Poesias que Falem em Mãos
Ao Poeta da Aviação...
Numa noite sem igual,
tocando com as mãos
o Hemisfério Austral
na Praia do Campeche,
em Santa Catarina,
desejo estar na sua
tão doce companhia.
Relembrar quando
toquei o seu coração,
render homenagem
ao poeta da aviação,
e permitir que invada
sutilmente a sedução.
Ter a confirmação
ao olhar nos olhos,
e ler no teu sorriso
lindo entre os lábios
o verso tão sonhado:
“Só você terá
estrelas que sabem rir”,
Sem dar uma só palavra
fazer o instante festejado
pela fiel certeza do amor
de vez ter nos encontrado.
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Iukê
O coração é Iukê batendo na terra
nas mãos dos Uapixanás
do Rio Branco até o Rio Amazonas,
O ritmo te põe hipnotizado,
pelas minhas danças embaladoras.
(De todas as existências sedutoras,
a minha é a mais encantadora).
És o meu mistério favorito
todo cheio de magnetismo.
Com Acaçá nas mãos,
bem servido e envolvido
em folha de bananeira,
Você haverá de ser meu,
queira ou não queira,
Na tua imaginação tenho
todo o dia sido o poema.
Sem fazer questão de manter
ativa as minhas defesas,
Deixo nas tuas mãos a construção
das nossas fortalezas,
Porque quero desfrutar da minha
vulnerabilidade e da tua direção
a cada nova estação na sua mente,
paulatinamente e poderosamente.
Ser floração e festa a cada condução,
e presa em ti ser o teu coração
em movimento sem deslocamento;
Esquecer do meu nome e agradecer
que exclusivamente te pertenço.
De maneira inequívoca e silenciosa
sem ouvir uma palavra sua ler na íris
do teu olhar quando o desejo
está a me convocar a qualquer hora,
como a titular da tua fome e da pressa,
a constante reivindicação amorosa.
Com fascinação absoluta ser nativa
do teu interior a tua arte com amor,
o acesso exclusivo e encantador;
Como o manacá-da-serra sob o sol,
total em flor render-me ao seu calor,
do jeito que quiser e da maneira que for.
Tornar-me a marimba de arco
e das mesetas centrais,
confortável nas tuas mãos;
Deixar que me toque
em bom tom de Son Nica,
e que flua total entre nós
o encanto, a música e a poesia.
Ser do Madroño o aroma,
e até mesmo a sombra:
para que não tardemos mais,
ajamos com grande mágica
e deixemos que o amor
nos encontre e a gente se ame.
Da nascente à foz do Rio Coco
a gente abandone o sufoco,
e deixemos que ele nos cure
deste mundo que está perdido
com plena confiança e carinho.
Assim com avidez desejo que
agarremos a realidade e o sonho;
e que os cantares do curso do rio
nos preparem para o encontro;
para que nos leiamos românticos
e iguais aos olhos de Rubén Darío.
Carrego o Cinturão de Gould,
nas tuas mãos o Universo,
No nosso espaço subliminar
há muita vontade de levitar.
Onde posso tocar com as mãos
cinquenta estrelas ou a Via Láctea
inteira sob o abrigo da Oak,
estarei de corpo e alma plena,
Há muito de mim em mais
de cinco centenas de raízes
com as glórias e cicatrizes.
Às vezes me vejo entre
o que é beat e o hippie.
Pareço não levar à sério,
não tenho e nem nunca
tive um bom relacionamento
com nenhum tipo de mistério.
Esperar a sua recíproca,
sem dizer uma só palavra,
tem sido inexplicável rotina
Perceber o teu sensorial
é razão festiva e percebida.
Porque eu sou Blues nascido
e batizado nas águas
do Delta do Rio Mississipi,
e não há nada que nos limite.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
Das mãos de Allah saíram
as constelações árabes
para mostrar o caminho
que me leve pelo deserto
do destino da Humanidade,
além das mil e uma noites
narradas por Sherazade.
Onde muitos tratam o amor
como um desconhecido,
tenho feito ele reconhecido
sob nossos poéticos feitos
e luzes de Leyla e Mecnun.
A inspiração leva a pluma
onde ela permite deslizar
e redigir uma nova história
que me faça te encontrar
entre o Oriente e o Ocidente.
Onde se revela sobre a duna
e a conjunção planetária
com a Lua refletida no oásis,
em mim mora o silêncio,
a oração e o mistério
que já nos faz mais unidos
e imparáveis do que nunca.
A coragem leva os passos
por onde nunca imaginei,
faz perder inteiro o medo
crescente da tempestade,
e ser rendição de verdade.
O Livro das Estrelas Fixas
orientará todos os dias
como iremos nos amar
na terra, na água ou no ar,
os quatro sentidos nos pede
Astronomia e toda a magia.
“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira
Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.
Perdoar não reescreve o passado, nem absolve as mãos que nos feriram. Apenas impede que uma antiga dor continue escrevendo o nosso presente.
Há cicatrizes que não desaparecem; tornam-se portas para quartos onde ainda moram versões nossas que um dia sangraram.
Mas chega um momento em que precisamos entender: lembrar não é permanecer, e carregar uma ferida não significa morar dentro dela.
Perdoar talvez seja isso — apagar a luz de um lugar que nos fez sofrer, fechar a porta e seguir adiante.
Não porque esquecemos.
Não porque a dor deixou de existir.
Mas porque finalmente compreendemos que não precisamos mais morar lá.
- Tiago Scheimann
Construa a sua jornada com as próprias mãos. A caminhada aceita companhia, mas a aprovação é estritamente individual
🙂↕️🙏
"Somos transmutadores de energia."
Através da fé, das nossas mãos, das palavras e das orações, transformamos energias, levando luz onde existe peso, equilíbrio onde existe desarmonia e acolhimento onde existe dor. Ao benzer e realizar nossos trabalhos espirituais, somos instrumentos de uma força maior, canalizando aquilo que recebemos para transformar, proteger e trazer paz.
O mundo que tentam Destruir, Dominar ou Suportar, sempre esteve, está e sempre estará nas mãos do Filho do Homem.
O mundo que por vezes tentamos carregar nos ombros, dominar com nossas próprias forças ou até destruir com a nossa cegueira, nunca deixou de estar nas mãos do Filho do Homem.
Há quem se esgote tentando sustentá-lo sozinho, há quem se iluda acreditando ser dono dele, e há quem, por desespero ou revolta, queira vê-lo em ruínas.
Mas o mistério maior está em compreender que não fomos chamados nem para destruí-lo, nem para controlá-lo, e muito menos para suportar seu peso sozinhos.
O convite do Cristo é outro: confiar!
Confiar que o mundo repousa seguro em Suas mãos.
Confiar que nossa parte é ser presença de cuidado, de amor e de esperança dentro dele.
Quando aceitamos essa máxima, o peso diminui, a vaidade perde força e até a destruição parece inútil.
Porque se o mundo já está nas mãos do Filho do Homem, cabe a nós apenas abrirmos as nossas para servi-lo.
A Janela do Discurso sempre se moveu pelas Mãos Invisíveis das Narrativas.
Se reinventar já era mais do que esperado…
Mas nada foi tão Medonho quanto a vê-la se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.
A Janela de Overton — esse mecanismo silencioso e traiçoeiro que define os limites do que é socialmente aceitável — sempre se moveu pelas mãos invisíveis das narrativas.
Ideias outrora impensáveis se tornam plausíveis, discutíveis, desejáveis… e até aceitáveis.
Nada disso é novo.
Mas há deslocamentos que ultrapassam o jogo das ideias: eles tocam em pilares que, uma vez manipulados, comprometem a própria estrutura da convivência civilizada.
Nada foi tão medonho quanto assistir a essa janela se valer da “Idoneidade Policial” e da “Fé Religiosa”.
Ambas, por natureza, deveriam inspirar confiança — não manipulação.
Quando começam a ser usadas como régua para definir quem merece voz, respeito ou até mesmo existência, o que está em jogo não é mais apenas a opinião pública: é a própria noção de justiça e espiritualidade.
A confiança na justiça perde o chão quando o discurso sobre “idoneidade” é moldado para blindar abusos e silenciar denúncias.
E a fé, que deveria acolher, se torna instrumento de controle quando usada para validar narrativas de exclusão, discurso de ódio, intolerância ou superioridade moral.
Quando a Janela do Discurso se move por esses vetores, não estamos apenas assistindo a uma mudança de ideias.
Estamos permitindo que conceitos sagrados e instituições essenciais sejam descaradamente arrastados para a seara da manipulação.
Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas valer-se das autoridades presumidas para inviabilizar o debate e a crítica é de uma sordidez sem precedentes.
E isso, sim, é digno de temor.
Tenho medo…
A maior Desgraça de muitos que têm a Caneta ao alcance das mãos é se apaixonar por Dinheiro.
Porque a Caneta, quando colocada a serviço do interesse próprio, deixa de ser instrumento de trabalho e passa a ser arma contra o bem comum.
Com ela, assinam-se decisões, autorizam-se gastos, criam-se regras, distribuem-se oportunidades e, muitas vezes, silenciam-se consciências.
O problema nunca foi — apenas — o dinheiro.
É aquilo que o dinheiro consegue comprar quando encontra uma consciência disposta a se vender: princípios, lealdades, convicções e até o silêncio diante da injustiça.
Quem se apaixona pelo dinheiro começa, quase sempre, justificando pequenos desvios.
Depois aprende a chamar privilégio de direito, favorecimento de competência e corrupção de oportunidade.
Aos poucos, aquilo que deveria causar vergonha passa a parecer apenas parte do jogo.
E talvez essa seja uma das formas mais perigosas de pobreza: ter a caneta nas mãos, mas não ter mais caráter suficiente para decidir onde colocá-la.
Dinheiro pode comprar conforto, mas não compra dignidade.
Pode comprar influência, mas não compra respeito verdadeiro.
Pode construir muros, mas não consegue impedir que, um dia, a própria consciência cobre a conta.
Porque toda canetada deixa marcas…
Algumas ficam nos papéis; outras, na história.
E, quando alguém recebe o poder de escrever o destino de muitos, deveria lembrar que nenhuma assinatura é tão valiosa quanto a tranquilidade de saber que não precisou trair seus princípios para colocá-la no papel.
Nossas Mãos
O tempo passa a correr e nos obriga a ver que a armadura pesada deixou de valer. O que nos resta — e o que nos basta — é continuar a apertar firme aquela mesma mão que nos susteve no topo do sol e no fundo da tempestade que afasta. Chegamos à maturidade plena da alma, onde a defesa cede à calma e o controle do destino nos dissolve numa cumplicidade. É um amor que despiu todos os medos, cruzou as eras sem segredos e transformou a calmaria do outro na nossa única, inegociável e definitiva morada, sem espaço para outro enredo. Porque tentar respirar e viver longe de tudo isto é, no limite mais cru do instante, caminhar infinitamente sem direção.
Marco Arawak
João 20:27
Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente
Quando Jesus revela Sua glória, toda dúvida se cala, todo orgulho se curva e toda esperança renasce.
Salmos 19:1
Os céus declarar
a glória de Deus
e o firmamento anuncia
a obra das suas mãos.
“Os céus nunca se calam; dia e noite proclamam que Deus reina!”
