Poesias sobre Mãos
Oração de entrega e súplica pelo dom da sabedoria:
Senhor Jesus, pelas mãos de Maria, eu Te entrego este meu dia!
Escuta a minha oração! Confio na Tua Divina Misericórdia. Quero repetir muitas vezes durante o dia: Jesus, eu confio em vós!
Entrego-Te minha vida, cada hora e minuto do meu dia. Confio que tens graças e remédio para mim, pois basta pronunciares uma palavra e todo o meu ser ganhará força e vigor.
Meu Deus, dá-me sabedoria. “Decidi, pois, tomá-la por companheira de minha vida, sabendo que me seria conselheira para o bem e conforto nas preocupações e na tristeza!” (Sabedoria 8,9).
Vinde, Espírito Santo, conduza-me para onde quiseres, como quiseres e com quem quiseres, pois desejo somente agradar ao meu Deus.
Bendito seja o Senhor que me consola em todas as minhas aflições!
by edite/ maio 2016
Segurando em suas mãos
meu desejo foi algo simples,
apenas encontrar a "felicidade" !
Como sempre foi . . .
se perder nos devaneios
de um desejo sem igual
de cada instante de luxuria exaustiva
de um prazer quase saciável.
Dos lábios que um dia chegaram a encantar
um cuspe de desdém estancou o desejo
e desfeito o desejo tudo se foi . . .
Deixo aqui a resposta de que nada deixou,
nem mesmo a saudade do vazio.
palavras de coração para um coração vazio.
MÃOS INQUIETAS
Escolher aonde deixar as mãos
Pra não imitar ninguém
Ficou difícil com tanta gente no mundo.
Se vou pra praça
Tem gente sentada com as mãos no queixo, parece que pensa
Tem gente com as mãos na testa, parece que espera respostas
Tem gente com as mãos nas pernas, parece inquieta e quer partir...
Se ando na rua
Tem gente andando despreocupada com mãos nos bolsos, a vida parece boa;
Tem gente com as mãos na nuca, parece que não quer perder a cabeça;
Tem gente com as mãos na boca, parece que quer falar, mas não e a hora e o lugar.
Tem gente que balança as mãos, Parece ter raiva
Tem gente parada com as mãos no nariz, parece um chafariz e não saber aonde ir.
Sou de gente que ver tudo isso, pareço com todo mundo e sigo o meu caminho,
Tento controlar minhas mãos.
Bondade
Estenda as mãos. Se tens o quê dar O quê for seu, E se podes ofertar. Nada espere, pois a esperança fere a alma.
Estenda as mãos Seja voluntário sem culpa Sem desculpas de afeição Sem entrega cega de agradar.
Estenda as mãos Com porção medida na necessidade, Nas suas e das dos outros Nas necessidades da alma, nunca nos desejos que passam.
Estenda as mãos Espere as palmadas Espere a negação. Espere as piadas da ingratidão... Espere a solidão do caminho Espere o sangrar das mãos que estendes Espere o sangrar da alma.
Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Salmos 19.1. A cada manhã que o sol surge no horizonte,é Deus falando conosco, renovando sua misericórdia e seu amor pela humanidade, dando vida a terra, e consequentemente a todos nós.
Nas suas entranhas,
mãos estranhas.
Era violação.
Arrancaram-lhe
a inocência.
Arrancaram-lhe
a vida.
Sentiu-se morta
mesmo sem culpa!
Sentiu a dor,
engoliu seco o rancor
daqueles monstros
que até falavam sobre amor!
esperando contato
entre nossos corpos
de mãos dadas
vivendo nossos sonhos
numa reação de amor
uma dança animada.
o tempo foge das mãos
enrugando a pele em detalhes
ao amortecer da vida,
declarando um novo alvorecer.
Num sonho distante
Vejo em minhas mãos
O desejo de vencer
Sentir a liberdade
Abraçar a vida
Andar de mãos dadas com a alegria
E ser melhor amigo do amor.
Escrevo de olhos vendados
Na imensidão do ser,
Mãos amarradas ao corpo
Vontades que ficam no caminho
Entre perdas e ganhos
Vou tecendo sonhos
Como se não houvesse amanhã.
Mãos trêmulas, o medo que prende
Como um aviso, uma premonição
Trazendo confusão e a mente se rende
Ao terror do acaso tirando o atraso
De um amanhã melhor
Que só vejo em sonhos distantes.
Minhas mãos
Secando as lágrimas do rosto
Num gesto de amor,
Dizendo que depois da tormenta
Vem a calmaria e o alívio.
A ingratidão não consegue limpar com suas próprias mãos o mesmo prato no lugar onde fora alimentada
Imagine suas mãos, se estão fechadas, você não consegue receber nada novo.
Agora se estão abertas, tudo pode vim e ir,
Desapego é isso
É aceitar o fluxo natural da vida.
Sina Nordestina
Sou nordestino,
feito de sol e poeira,
de mãos calejadas
e alma verdadeira.
Querem me afogar
em águas de secas,
mas sou raiz que resiste,
sou chão que não se entrega.
Minha sina é estrada,
vento que corta o rosto,
é lágrima engolida
no silêncio do desgosto.
Garota, se soubesse
o que carrego no olhar,
entenderia que o sertão
não se curva ao queimar.
Povo sem sensibilidade,
que julga sem conhecer,
não sabe que na seca
aprendi a florescer.
Sapienciais 3:14
Minha boca profere sabedoria, e minha língua é instrumento nas mãos do Pai das luzes.
O Legado de Um Nome
Não é o tempo que constrói um legado,
mas as mãos que moldam a eternidade.
Cada ideia lançada ao vento,
cada palavra fincada na pedra,
é um traço imortal na alma do mundo.
Nas trilhas do desconhecido,
onde poucos ousam caminhar,
há um nome gravado em fogo,
ecoando entre os séculos,
erguendo pontes sobre o impossível.
Aqueles que sonham pequenos,
temem a vastidão do horizonte.
Mas quem carrega o infinito nos olhos,
desafia o destino e escreve a história.
E quando a poeira do tempo se assentar,
quando a voz do presente for só um sussurro,
restará aquilo que nunca se apaga:
um nome, um feito, um ideal—
um legado que jamais se curva ao esquecimento.
DOCES LEMBRANÇAS
O passado tem braços longos,
Tem mãos como tenazes,
Tem pernas compridas
Tem pés gigantescos
Que pisam na minha cabeça,
O passado é como uma tigresa
Dos dentes de sabre
Que tem minha cabeça
Entre suas presas...
Que tem meu coração
Pulsando na relva
E tem minhalma vagando sobre os lagos
Dançando as valsas
De madrigais inesquecíveis,
Doces lembranças que não se dissiparam...
Tapioca
Com suas mãos sofridas e negras,
A goma molhada é esfarelada
Enquanto me fala da vida...
E nela algo me diz,
Que a áfrica é Vó de todos os brasileiros,
A fécula repousa,
O descanso que os negros não tiveram,
Mas minha Vó tem o sorriso,
Tem o prazer pela vida,
Que correntes, troncos e rebenques não lhe tiraram...
O leite de coco, feito com esmero
Corre entre seus dedos,
Ralado e esmagados por mãos potentes;
Enquanto a tapioca é assada,
Ela me fala com certa nostalgia,
De um amor do passado,
Nesse momento os olhos
De vovó são como o lago,
Mas nenhum guerreiro mostra o seu lado fraco
E quando a tapioca cheira, ela pega a frigideira
E no movimento rápido vira a tapioca,
Então me olha com carinho, neste rico país
Que ela ajudou a construir;
Morando sob uma humilde casinha de taipa,
De piso morto, ela ainda é feliz...
TADEU G. MEMÓRIA
