Poesias sobre palavras

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Deus sempre será a fortaleza para nos sustentar diante das tempestades que possam surgir sobre nossa caminhada...
Basta que confiemos nas suas bondades que são infinitamente perfeitas e não falham jamais!

"Apenas a vida como nós a vivenciamos,

trará conhecimento sobre quem somos,

Se cultivas ódio, serás odiado;

Mas, se planta amor, colherá paz e harmonia."

⁠“A ignorância é o mal do ímpio, não se pode ponderar sobre o que não se conhece”
Ney P. Batista
Jul/19/2021

⁠A vida é sobre iniciar e encerrar ciclos!
Nunca vivemos numa constante euforia ou tristeza, aliás essa alternância entre os estados nos tira da zona de conforto, levando ao rompimento com o eu daquele momento e a consequência inevitável é o crescimento pessoal!
O quanto cada um irá crescer nesse processo está diretamente ligado a capacidade de deixar aquele incômodo te levar a reflexões e se permitir conhecer o novo!
Maria Augusta Ranulfo

Terremoto
Abalo sísmico
Os antigos filósofos já debatiam sobre o assunto e tiveram divergências.
Tales de Mileto acreditava que a Terra firme se comportava como um navio no oceano, boiando nas águas.
Já Anaxágoras, ao observar esse fenômeno vulcânico admitiu que os abalos eram originados devido a formação de vapores que saiam do interior da Terra - Núcleo.
Finalmente, Aristóteles imaginou que o elemento ,_ Ar retido na profundidade da Terra ,ao escapar gerava com a explosão acontecia esse fenômeno Natural _

Terremoto

Sobre negócios
Expertise ensina como fazer. Inteligência revela onde agir. Esperteza encontra a vantagem. Sabedoria decide se devemos agir.

"Existe um jogo de poder sobre a Amazônia."


"Por que a Amazônia desperta tanto interesse de governos, empresas, organizações internacionais e do mercado global? O que está realmente em disputa?"




"As maiores disputas da história raramente começam com armas. Começam quando alguém descobre o valor de um território."

Asas do Mesmo Pássaro


Esquerda e direita: asas do mesmo pássaro voraz, que voa alto sobre o rebanho adormecido. Elas batem em uníssono, fingindo oposição, enquanto o bico ceifa as liberdades que prometem defender. Os acéfalos, massa de manobra cega, agitam bandeiras opostas como se batalhassem por destinos distintos, mas servem ao mesmo voo predatório, manipulados por narrativas que os mantêm no chão, pisoteando uns aos outros em nome de ídolos vazios. Enquanto isso, desperta quem vê a gaiola: o multilateralismo, essa teia de tratados e cúpulas que escraviza nações soberanas a elites invisíveis. Esses visionários, que ousam questionar o consenso globalizado, são tachados de antidemocráticos, marginais, conspiracionistas. Silenciados por algoritmos, censurados em púlpitos digitais, exilados do debate público. O pássaro, incomodado, bica
os que ameaçam revelar suas penas sujas de ouro e poder. Mas o voo cessa quando as asas se rebelam contra o corpo e o rebanho, enfim, ergue os olhos para o céu.

A areia discutia com o vento sobre relógios invisíveis enquanto cavalos marinhos atravessavam o céu como se nuvens fossem oceanos. No centro de um mar morto que ainda respirava, um moinho girava ao contrário, triturando minutos em pó fino. O tempo afiava ponteiros com calma excessiva, sentado diante de um espelho quebrado que refletia rostos ainda não vividos. Cada fragmento mostrava uma possibilidade diferente, como se a realidade estivesse em teste.
Uma flor de lótus nascia dentro de uma xícara vazia, indiferente à ausência de água. Os cavalos marinhos cochichavam à areia que o mar morto não era falta, mas silêncio acumulado. O moinho insistia em girar, não para moer grãos, mas arrependimentos. O espelho multiplicava olhares, criando versões que nunca se encontravam.
Tudo parecia deslocado: areia no céu, água sem ondas, flores sem lago, horas sendo moídas. Um cenário absurdo, quase incoerente.
Até que se entende: a areia são os dias que escapam pelos dedos; os cavalos marinhos, pensamentos improváveis; o mar morto, o coração quando se cala; o moinho, a rotina que transforma escolhas; o espelho quebrado, nossas identidades fragmentadas; e a flor de lótus, a vida que insiste em nascer mesmo onde parece não haver nada.

O verde cantava em triângulos enquanto a terça-feira derretia sobre o tapete de estrelas mortas. Pés sem dono caminhavam para trás, deixando pegadas que precediam os passos. Um relógio de areia escorria para cima, alimentando nuvens que cresciam no chão da caverna iluminada por peixes voadores. A chuva caía em espiral, molhando apenas o que ainda não existia.


Entre espelhos que refletiam o som, uma voz sem boca repetia números que eram cores: sete era azul, quatro era o gosto de saudade. Os dedos do vento tentavam segurar água, e a água, por sua vez, tentava lembrar por que tinha forma.


Mas então você percebe: o verde era esperança disfarçada, a terça-feira era apenas rotina, as pegadas eram memórias que insistem em voltar. O relógio de areia era o tempo que você achou perdido. As nuvens no chão eram sonhos adormecidos acordando. A chuva em espiral era a vida entrando pelas frestas. Os números eram os dias que você ainda vai viver. E a voz sem boca? Era você, finalmente se ouvindo.

Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.

Chovia devagar, como se o céu quisesse tocar a memória sem machucá-la. Sobre a mesa da varanda, uma flor de plástico enfrentava a chuva com sua beleza imóvel: perfeita por fora, incapaz de sentir por dentro. Ao lado dela, havia uma ampulheta de sal, derramando grãos úmidos como se o tempo, naquela tarde, tivesse aprendido a se dissolver.

Dentro de casa, o espelho como um portal devolvia mais do que um reflexo. Quem o olhasse com calma via passagens para versões antigas de si mesmo, para ausências ainda acesas, para afetos que nunca souberam ir embora. E, acima do telhado, a estrela parecia vigiar tudo em silêncio, como uma testemunha paciente das coisas que só o coração entende.

Então veio a compreensão: viver é isso. Ser, ao mesmo tempo, chuva e permanência, delicadeza e artifício. Somos também um mar em que a água é doce, vasto e contraditório, onde a dor e a ternura se misturam sem pedir explicação, e mesmo assim fazem sentido. Porque a alma humana floresce quando aceita o impossível e aprende, com humildade, a morar no mistério.

Existe uma parábola simples sobre um copo quebrado no chão. À primeira vista, parece só perda, estilhaços espalhados, água derramada. Mas quem observa com calma percebe que aquele espaço vazio no chão é também o lugar onde algo novo pode ser colocado.


O vazio funciona assim. Ele chega como se fosse o fim de tudo, mas na verdade é apenas um começo disfarçado de ausência. Quando perdemos algo, uma pessoa, um sonho, um propósito antigo, sentimos que o chão sumiu debaixo dos pés. Só que esse chão vazio não é um abismo, é um terreno limpo, pronto para receber uma nova construção.


Pense num campo depois da colheita: parece morto, sem vida, sem cor. Mas é justamente esse vazio aparente que permite à terra descansar e se preparar para germinar de novo.


Assim é a alma humana diante das perdas profundas. O vazio dói, sim, e dói de verdade, mas ele não é o destino final da história, é apenas a página em branco antes do próximo capítulo ser escrito. Quem aprende a enxergar o vazio dessa forma, aos poucos para de temê-lo e passa a usá-lo como espaço fértil de recomeço genuíno.

Diálogo Visionário sobre o Calor Em clareira etérea.
Goya, Hades e Mansa Musa debatem o aquecimento global como profetas adiantados.
Goya: O ar ferve! Geleiras derretem, florestas viram cinzas – monstros do vapor devoram tudo. Como deter?
Hades: Minhas forjas rugem! Petróleo liberta fúrias térmicas, oceanos sobem, terra racha. Freiem o dragão fóssil!
Mansa Musa: Desertos devoram o verde, monções falham. Plantem árvores, usem sol e vento, ou o calor nos iguala no pó.
Unidos gritamos: despertai, ou o mundo se consome!

E talvez sua ponte, no fundo, não seja sobre uma catástrofe.
Talvez seja sobre atravessar um período assustador sem saber exatamente o que existe do outro lado.
E mesmo com medo, você continua subindo.

O sorriso é o disfarce que o coração aprendeu a usar —
um véu de serenidade sobre o caos silencioso da alma.
Por dentro, a dor consome em silêncio, paciente e invisível,
mas o mundo não precisa saber.
Então, sorria...
pois há batalhas que se travam no íntimo,
e o riso, ainda que frágil, é a última forma de resistência.

O desgosto é uma noite profunda da alma,
uma sombra que pousa silenciosa sobre o peito
como se o mundo perdesse, por instantes, a própria cor.


Mas até a noite mais escura
carrega em si o sussurro de uma aurora.
Assim também é o desgosto:
um véu que desce,
não para sufocar,
mas para revelar o que estava invisível na luz.


Ele chega quando a alma está madura o bastante
para compreender o que ainda não queria aceitar.
E no seu amargor, há um convite secreto:
o de voltar-se para dentro,
onde mora um sagrado que não se abala.


O desgosto dobra o ser humano por fora,
mas desperta, por dentro, aquilo que jamais se dobra:
a centelha divina,
o fio luminoso que liga cada coração ao eterno.


A dor, então, deixa de ser ferida
e se torna passagem.
A queda vira caminho.
O silêncio vira oração.


Porque cada desgosto,
por mais duro ou injusto que pareça,
é também um gesto misterioso da vida
guiando-nos de volta ao essencial —
ao que não depende de ninguém,
ao que não se quebra,
ao que é nosso desde antes
de qualquer tristeza.


E quando o espírito percebe isso,
o desgosto não some,
mas se transforma:
vira sabedoria,
vira força,
vira luz que, lentamente,
começa a brilhar onde antes havia apenas sombra.

“Na psicanálise, entende-se que a dependência emocional muitas vezes não é sobre o outro, mas sobre o vazio que tentamos preencher através dele. O difícil não é perder alguém — é reencontrar a si mesmo sem precisar dessa repetição afetiva.”
Dr Ederson Dantas psicanalista CBO 2515-50

O destino não é o fim da estrada, mas o horizonte que se desdobra sobre um planeta hostil precisamente quando caminhamos além da imaginação.
Reno Fioraso

⁠A ideia que temos de amor é, grande parte das vezes, a confusão que fazemos sobre o sentido de “paixão”.
A paixão é um vendaval! É aquele misto de sentimentos inexplicáveis, que nos impede de racionar coerentemente. Que nos tira o fôlego e tira nossos pés do chão. É aquilo que nos faz querer estar juntos o tempo todo , vivendo e respirando a outra pessoa. E que por vezes até nos rouba de nós mesmos.
O amor, diversamente da paixão, é paz! Ele chega e se mantém, com um misto não só de sentimentos, mas de relações, sendo a principal delas, a AMIZADE. O amor nos faz ou nos auxilia a pensar racionalmente. Nos devolve o fôlego da vida e até nos faz voar alto, mas também é capaz de nos ensinar o quanto ter os pés no chão é importante. O amor real, é o sentimento que nos permite saber que, embora não estejamos próximos fisicamente, ainda assim o sentimento, as lembranças, os momentos partilhados e o cheiro, estão onde o amor mora: no coração ! E uma vez aí estando, permanece. Ainda que além do universo…