Poesias sobre palavras

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A mentira tem prazo... a verdade não tem fim,
Quem constrói sobre a justiça deixa um legado, enfim.
Não entrega tua consciência por um brilho passageiro,
Quem protege o próprio nome vale mais que o mundo inteiro.

Nas discussões sobre preconceito.
Quem não respeita a opinião do outro,
também é preconceituoso,
pois também sofre do mesmo mal,
a intolerância!!!

Na vida, sempre enfrentamos o peso
Da expectativa dos outros sobre nós
Sempre tentamos suprir as necessidades
Que os outros tem sobre nós e muitas Vezes adoecemos com isso


Mas porque nos preocupamos tanto
Com algo que (definitivamente) NÃO
ESTÁ NO NOSSO CONTROLE?


A única expectativa que deveriamos ter que cumprir seria a que colocamos
Em nós mesmos


Devemos parar de se importar com coisas
Que não importam e começar a priorizar
Nós mesmos: nossa vida, nossos sonhos, nossos desejos


Não adoeça (cuide da sua saúde física, espiritual e psicológica)
Nem se entristeça com a vida (às vezes vamos nos aborrecer e está tudo bem também)


Procure nos simples detalhes da vida, motivos para seguir sempre em frente
Seja com amigos, familiares ou sozinho




Quando sentir que tudo está pesado
Fuja um pouco (sei que nem sempre isso é possível, principalmente quando se é adulto), respire e depois volte, a vida não tem que ser tão dura.
-Luna☆

PERDÃO

⁠As pessoas falam tanto sobre essa palavra, mas não falam que é um processo lento.
As vezes pode durar uma noite, as vezes dias.
E nesse processo, você precisa tirar o curativo que está ali tapando a ferida e buscar um remédio para de fato curá-la.
Isso dói, e dói muito
Contudo, notou que você primeiro precisa se perdoar para então perdoar o outro?

A gente aprende com o tempo que amar não é sobre estar fisicamente perto a cada segundo, mas sobre nunca se sentir longe por dentro.
_Enzo Ruchell_

O acaso




Caneta, papel, café e uma vela acesa sobre a mesa,


depois da explosão sobraram alguns estilhaços, pedaços de você estão espalhados entre as linhas,


a uma voz que já não ouso ouvir, não por medo mas por saber os efeitos colaterais da colisão causada,


os desejos não podem sufocar as esperanças, não podem ser mais fortes do que a sabedoria encontrada no silêncio,


atravessar um iceberg com a tocha acesa não foi um feito, foi uma versão do meu futuro encarando a realidade sem desistir,


e caso aconteça o acaso de eu encontrar um novo amor por um acaso, estarei vibrante na mesma órbita de enfrentamento dos olhares e sentimentos.

Destino implacável


Na busca de um norte, passos foram dados sobre o gelo e sem piedade o destino foi implacável,


Laços que se rompem, olhares perdidos na neblina, dias esquecidos nos juramentos em vão,


O uivo do lobo solitário é ouvido e a distancia a presa sente na alma o frio da sua derrota,


Vencer as quedas, a ausência e a crueldade das palavras deixadas sangrou os gritos do desespero, no entanto foi o suficiente para aquecer o abrigo forjado no silêncio,


No retorno, a jornada pela sobrevivência matou versões antigas, superou marcas e limites e apresentou na ponta da lança o reembolso do tempo.

Perdido por você...


Naveguei entre as nuvens e não vi você,


Caminhei sobre o mar e não vi você,


Continuei a vagar dentro de um labirinto abrindo portas e mais portas e não te encontrei,


Foi quando a lua sorriu e através das estrelas me indicou o caminho até você.

Ocultos


O nosso ecossistema está corrompido,


ele esconde segredos ocultos sobre nós,


a pessoas entre nós que são inesquecíveis e este estado de espírito não tem cura.

⁠Literalmente leve

O silêncio me ensina a olhar holisticamente,
O tempo tem me dado posse sobre o saber,
Com as palavras ganho leveza,
Com o amor, estou ganhando o direito de apreciar a vida.

O escritor e escultor molda a matéria bruta sobre a palavra vazia, transformando a ausência e a forma humana em monumentos perenes que desafiam o esquecimento.
Reno Fioraso

Sobre mudanças

Há momentos em que a gente percebe que precisa mudar.
Não porque deixou de ser grato pelo que tem, mas porque finalmente entendeu que gratidão não significa aceitar tudo.
Eu agradeço a Deus pelo trabalho, pelo pão de cada dia, por cada oportunidade e por tudo aquilo que chega às minhas mãos. Mas também aprendi que agradecer não me obriga a permanecer em lugares onde não há respeito, consideração ou dignidade.
Durante muito tempo, talvez eu tenha confundido paciência com tolerância e necessidade com obrigação de suportar.
Hoje, alguma coisa mudou dentro de mim.
Cansei de normalizar aquilo que me machuca. Cansei de justificar o injustificável. Cansei de achar que preciso aceitar menos simplesmente porque um dia tive medo de ficar sem nada.
Eu quero mais.
Mais respeito.
Mais tranquilidade.
Mais reciprocidade.
Mais reconhecimento.
Mais dignidade.
E querer isso não faz de mim uma pessoa ingrata.
Às vezes, Deus não está nos ensinando a suportar mais. Talvez esteja nos dando coragem para reconhecer que determinada situação já cumpriu o seu propósito e que é hora de seguir em frente.
Não sei exatamente como será o próximo capítulo. Mas sei que não quero mais escrever minha história aceitando aquilo que, no fundo, já sei que não me faz bem.
Há uma inquietação em mim.
E, pela primeira vez, não quero silenciá-la.
Talvez ela não seja apenas revolta.
Talvez seja a minha consciência dizendo: você merece mais.

Josy Maria 08/08/2026

O Nosso Verão


O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.


O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.


As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.


Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.

Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.


Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.


Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.


E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”

Porque amar nunca foi sobre equilíbrio, foi sobre entrega —
e eu sempre te amei
com tudo que o mundo nunca viu.

Você é um enigma deixado sobre a mesa do meu peito, uma caixa antiga sem manual, cheia de símbolos que não se repetem.
Cada gesto seu muda a ordem das peças, e eu quebro a cabeça, não por falta de entender, mas porque decifrar você exige mais sentir do que pensar.

Perfeito amor…


Não é sobre começos,
é sobre o que ficou depois deles.
Sobre nós, que não passamos —
criamos raiz no tempo e fizemos morada no sentir.


Te amar
virou rotina daquelas bonitas,
que não pesam, que não cansam.
É o tipo de certeza que não precisa ser dita, porque vive nos detalhes que a gente nem percebe mais.


Nos dias difíceis,
teu nome ainda é abrigo,
teu abraço ainda resolve o mundo.
E mesmo quando o silêncio chega,
ele vem cheio de nós dois,
nunca vazio.


Se isso não for
o tal do perfeito amor,
então eu não sei o que seria.
Porque o que temos não grita… permanece, e tudo que permanece, no fundo, é eterno.

Que hoje a vida te trate com carinho. E, quando o dia terminar, que ainda sobre um pouquinho de saudade de mim… porque por aqui já tem saudade de você.


Um beijo bem gostoso e um cheiro!

Não pode falar a verdade sobre o
meu time na derrota,não que isso
me incomoda,mas me poupe da tua
análise chata,e idiota.

A Guerra Que Eu Não Sabia Que Existia


Eu fui leigo sobre o machismo e o feminismo
por muito tempo.
Não por negar,
mas simplesmente por não saber.


Para mim, o feminismo era algo superficial,
uma palavra distante,
quase resumida à igualdade salarial,
ao direito de receber o mesmo
pelo mesmo trabalho.


Eu não enxergava o que existia por baixo das palavras.


Na minha cabeça,
homens eram homens,
mulheres eram mulheres,
e ambos simplesmente viviam.


Eu cresci acreditando que os dois caminhos eram normais.
Não havia guerra dentro de mim,
não havia bandeira,
não havia lado.


Eu não acordava pensando em machismo.
Não acordava pensando em feminismo.
Eu apenas acordava.


Minha socialização não parecia carregar ideologias.
Eu conversava, trabalhava, brincava, amava,
sem imaginar que determinados comportamentos
poderiam carregar séculos de história.


Nada parecia mudar meu comportamento.


Eu não pensava:
“isso é masculino”
ou
“isso é feminino”.


Eu simplesmente fazia.


E talvez essa tenha sido a minha maior ignorância:
acreditar que aquilo que parecia natural
era necessariamente neutro.


Eu não sabia que existiam guerras sociais
acontecendo enquanto eu vivia.


Guerras feitas de palavras,
de comportamentos,
de expectativas,
de culpas herdadas
e de feridas que eu sequer conhecia.


Eu caminhava no meio do campo de batalha
sem saber que havia uma batalha.


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