Poesias sobre os Cinco Sentidos
Vivemos na tridimensão, dentro de uma linha unidimensional, percebida assim por nossos sentidos, que chamamos de tempo.
Quando a verdadeira consciência assalta nossos sentidos vemos muito a frente, percebemos tudo com clareza e destruimos as muletas criadas por sistemas que objetivam engessar o indivíduo e CONTROLÁ-LO
Sem adentrar na total escuridão eu jamais descobriria o verdadeiro valor dos outros sentidos e nem mesmo o meu.
Toda essa minha liberdade de expressão, sentidos e fazeres, sinto muito enraizada nas limitações de conhecimento, matéria prima e inclusive este corpo que tenho por empréstimo. Por isso vejo como única opção para sair destas prisões a ficção, o imaginário mundo intangível, aguçado apenas ao contemplar as belezas, as artes e tudo que é mais do que aquilo que meus olhos e entendimento possam ver.
Se a maturidade é ganhar sabedoria mais ao mesmo tempo é a perda dos sentidos, do tempo, do cheiro depois da chuva e da sensação de esperança de um céu de maio!!!! Me deixe ser imaturo, deixem-me que minha inocência, mesmo que desgastada se apoie no carinho do novo!!!!
O ouvir é um dos mais poderosos sentidos e pode ser energizador. Atualmente faz-se questão de ouvir Almas que doam, cuidam, plantam, torcem positivo, alimentam-se organicamente, desfrutam de boas músicas, consciência e disciplina, resumem e silenciam sem querer ver o que pode ser, o que pode se dar, mas sim, fazem ser e se dão.
UTILIZE OS SEUS SENTIDOS plenamente. Apenas observe, permita que um sorriso interno aconteça, não interprete, apenas sinta! Sinta seu corpo, as luzes que se formam a partir de você, perceba as formas, as cores, as texturas. Esteja consciente da sua presença silenciosa. Esteja consciente do espaço que permite que cada coisa exista. Ouça os sons, não os julgue. Ouça o silêncio por de trás dos sons.
No delírio intenso de nossos sentidos, Não há pecado, Por amor tudo é remido, Abraçados seremos bem mais do que amigos...
No delírio intenso dos nossos sentidos, A tua presença atiça tal qual palha na fogueira, No fundo nós sabemos que somos bem mais do que amigos.
A tua força é de dobrar os meus sentidos, Respiro a tua respiração, Até as estrelas acham graça dos nossos gemidos...
“ O Ser humano pode perder a visão, a audição, a fala e todos os sentidos, mas não pode perder a fé, a fé nos move e dá o sentido a vida, perdeu-se a fé perdeu-se o sentido da vida...”
O mundo nos dias de hoje, está muito competitivo em todos os sentidos que imaginamos, mas podemos melhorar tudo isso com gentileza e seriedade.
Se os sentidos mantêm suas posições naturais, não há razão para temer. É somente quando eles começam a entrar em contato com os objetos ao redor que as distrações gêmeas de alegria e tristeza são produzidas. Quando você ouve alguém difamá-lo, você experimenta raiva e tristeza; mas não há tal agitação se as palavras não chegam a seus ouvidos. A atração dos sentidos pelos objetos é a causa da dor e de seu gêmeo, alegria. Enquanto o mundo existir, não se pode evitar o sentido de contato aos objetos; do mesmo modo, enquanto se tem o ônus de nascimentos anteriores, não se pode escapar do complexo alegria-tristeza. Mas, de que serve esperar até as ondas silenciarem-se antes de se lançar a um banho de mar? O sábio aprende o truque de evitar os golpes das águas e do arrastar das ondas. Use a armadura de fortaleza (thithiksha) e supere os golpes de boa e má sorte. Thithiksha significa equanimidade diante dos opostos, ou seja, suportar corajosamente a dualidade.
