Poesias sobre o Frio
Gosto do inverno...
do frio, da chuva,
do vento gelado na cara em dias de sol
de me enrolar nas mantas
de me aninhar num outro corpo quente
da lareira acesa... se a tivesse
AGOSTO
Bate na porta o agosto
Todo vestido de cinza
Mas tudo tem o seu posto
Mesmo na geada em que pisa
Um tempo pra reflexão
Onde se hibernam dormentes
Sementes que florirão
Carregando no seu ventre
Cores à nova estação!
Frio de Outono
Está uma tarde fria
sinto pelos pés
termômetro infalível
Já é hora para um longo banho quente
repudiar os edredons e cobertores
que abrigam a cama
esquecer o pijama de flanela
e sem lamentos
o corpo agasalhar
calçar as botas e luvas
e sair pra labuta.
Ecos de uma Nova Estação
É inverno, e sinto o frio se aproximar.
Há um sussurro gelado que dança nas folhas que restam,
como se as árvores se vestissem de ausências,
despindo-se de folhas, como almas diante do inevitável.
Suas sombras alongam-se,
guardiãs de um silêncio que só o inverno traz.
Os pássaros emigram,
levando sonhos e canções para terras distantes,
enquanto nós, aqui, envoltos em mantos e lembranças,
esperamos a temperatura cair,
como quem espera o nascer de um poema.
Os bancos do parque, agora vazios,
guardam histórias de verões passados,
memórias aquecidas pelos sorrisos que se foram,
tal qual lembranças escondidas em caixas de sapatos.
E há, sempre, a estátua do herói,
imóvel em seu bronze e sua glória,
silenciosa testemunha de nossa transição,
do calor para o gélido aconchego das novas manhãs.
Nas ruas, a pressa dos passos se transforma em lentidão,
como se o frio pedisse um compasso diferente,
um momento para refletir,
para sentir a terra e o tempo.
Internamente, ecos de uma nova estação.
Chove bastante aqui dentro,
venta forte e inverno-me.
Mas, ao invés de praguejar, varro as folhas caídas,
agradeço o beijo da brisa,
e tento preservar os galhos,
até o meu próximo florescer.
Talvez
Talvez nada tenha a importância
Do tamanho da minha audácia
Talvez tudo não passe de imaginação
Mesmo assim tudo é dilúcido
Da soleira o espero pacientemente
O frio do granito gela os pés
O cobertor aquece meu corpo
Mas não meu coração...
Rompo as palavras
Guardo-as no intimo da noite
Quando o silêncio pernoita
Criteriosamente deito e adormeço.
Noite fria com céu nublado,
À espera da chuva cair.
Sinto a brisa do meu lado.
Sinto por aqui o clima bom ir.
Estou ao seu lado aguardando o temporal,
As nuvens sobrecarregadas de água.
O portão coberto pela ferrugem,
Com calma aprecio o café matinal.
As folhas das árvores voam com o tempo.
Sou apreciado pelos seus sentimentos.
E, a chuva está caindo do lado de fora.
O cheiro da grama se espalha pelo local.
Pode ser que não há mais temporal.
O tempo ruim foi embora e o sol está lá fora.
Longas noites , de chuva, de frio , de ameaças , duvidas , incertezas .
Não sabem quem eu sou , mas de certeza já me viram numa cidade , nas noites longas .
Lábios que tremem de frio no inverno.
Que faz as palavras tremerem
quando tremem os lábios.
Os lábios, as palavras, os sentidos,
balbuciam no soluço,
e fremem quando contemos a soluçar.
Não tenha uma alma morta, sentimento frio ou vida sem razão. Viver é muito mais que existir. É sonhar, acreditar e realizar.
Insta: @elidajeronimo
Não estou sozinho, tenho companhia
Hoje o dia esteve chuvoso desde antes do amanhecer e me sinto beijado pela esperança enquanto sou abraçado pelo meu casaco encharcado de expectativas.
Em minha vista, há mariposas voando aparentemente eufóricas de felicidade... Ou pelo menos é o que eu quero acreditar para que eu continue sentir inveja, afinal é assim que eu gostaria de estar... Após um gole de café, me pergunto.
Neste momento quantas pessoas lá fora estão estão sentindo falta de alguém ? Bom, seja lá qual for a resposta, sei que não estou sozinho, tenho companhia
Frio
Como tudo que é novo e depois fica velho,
Eu me tornei velho, quando ainda era novo, e de novo
Me sinto velho como antes me sentia novo...
Dizem que o #seresteiro chora...
Por um tempo que passou...
Sem pedir nada...
Ele canta histórias de amor....
Seus acordes atravessam madrugadas frias...
Vagueia pelas ruas e em todas esquinas...
Sobe aos céus em suaves melodias...
E convida aos anjos...
Para nos fazer companhia...
A escuridão então acaba...
Eis que surge a senhora da noite prateada...
Estrelas brilham muito mais...
E no frio da noite que se faz...
Nossos corações se aquecem em sorrisos...
Lembrando de tudo que vivemos...
E do que já quase foi esquecido...
Viajamos no tempo...
E até choramos....
Mais forte bate o coração...
Seguindo o toque do violão...
Eis que sobre as pedras azuis...
O nosso caminhar não é em vão...
Viver...
Sonhar...
Amar...
Isso é verdadeiro...
Cante então para nós #seresteiro...
Sandro Paschoal Nogueira
#Eu #vim #somente #dizer...
Se tu ama, ame baixinho...
A vida é breve...
E o amor mais breve ainda...
Não tenha medo de viver...
Não tenha medo de amar...
Tenha medo de não ser...
De não estar...
De não querer...
Não sonhar...
Felicidade pequena semente...
Que todos os dias precisamos cuidar...
Triste é aquele...
Que pelo mundo passa...
E que da ilusão...
Faz seu par de asas...
Viva e deixe-se viver...
Nas auroras ardentes...
Em que nasce a esperança...
Que acalenta nossos sonhos...
Até onde nossa alma alcança...
Suave contentamento...
Vivendo cada momento...
Quem teme ao amor...
Sofre derradeiro tormento...
Espaço oco no peito...
Vazio sem sentido...
Mundo frio...
Olhar não brilha...
Não encontra caminho...
Verdades puras...
As minhas eu digo...
Sonhe conforme quiser...
Mas sonhe sempre...
Sonhando e vivendo...
Segundo o amor que tiver...
Terá, de meus versos, o entendimento..
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Uma vida sem desejos não se sustenta
.
Já tive dias ruins. Já tive dias bons.
E nessa oscilação frenética, nessa temperatura exposta ao calor e ao frio, entre altos e baixos, os dias são sempre um maravilhoso desafio.
E viver é a mais bem-intencionada forma de se apaixonar pela vida.
Nem sempre acontece o que queremos; fato.
Nem sempre realizamos o que desejamos; outro fato.
Nem sempre as conquistas são por todas perdidas; brilhante fato.
Apesar desses “nem sempre”, há sempre uma carta na manga, um pulo do gato, um coelho dentro da cartola, uma mágica do universo a nos ajudar, um motivo para superarmos os acontecimentos indesejáveis, Deus a nos olhar.
Nem sei como isso se chama, mas deve se chamar alguma coisa que ponha em movimento os nossos silêncios e faça as atitudes falarem alto dentro de cada um de nós.
Nem sei como se começa, porém, parte-se do momento quando o querer vai à luta, aí o primeiro passo acontece, e a construção apresenta as cores da estrada na tela do agir.
E de repente os espaços se abrem, os caminhos amaciam os nossos cansaços, as pedras servem apenas para erigirem os castelos da coragem, lapidando a esperança de uma futura e breve chegada.
Porque todos querem chegar.
Todos querem chegar a algum lugar, ou em alguma posição, situação, sonhos, satisfação. Todos querem e acredito que seja isto a nos impulsionar; a fresta que faz o sol entrar em nossas vidas.
Pois uma vida sem desejos não se sustenta, ainda que os ruins ou os bons dias nos tomem de súbitos e nos façam súditos de instantes que chega e vai, num constante movimento de ficar e partir.
Eu queria levantar, tentei sair da cama, mas eu juro que a culpa é dele!
Ele me enrolou e me abraçou bem quentinho. Ele cuida de mim e me protege do frio.
Ah, esse é um caso de amor que não tem como fugir...
Meu edredom e eu!
Como pode no inverno, sentir tanto calor? Ouvi falar de sua boca como um rugido de louvor!
O inverno é passageiro, por isso está calor. Embora que a passagem sem você, me trouxesse frio sem pudor.
A sua estadia aqui perto da beira do rio me trás um calor imenso, mesmo na temperatura abaixo de zero ao relento.
Meu irmão, coitado, morreu de hipotermia. A mulher dele descobriu, em pleno outono ensolarado, que outra, perto dele se aquecia.
Antes de falecer, colocou a mão sobre o coração e disse em uma só voz e em uma mesma entonação, nunca se desfaça de uma só canção, verso ou oração, pois, um dia baterá o cansasso e restará somente a solidão.
Desde aquele dia,
que os teus olhos azuis
pousaram sobre mim,
a minha face ficou assim,
com tons azulados, não sei se é frio
ou um doce delírio,
que invade a minha figura!...
Frio, Vilão?
Gelado o clima se revela
E com ele os calafrios lhes afeta,
Buscam sempre está envolvidos há uma coberta.
Há procura de uma chama
Que dará a tão sonhada "fama"
Mas porquê do temer?
Se é no calor onde vive o pecador
Ao frio não permita se esconder
Nele é possível muito desenvolver
Com o tempo entenderá que não a dor
Somente momentos,de aconchego e amor!
Eu mero marinheiro
Jovem, forte guerreiro
Não se vai com a maré que veleja
Não se perde, com canto de sereia.
Ela, mar correnteza
Morena, valente destreza
Se leva com o vento que puxa
Se perde, se esvai, e machuca.
INVERNO
Chegando o frio me descabelo.
Mas me rebelo!
Olho o que é belo
E singelo...
Então me aqueço
E nunca esqueço
De tudo que mereço!
E me inspiro,
Respiro
E me viro!!!
