Poesias sobre Pássaros
Oh, como chove.
Será que um dia aquele pássaro voltará?
Eu o soltei, pois é no céu que ele deve estar.
Mas quando a chuva cessar,
ele virá me visitar?
O sol rompeu por entre as nuvens,
seus raios tocaram minha pele.
Mas logo as nuvens o esconderam outra vez...
Oh, como chove.
Tentaram prender aquele pássaro,
até mesmo suas asas quiseram cortar.
Mas, com bravura, ele conseguiu escapar.
Prometi ajudá-lo, protegê-lo,
e juntos desbravar o mundo.
Ele voou, cruzou a densa floresta,
enquanto o sol se ocultava,
fugindo da chuva por entre as nuvens...
Oh, como chove.
Será que um dia aquele pássaro voltará?
Me visitará, e uma nova etapa começará?
Ou será que, acima das nuvens,
é onde ele prefere estar?
Oh, como chove...
Pássaros
Meus pensamentos
são como pássaros sem dono:
voam sem direção,
pousam sem avisar.
quando se aninham na minha cabeça,
ficam ciscando,
caçando caraminholas...
depois desaparecem
como nuvens
deixando apenas
poesias.
Pipas a voar,
Sol a raiar,
Vento a soprar,
E pássaros a cantar.
Coisas tão simples,
Que tornam a nossa vida única.
E bela.
Pessoas incríveis
costumam
estar sempre
em queda livre.
Como pássaros vivem da
liberdade.
Não deveriam parar nunca
são feitos de ondas.
Adoráveis na vindas .
Inesquecíveis nas idas.
Dor
Como passa o passarinho
Passeando pelo jardim
A dor também é passageira…
Pode acreditar em mim!
Dissipando-se a cada passo
Logo se torna passado…
Se ela tem o seu começo
Também há de ter seu fim
Gaiola
Fico só a imaginar
Pássaros que vêm e vão…
Quanto a mim, aprisionado,
Há anos nesta gaiola
Não sei mais sequer voar
E nem se um dia irei embora
Sinto as asas já ceifadas
Sem forças para mais nada
Só me resta, no momento,
Suportar tal punição
Com os restos do coração
E as sobras do pensamento
Meu crime foi ser tão belo
Além de ter suaves penas
E ser tão bom cantador
Enquanto cumpro a dura pena
Eu entoo este poema
Pra amenizar tamanha dor.
NINHO VAZIO
Dois bonitos passarinhos
Que voavam por aí
Um dia se encontraram
E logo se apaixonaram
Construíram um belo ninho
Simples, mas aconchegante
Então vieram os filhotinhos
Felizes e esfuziantes
A família aumentou
E a trabalheira também…
Ter comida e segurança
Não é fácil pra ninguém
O casal de passarinhos
Com integral dedicação
Transmitiu aos seus filhinhos
Respeito e educação
E assim, dia após dia,
Numa luta sem parar
Os pequenos filhotinhos
Aprenderam a voar
Mas em uma tarde voaram
E já não voltaram mais…
Foram construir seus ninhos
Seguindo os próprios caminhos
Como um dia, lá atrás,
Também o fizeram seus pais
Então, assim de repente
O ninho aconchegante
Que era tão quente e seguro
Ficou triste, escuro e frio
Tornou-se um ninho vazio
E o casal de passarinhos
Lá na varanda do ninho
Hoje fica a murmurar
Esperando que numa tarde
Os filhotes reapareçam...
E que voltem pra ficar.
Dói a cabeça
de tanto pensar
minha vida com você
só sabe voar
Voa passarinho
e não pense em pousar
Penso em você
não quero que vá
Penso tanto que me faz planar
acompanhando você
em pleno ar
Querido passarinho
Um bosque, tão belo que não parecia real
Os meus pés andam sem uma direção correta
Nenhuma parte do meu corpo me obedece
Tão vivo que nem o que fazer
Distraído, trombo em uma árvore e ouço um estranho som
Olho para cima e vejo um pássaro em seu ninho
Tão azul quanto o céu, e tão belo quanto o seu bosque
- Olá! - Eu digo em alto tom para o pássaro me ouvir.
Ele não me respondeu, mas o vejo recuar.
- Eu te assustei? Perdão.
-- Não estou acostumado com pessoas. - Disse o pássaro.
- Podemos virar amigos e explorar juntos o bosque!
-- Não posso sair daqui.
- Por quê?
Ele não respondeu, imagino que está pensando na resposta.
- Bem, se isso te alivia, podemos brincar aqui mesmo.
-- Não tenho coragem de sair.
- Mas as suas asas são tão belas.
-- Asas? Que asas?
O pássaro começa a procura-las.
- As que estão em você.
-- Eu realmente não as vejo.
- Por quê?
Consigo ver nitidamente as suas belas asas, algo que ainda é estranho para mim.
-- Provavelmente porque elas não são mais úteis para mim.
“Está certo que esta
é a liberdade desejada?
Sabe-se que diferente
dos pássaros presos,
os soltos estão mais
sujeitos a pedradas”.
OS PÁSSAROS.
Como um pequno pássaro, o "filho" aprende a bater as suas próprias asas. Ensaia pequenos saltos rasteiros, também toma alguns tombos; até que finalmente, sente-se seguro para empreender voos mais complexos.
Cantam os pássaros nos beirais
Ansiando a asa que os faz voar
E no cantico das folhas da velha árvore
Adormece a terra na canícula da tarde
Cheira a alecrim do monte e a jasmim
A alfazema enamorada da rosa de alexandria
Embebeda-se dos seus exóticos aromas
No banco de madeira envelhecido pelo tempo
Solitário e pensativo
Sofre o poeta na incessante busca dos seus ideais
Sede que lhe seca as veias
Lhe aperta a garganta ...
E chora lágrimas apertadas junto ao peito
A calma e o silencio são tormenta
Solta-se o grito de alma e em convulsão escreve a vida incompreendida do poeta
Sua alma é feita de liberdade,
sem gaiola, sem anilhas.
Voa livre como um passarinho,
buscando um ninho,
para onde possa, livremente, voltar.
Percebi que estava vivo quando numa manhã celeste os pássaros cantavam.
Percebi que estava vivo
Quando no céu o sol brilhava.
Percebi que estava vivo
Quando descobri que vc me amava.
Utopia
DEIXANDO NOTAS ESPALHADAS PELA CASA,
ME SINTO SUFOCAR NA RIQUEZA DO VAZIO.
AQUI PÁSSARO COMPRA SUA ASA...
COM O SUOR DE UM VERDE EM BRASA!
QUE SUSTENTA CORAÇÕES COM FRIO.
Violenta Ruptura! Com Sirenes! Viaturas!
Passo Em Frente Pra Tocar No Norte!
Vento Forte! Pouca Sorte!
Muita Gente! Muita Morte!
Vento Forte! Muita Sorte!
Passo Em Frente Sem Tocar No Norte!
Violenta Ruptura! Com Sirenes! Viaturas!
deixando notas espalhas pela casa,
me sinto mergulhar na riqueza de um rio.
aqui pássaro nasce com asa...
com o suor de um sol em brasa!
que aquece corações com frio.
As coisas simples que me encantam
O canto de um passarinho
Um banho quente antes de deitar
Um bolo de fubá depois de assar
Deixar na cama depois de um dia cheio e descansar
O cheiro da pessoa amada
Ver o sol nascer e outro dia começar
O aroma duma flor
O alivio depois dá dor
Ver um filme qualquer depois do almoço
Dormir ao som da chuva caindo
O abraço de um amigo
Falar com o vizinho
Tomar aquele cafézinho
coisas simples são as que encantam
Asas
Porque a cidade me prende com laços de asas onde os pássaros moram
O rural me despe de cintos dourados e me enche de música
É no silencio do rio na turbulencia do mar
Que as raizes de formosas arvores me alimentam as palavras
Seiva da juventude em taças de corolas
Flores de campos coloridos que me invadem
Senta-se a cidade a meu lado
Inquietação no ajuste da escolha entre a pedra e a terra
O bulício e a quietude na pele que se quer sentida
E afago o olhar nas marés de trigo e choro a selva urbana onde moram os pássaros sem asas
03/11/2022
