao ser humano que ainda resiste.
Existencialmente exausto. Cada nova manhã exige de mim uma façanha maior do que no dia anterior, levantar da cama parece um esforço incompatível com minha realidade física e emocional. Essa exaustão não se resume ao corpo cansado, mas se multiplica na mente, onde a luta contra pensamentos deprimentes consome qualquer resquício de energia que eu ainda guardasse.
Somos uma máquina perfeita, funcionamos quando todos os componentes estão saudáveis. O cérebro começa a falhar, e todo o corpo sofre, todo o corpo falha. Quando doente, percebi quão frágil é essa “máquina perfeita”. Cada célula agonizante reverberou em dor física e mental, lembrando-me que a dependência mútua entre corpo e mente torna qualquer lesão em um colapso sistêmico.
A solidão pode ser a cura de vários males. No isolamento forçado pelos leitos de hospital, encontrei uma retidão brutal, sem distrações, minha mente enfrentou cada trauma sem disfarces. Foi nesse vazio que reconheci o valor de estar só, lá, sem máscaras, pude confrontar o que me assombrava e, por um breve momento, aprender a me reconstruir sem a influência corrosiva dos olhares alheios.
Nascemos sem ter um futuro certo, sem saber o que haverá se porventura, tivermos um amanhã. Nossa vida é uma incógnita, agradeça todo instante a Deus, ou a qualquer força maior em que acredita. A vida é, por si só, um sopro. Aprendi, da forma mais cruel, que qualquer garantia de futuro se desfaz num segundo, meu “amanhã” virou promessa vazia. Agora, cada respiração é preciosa, pois reconhecer que existo é um milagre insistente, sustentado apenas por uma fé que teima em não me abandonar.
Não existe idade para recomeçar, o importante é que a mudança começou. Mesmo com cicatrizes profundas, descobri que cada etapa da recuperação, seja da fala, dos passos ou da esperança, é um recomeço. Não importa se os ossos não se curaram como antes, a coragem de tentar um passo novo, no instante exato, revela que a jornada renasce a cada esforço, sem data para terminar.
Às vezes a vida vai te apresentar acontecimentos que parecem ser o fim, e realmente é, porém é um fim necessário, esse fim chega para dar espaço para um novo e bonito começo. Comece diferente, que esse seu novo começo não se torne aquele fim que já foi embora. Escrever, por exemplo, tornou-se catarse que me mantém vivo, mas sei que esse novo rumo exige vigilância para não se perder no medo do passado.
Das palavras que escrevo, tiro menos de um milésimo do que realmente quero dizer. Algo prende a essência do lamentar, não posso tirar nada frutífero do que escondo. Talvez seja esse o verdadeiro e complexo eu, que vive sorrindo e escondendo tudo, para não machucar ninguém. Cada linha que transborda no papel representa apenas a ponta de um iceberg emocional, há tanto temor de ferir quem lê que as verdades mais profundas ficam guardadas num cofre trancado pela própria insegurança. Reconhecer essa lacuna entre o que sinto e o que mostro é o primeiro passo para, talvez um dia, soltar as amarras que me impedem de expor meu eu por inteiro.
