Poesias sobre Ciências
As obras mais grandiosas, os melhores livros, filmes, séries, pesquisas científicas, artigos e revisões de excelência começaram sempre na simplicidade de um primeiro passo.
Dogmas e ideologias sem valores, apresentados como científicos, podem criar sistemas fechados que prendem a mente no caos, afastando-a dos fatos que a libertam.
A vida de um único cientista vale mais do que a de dez mil teólogos, porque enquanto um produz conhecimento, os outros produzem negação, ódio e mentira.
A verdade é um demônio que devora a vida; filósofos, cientistas e artistas são os seus hospedeiros mal adaptados.
Qual verdade filosófica ou científica você, crente, já descobriu? Se a verdade vem de deus, e se grandes ateus descobriram verdades profundas, então todos eles foram escolhidos por deus como seus grandes profetas.
Cientistas são burros, filósofos são burros, artistas são burros, até burros são burros. A inteligência não é ausência de burrice, é a capacidade de perceber onde somos burros.
Toda descoberta científica cria possibilidades; algumas delas inevitavelmente criarão problemas jurídicos.
Quando uma crença exige autoridade científica sem evidência científica, ela abandona o terreno da fé e entra no da disputa epistemológica.
O conhecimento científico exige evidências; a crença religiosa pode existir sem pretender substituí-las.
A liberdade política, científica e religiosa possui um inimigo comum: a autoridade que não aceita ser questionada.
O cientista descreve o viés; o mercado aprende a monetizá-lo; o Direito precisa decidir quando conhecê-lo não autoriza explorá-lo.
Quando uma crença religiosa reivindica autoridade científica sem evidência, o problema deixa de ser apenas teológico e torna-se epistemológico e jurídico.
Uma hipótese científica pode ser refutada; uma afirmação metafísica pode permanecer além da verificação; o erro começa quando confundimos impossibilidade de demonstração com certeza de verdade ou falsidade.
No Brasil, a liberdade religiosa inclui o direito de acreditar, enquanto a liberdade científica inclui o direito de investigar e a liberdade de consciência inclui o direito de suspender o juízo.
O método científico começa onde a autoridade deixa de ser suficiente; o agnosticismo começa onde a pretensão de certeza ultrapassa a evidência.
Quando uma explicação sobrenatural pretende ocupar o lugar de uma explicação científica, a pergunta racional não é apenas “é verdadeira?”, mas “que evidência permitiria saber?”.
O Direito não determina a verdade científica, assim como a ciência não determina a verdade metafísica; ambos encontram seus limites diante do que ainda não podemos saber.
Uma sociedade que censura hipóteses científicas em nome da religião transforma uma questão epistemológica em problema constitucional.
Quando a fé utiliza vocabulário científico sem método científico, nasce uma aparência de conhecimento; quando a ciência pretende responder ao que não pode testar, nasce uma aparência de certeza.
