Poesias que Falem em Mãos

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O sofrimento é o cinzel nas mãos de um escultor invisível, retirando de nós o excesso de vaidade para revelar a essência de mármore. É preciso a agonia de um prelúdio de Chopin para que possamos entender a paz que sucede a tempestade interior. Não tente apressar o tempo da sua cura, pois cada nota tem seu tempo exato de ressonância no salão da vida. A beleza que nasce da dor é a única que possui autoridade moral para falar sobre a esperança.


- Tiago Scheimann

Um Provérbio para você reflexionar.
"Quem bebe água das mãos dos outros viverá sempre com sede."


—By Coelhinha

As minhas mãos percorrem
o teu corpo
com a urgência das marés cheias,
e o teu corpo responde
em ondas que quebram, insistentes,
na areia quente do teu ventre.


As nossas bocas procuram-se
como se o mundo fosse acabar
no próximo segundo,
línguas que escrevem promessas
no sal da pele arrepiada.
Somos dois abismos
à beira do mesmo precipício,
caindo um no outro
sem medo da queda.


E quando o prazer nos atravessa
como um relâmpago a rasgar o céu,
não há mais nome, nem forma,
apenas o pulsar desmedido
de carne, desejo e entrega.
Depois, exaustos e ainda a arder,
repousamos na brasa suave do pós-fogo, sabendo que basta um olhar
para que tudo comece outra vez.

Já tive que ser mão estendida
Quando eu precisei de alguém
Pra me estender as mãos Já tive que dizer: Vai tudo bem
Enquanto tudo estava errado
Eu tive que olhar pro céu
Confiar e crer
Que o Meu Socorro vem do Alto Flávio Henrique / Bruno Marinho.

QUANDO CUIDAR É PERMANECER


“Nem toda ferida cede às minhas mãos.


Cuidar não é prometer que a dor vai desaparecer.


Às vezes, é permanecer — até que a pessoa se lembre de que ainda não está sozinha.”


Personagem: Aurora


Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

Nossos votos


Suas mãos juntas as minhas,
sorrisos,
afetos,
desejos,
valores,
autenticidade,
unidade,
são nossos votos de vínculos eternos.

⁠Lantana

Só de olhar uma Lantana
florescida fico inspirada
a ser nas tuas mãos a poesia,
Eu sei que você me tem
no coração com muita alegria.

⁠Sem pedir a arte
das tuas mãos
tu haverá de me dar
com a liberdade

Sem ócio e sem
quartel quero amar
cada território seu,
Do jeito que Deus
te fez e me deu.

Amar-te bem mais
do que do que
demais ainda não
será o suficiente:

Só quero loucuras
de amor entre a gente.

⁠Sei que sou a dama
das tuas doidas fantasias
mais picantes e divertidas,
Nas tuas mãos serei
absoluta mais do que
uma obra prima de da Vinci,
Sou convencida que és
a maior prova de que o amor existe.

De qualquer lado
que abra ou feche
a porta a chave
está nas tuas mãos,
Em qualquer estação,
sem emergência
e de todo o coração.


É sobre ser suave
com quem nasceu
livre tal qual ave,
Que só elege ficar
por saber o quê é
e o quê não é amor
por eleger esperar
sem precisar capturar.


Deste Médio Vale
traz a tranquilidade,
o encanto e o culto
ao paradisíaco em Rodeio,
Para retribuir sempre
o quê for preciso
e inabalável seguir contigo.

Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.

Com camélias brancas
nas minhas duas mãos,
Levo a fiel convicção
além Médio Vale do Itajaí,
para te dizer que não
existe para a Nação
uma rota de liberação
que não inclua para nós
Zumbi em cada ação,
Porque ainda não foi
cumprida a abolição.


(Nós somos a chama
perpétua de rebelião).

A chance está lançada
ao alcance das tuas
mãos amorosas e divinas
que por muitas luas
será o teu Titânio onírico
entregue nu e dissolvido
pela audácia da quentura,
sem exitar de ser contido,
e sim irá se fundir íntimo
com o doce Cristal líquido
entre minhas hastilhas
conduzidas pelas tuas
ainda bem mais infinitas.


Murtinhas perfumadas
hão de ser degustadas
com arte aveludada,
compartilhada e dedicada
há de ser por nós celebrada.


Afinados como uma
orquestra de música clássica,
convictos seguiremos adiante
sem desejar da vida mais nada
que não seja viver de romance.

Com as mãos seguras
no Camboim testemunha
carregado de frutas,
Estremecidos por teu ser
íncubo a gente se festeja,
Enquanto os frutos brindam
a espádua perolada,
Palores lascivos alcançam
e resistem porque da cena
acordados estamos a permanecer,
Porque o livre encantamento
selvagem chegou para envolver:


(Viramos habitantes do querer).

Na nuca o sopro lascivo,
percorre, domina e põe
totalmente em transe,
Coloquei nas tuas mãos
a volúpia de alta voltagem,
- para o mútuo deleite;
De ti, minha vida, só quero
mesmo o que é selvagem
e de êxtase me arrebatem.


Confio no meu olhar e ginga,
e confio ainda mais nas tuas
delicadezas vorazes e lentas,
para que com todo o tempo
venha, converta, se rendas.


Render-me ao frenesi
do primeiro beijo com sabor
de Gabiroba entregue,
E embarcar a cada devaneio
e vertigem que só nos inclua
na lista de passageiros,
porque o mundo é grande,
e o senso de aventura
tal qual o nosso romance
- são ainda muito maiores.

A senha serpenteando faz arrepio
entre os meus montes ao alcance
das afáveis mãos e do altíssimo
lance e da tua intrépida escalada,
Para que no espaço de um assobio
venha com os apelos sedentos,
rumo para desinibir os trejeitos
por intenção desavergonhada.


O prazer é comando compartilhado
entrego-te o cetro, o corpo e o poder,
Sou tu'alma nenhum pouco recatada,
terra ocupada e paraíso consagrado;
o encaixe eleito feito para o amado.


Onde a liberdade é a régua por regra,
em tempo de colheita de umbus,
com a maior consagração e entrega:
o amor em nós sempre se celebra.

Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.


Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências.


Elevar a temperatura e o clímax
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.


Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas
para o café-da-manhã nubívago.

Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.

Das minhas mãos jamais
sairão letras que provoquem
ou defendam caleidoscópios,
por conquistas de territórios
com base no emprego da força.


Os tempos não são mais
os mesmos porque onde
há a liberdade dos outros,
Não cabem guerras de aniquilação
e outros tipos de sufocos.


O Cedro do Líbano partido
por mim nunca foi defendido,
e jamais o será - custe o que custar;
Calar nunca será uma opção,
e tampouco o destino,
porque se o que é devido.


Seja pelo tempo, repetição
para causar normalização,
ou qualquer tipo de imposição,
Não haverá nenhum espaço
para tosco convencimento.


Tudo, do poema ao meu silêncio,
têm vida própria e aclamatória,
Não há quem de mim saia ileso,
porque entre pausas há comunicação;
que nem milhares de exércitos tombarão.


<< Do início, meio e ao final,
somente a paz estabelecerá reino,
quer queiram ou quer não. >>

Pelas mãos e fortaleza da gente
do campo do Rio Grande do Sul
e do Vale do Rio do Peixe foi erguida,
assim começa a história
da cidade que é toda a minha vida.


Depois da Guerra do Contestado
passou a pertencer à Santa Catarina,
fundou-se a história de Ouro Verde
plenamente no Oeste Catarinense,
e aqui vivo orgulhosamente.


Ouro Verde fascinante que leva
esse nome graças aos pinheirais
e a erva-mate em abundância,
que fascinaram este povo,
e o meu coração tem estância
cheia de beleza e romântica.


É nesta cidade que tenho a fé,
o encontro com ou sem festa,
os sabores que sempre animam,
tudo na vida o que interessa,
não me vejo fora deste lugar:
este é o meu recanto de morar.